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Lula mira as bets e diz que jogos estão por trás do endividamento de parte da população
Presidente afirma que sua posição pessoal é pelo fim das plataformas, mas diz que governo ainda avalia medidas e precisa considerar a opinião da sociedade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar as plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets, nesta quarta-feira (16). Durante participação no podcast Desce a Letra, ele relacionou parte do endividamento da população aos jogos e afirmou que, pessoalmente, gostaria de encerrar as atividades das plataformas.
Lula afirmou, porém, que uma decisão não será tomada de forma isolada. Segundo ele, o governo já realizou três reuniões internas sobre o assunto e também conversou com representantes da sociedade para discutir possíveis medidas.
Apesar de defender o encerramento das bets, o presidente não apresentou uma proposta concreta ou anunciou uma medida específica para proibir as plataformas. A posição declarada é, portanto, uma manifestação política do presidente enquanto o governo ainda discute alternativas.
Discussão também chegou ao STF
O debate sobre apostas e jogos também está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em agosto, um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento sobre a validade da proibição dos jogos de azar prevista na Lei das Contravenções Penais. A Corte também analisa ações relacionadas à chamada Lei das Bets.
A discussão tem reflexos sobre a regulamentação do setor. Em julho, o presidente do STF, Edson Fachin, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar do combate às plataformas ilegais, do aperfeiçoamento das regras e de processos relacionados ao tema.
Enquanto o governo avalia novas medidas, o mercado de apostas permanece submetido à regulamentação federal. Em junho, o governo publicou regras para bloquear recursos relacionados a operações de bets ilegais.
STF
STF define rito para decidir abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes no caso Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu os procedimentos para a sessão desta terça-feira (15), quando os ministros deverão decidir se autorizam a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do caso Banco Master.
A análise terá como base um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. Segundo o documento, os diálogos indicam que Vorcaro teria buscado auxílio do ministro relacionado à sua defesa e, na véspera de sua prisão, chegou a questioná-lo sobre a possibilidade de deixar o país.
Sustentações orais
Conforme as regras estabelecidas para a sessão, haverá possibilidade de sustentações orais, permitindo que Moraes se manifeste. O ministro André Mendonça, que inicialmente era responsável pela relatoria do caso, também poderá solicitar espaço para falar.
A sessão deverá começar com a leitura e aprovação da ata anterior, seguida da saudação aos ministros. Na sequência, será feita a leitura do relatório e definida a questão que será submetida à votação.
A relatoria passou a ser conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu o processo no último fim de semana. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também poderá apresentar manifestação.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já defendeu a nulidade do relatório da PF em despacho recente. O documento também cita conversas de Gonet com Vorcaro, intermediadas pelo advogado Ciro Soares. Segundo as informações apresentadas, Gonet chegou a conversar por telefone com o banqueiro, que o teria convidado para uma degustação de uísque e charutos em Londres.
Depois da manifestação da PGR, serão realizadas as sustentações orais e, posteriormente, Fachin deverá apresentar seu voto. Os demais ministros poderão votar ou solicitar vista do processo, o que pode adiar a conclusão do julgamento.
Celulares serão lacrados
O STF também determinou restrições de segurança para a sessão. Os celulares não poderão ser utilizados durante o julgamento e deverão permanecer desligados e lacrados em sacolas de segurança.
Quem ingressar no plenário também deverá passar por inspeção com detectores de metais e equipamentos de raio-X. A medida já havia sido adotada anteriormente pela Corte durante o julgamento do núcleo 2 da trama golpista, em abril de 2025.
Jornalistas não terão acesso direto ao plenário nesta sessão. O acompanhamento deverá ocorrer a partir do comitê de imprensa e da marquise do tribunal, onde será disponibilizada a transmissão.
O acesso presencial ficará restrito às pessoas cuja presença tenha sido previamente confirmada pelo Cerimonial do STF. Os convidados também não poderão se manifestar durante a sessão.
O esquema de segurança contará com participação da Secretaria de Polícia Judicial, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, do Comando Militar do Planalto, das Forças Armadas, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e das forças de segurança da capital federal.
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