DINHEIRO NO RALO

Wellington propõe mutirão para concluir 178 obras paradas em Mato Grosso

Candidato ao Governo afirma que prioridade será concluir creches, escolas e unidades de saúde e critica desperdício de recursos públicos

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes apresentou, nesta quarta-feira (9), uma proposta para acelerar a retomada e a conclusão de obras paradas no Estado. A iniciativa prevê a realização de um mutirão para finalizar empreendimentos considerados prioritários, especialmente nas áreas de educação e saúde.

Segundo dados apresentados no programa eleitoral, Mato Grosso possui atualmente 178 obras paradas, sendo mais de 100 iniciadas durante a atual gestão estadual. Para Wellington, os empreendimentos inacabados representam não apenas estruturas que deixam de atender à população, mas também recursos públicos que não cumprem a finalidade para a qual foram destinados.

“Obra parada é transtorno para a população, é dinheiro público jogado fora. No meu governo, vamos fazer mutirões para concluir todas as obras, começando pelas creches, escolas e obras de saúde”, afirmou o candidato.

A proposta foi apresentada acompanhada de depoimentos de moradores que relatam os impactos provocados por obras inacabadas. Em um dos casos, uma antiga escola teria sido demolida para dar lugar a uma nova estrutura, mas a construção não foi concluída.

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“É uma escola antiga, mandou derrubar para construir e ficou isso que você está vendo aqui”, relatou uma moradora.

Outro depoimento questionou a destinação dos recursos públicos empregados em projetos que não chegam a ser entregues à população. “Eu sei que verbas são liberadas, eu sei que projetos são aprovados, mas as obras não são concluídas. Cadê o dinheiro? Realmente é uma calamidade”, afirmou outra moradora.

Infraestrutura

Na área de infraestrutura, Wellington destacou obras como a Ponte Sérgio Motta, entre Cuiabá e Várzea Grande, mais de 60 pontes de concreto em Mato Grosso, além da duplicação de trechos das BRs-163 e 364 e obras de pavimentação urbana em diversos municípios.

O plano apresentado pelo candidato estabelece ainda a meta de asfaltar mil quilômetros de rodovias por ano, além de substituir pontes de madeira por estruturas de concreto.

Segundo Wellington, a intenção é fazer com que os investimentos em infraestrutura tenham impacto direto na rotina da população, com estradas em melhores condições, pontes mais seguras e obras efetivamente concluídas.

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“Quero ser governador para fazer mais e melhor. Vamos concluir todas as obras, e nenhuma será feita sem qualidade”, declarou.

Educação

Na educação, a proposta prevê que a retomada das obras seja acompanhada pela melhoria da estrutura das escolas. Entre as medidas citadas estão a construção de quadras cobertas, salas climatizadas, espaços multifuncionais para estudantes com deficiência e ampliação do acesso à tecnologia e à internet nas redes urbana e rural.

O candidato também defendeu a realização de concursos públicos para reduzir a dependência de contratos temporários.

Para Wellington, a conclusão das obras representa mais do que a entrega de prédios públicos. A medida, segundo ele, deve garantir melhores condições para alunos, professores e famílias, com estruturas adequadas próximas às comunidades.

A proposta integra o programa eleitoral do candidato e coloca a retomada de obras paralisadas como uma das principais frentes de sua plataforma para o Governo de Mato Grosso.

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POLÍTICA MT

STF barra uso de R$ 6,5 milhões bloqueados para pagar ex-funcionários de empresa investigada

Ministro Cristiano Zanin rejeitou pedido da Justiça do Trabalho de Mato Grosso e manteve valores indisponíveis no âmbito de investigação sobre esquema de venda de decisões judiciais

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da Justiça do Trabalho de Mato Grosso para liberar R$ 6,5 milhões bloqueados da empresa Florais Transportes Ltda. O recurso havia sido solicitado para o pagamento de dívidas trabalhistas com ex-funcionários.

A empresa pertence ao lobista Anderson Oliveira Gonçalves, apontado pelas investigações como um dos principais envolvidos no esquema de compra e venda de decisões judiciais que teria atuado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Com a decisão, os valores permanecem bloqueados na esfera criminal. A medida tem como objetivo preservar os recursos para eventual ressarcimento de danos e garantir o confisco de bens relacionados às investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Zanin acolheu os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a prevalência das medidas cautelares determinadas na investigação criminal sobre eventuais obrigações executivas de terceiros.

Segundo a fundamentação apresentada na decisão, o sequestro de bens e valores realizado durante uma investigação criminal possui natureza cautelar e finalidade específica de assegurar a persecução penal e a proteção da ordem pública.

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Na avaliação do ministro, permitir a utilização dos recursos bloqueados para o pagamento de dívidas trabalhistas poderia comprometer a eficácia das medidas determinadas no processo criminal antes que seja definida a situação jurídica dos bens.

A Florais Transportes aparece nas investigações como alvo de bloqueios patrimoniais por supostamente ter sido utilizada para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro relacionada ao esquema investigado. As suspeitas ainda são objeto de apuração pelas autoridades.

A decisão, portanto, mantém os R$ 6,5 milhões indisponíveis até que haja definição no âmbito da investigação criminal sobre a destinação dos valores.

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