RACHA NO PL

Prefeita de VG chama de “inverdade” fala de Wellington sobre R$ 300 milhões e expõe novo racha no partido

Flávia Moretti contesta candidato do próprio PL, apresenta números oficiais da Prefeitura e afirma que município recebeu R$ 62,4 milhões; divergência amplia crise interna após prefeitos liberais aderirem a Otaviano Pivetta

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O racha dentro do PL de Mato Grosso ganhou um novo e explosivo capítulo em plena campanha eleitoral. Desta vez, a divergência deixou o campo das declarações de apoio e avançou para uma disputa pública sobre recursos destinados a Várzea Grande.

A prefeita Flávia Moretti (PL), que já contrariou a orientação partidária ao declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu uma declaração do senador e candidato ao Governo Wellington Fagundes, seu correligionário, sobre o volume de recursos destinados ao município.

Wellington afirmou, durante entrevista à Band FM, que a bancada federal de Mato Grosso teria destinado “quase R$ 300 milhões” para Várzea Grande, considerando as gestões do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) e da atual prefeita.

A resposta veio diretamente da administração de Moretti.

Em nota, a Prefeitura de Várzea Grande classificou a afirmação como uma “inverdade” e afirmou que o montante apresentado pelo candidato não corresponde ao dinheiro efetivamente repassado aos cofres municipais.

Segundo os números divulgados pela Prefeitura, as emendas estaduais e federais efetivamente recebidas, executadas e pagas em 2025 e 2026 totalizam R$ 45.216.906,06.

Quando também são contabilizados repasses dos governos Estadual e Federal, conforme a administração municipal, o total chega a R$ 62.495.852,79 — menos de um quarto dos quase R$ 300 milhões mencionados por Wellington.

A Prefeitura ainda destacou que recursos anunciados, prometidos ou destinados politicamente não significam necessariamente dinheiro que efetivamente entrou no caixa municipal.

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“Recursos anunciados ou prometidos por políticos não são sinônimo de dinheiro efetivamente transferido”, sustentou a gestão municipal.

A administração acrescentou que existem obras executadas diretamente pelo Governo do Estado que beneficiam Várzea Grande, mas cujos recursos não passam pelos cofres municipais.

Para a Prefeitura, portanto, falar em quase R$ 300 milhões exige demonstrar quanto efetivamente foi transferido ao município.

“Os números oficiais estão disponíveis e mostram uma realidade muito diferente da anunciada”, afirmou a gestão de Flávia Moretti.

WELLINGTON DEFENDE RECURSOS ARTICULADOS

Wellington, por sua vez, apresentou uma relação de investimentos que afirma ter ajudado a viabilizar para Várzea Grande. Entre eles estão R$ 87 milhões do PAC para obras de esgotamento sanitário, além de R$ 4,7 milhões para pavimentação e drenagem e R$ 28 milhões destinados ao viaduto Mário Andreazza.

O candidato também afirmou ter articulado mais de R$ 20 milhões para aquisição de equipamentos.

A divergência está justamente na contabilização. Enquanto Wellington considera recursos articulados e investimentos destinados ao município, a Prefeitura sustenta que é necessário separar anúncios, obras executadas por outros entes e dinheiro efetivamente recebido pelo caixa municipal.

DEBANDADA AUMENTA PRESSÃO SOBRE WELLINGTON

O embate ganha uma dimensão ainda maior por ocorrer entre duas das principais figuras do PL em Mato Grosso e em meio a uma sequência de dissidências enfrentadas pela candidatura de Wellington.

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Flávia Moretti já declarou apoio a Otaviano Pivetta, adversário direto de Wellington na disputa pelo Governo.

Ela não está sozinha. Outros prefeitos ligados ao PL também decidiram apoiar Pivetta, entre eles Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá.

A situação provocou reação da direção estadual do partido. O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou que procedimentos internos contra os gestores dissidentes estavam sendo preparados, embora tenha ressaltado que os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa.

O que antes era um racha essencialmente eleitoral agora se transforma também em confronto público de versões. Flávia Moretti não apenas deixou de apoiar o candidato do próprio partido como sua administração passou a contestar oficialmente uma das principais declarações de Wellington sobre investimentos em Várzea Grande.

Em plena reta eleitoral, a guerra dos números coloca novamente o PL diante de sua divisão interna: Wellington tenta consolidar seu palanque, enquanto prefeitos da própria legenda seguem apoiando Pivetta e, agora, uma deles acusa de “inverdade” uma afirmação feita pelo candidato do partido ao Governo.

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POLÍTICA MT

Max Russi defende maior participação do eleitor e destaca importância do voto consciente

Presidente da Assembleia Legislativa avalia cenário eleitoral, aponta baixa mobilização e acredita que participação popular deve crescer até o fim da campanha

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), avaliou o atual cenário eleitoral e afirmou que a campanha deste ano tem apresentado uma mobilização menor por parte dos eleitores. Para o parlamentar, o momento político vivido pelo país, incluindo os recentes conflitos e decisões no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter contribuído para afastar parte da população do debate eleitoral.

Segundo Max, a campanha apresenta um ritmo diferente em comparação com outros períodos eleitorais, com menor participação popular. Na avaliação do deputado, a sequência de acontecimentos envolvendo o STF pode ter provocado certo desânimo entre os cidadãos.

Apesar do cenário, Max Russi demonstrou confiança de que a situação possa mudar nas próximas semanas, com uma participação mais ativa da população na escolha dos candidatos. Candidato à reeleição, o parlamentar defendeu que o eleitor acompanhe o processo eleitoral, analise as propostas e valorize o próprio voto.

A declaração ocorre em meio a uma das mais recentes crises internas envolvendo ministros do STF. Nos últimos dias, Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram divergências relacionadas a investigações da Polícia Federal envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

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O episódio também gerou repercussão política e ampliou o debate sobre a atuação do Supremo e das instituições brasileiras. Para Max Russi, situações dessa natureza podem influenciar a percepção da população e contribuir para uma menor mobilização durante a campanha.

Mesmo diante das dificuldades, o presidente da Assembleia reforçou a importância da participação popular no processo democrático. Para ele, o eleitor precisa assumir um papel ativo, avaliando os candidatos antes de decidir seu voto.

“Precisamos do eleitor consciente, do eleitor participando, do eleitor analisando, dele valorizando o voto dele, porque nada é mais importante do que o voto em uma democracia”, afirmou Max Russi.

A expectativa do deputado é de que o cenário eleitoral se aqueça nas próximas semanas e que os eleitores voltem a participar de forma mais intensa das discussões e decisões que envolvem as eleições deste ano.

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