Aumento de incêndios

Bombeiros combatem dois incêndios florestais em Mato Grosso e Estado registra 93 focos de calor

Ocorrências são atendidas em Luciara e Poconé; força-tarefa reúne bombeiros, Defesa Civil, operações aéreas e Polícia Militar durante período proibitivo do uso do fogo

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua nesta quinta-feira (10) no combate a dois incêndios florestais registrados nos municípios de Luciara e Poconé. As equipes trabalham para conter o avanço das chamas, realizar a extinção dos focos e monitorar as áreas atingidas, com o objetivo de proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada ocorrência. A atuação integrada amplia a capacidade de resposta das forças de segurança diante dos incêndios florestais registrados no Estado.

93 focos de calor

Além das ocorrências em andamento, Mato Grosso registrou 93 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme levantamento realizado às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite de referência Aqua Tarde.

Do total, 74 focos foram identificados no bioma Amazônia e outros 19 no Cerrado. Também foram registrados 10 focos em Terras Indígenas: cinco na Terra Indígena Nambikwara, em Comodoro; dois na Terra Indígena Arara do Rio Branco, em Colniza; um na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã; um na Terra Indígena Vale do Guaporé, em Comodoro; e um na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.

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O Corpo de Bombeiros ressalta, porém, que a identificação de um foco de calor não significa necessariamente a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada à ocorrência de fogo.

Já o incêndio florestal é caracterizado, em geral, pela concentração de diversos focos de calor em uma mesma região. No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.

Fiscalização contra o uso irregular do fogo

O CBMMT também mantém ações de monitoramento do uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. A fiscalização é coordenada a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com auxílio de imagens de satélite e outras tecnologias, as equipes buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal. A estratégia permite atuação preventiva e também auxilia na responsabilização de possíveis infratores.

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Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, os bombeiros já atuaram no combate e extinção de incêndios em diversos municípios mato-grossenses, entre eles Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça que está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a proibição ocorre durante todo o ano.

A utilização irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas em lei. Além dos danos ao meio ambiente, as queimadas representam riscos à segurança pública e à saúde da população.

Casos de uso irregular do fogo podem ser denunciados pelos números 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.

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MATO GROSSO

Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças

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A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.

Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.

Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.

Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.

Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.

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“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.

A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.

Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.

Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.

“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.

O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.

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Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.

É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.

A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.

E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.

Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.

E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.

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