OPERAÇÃO MANDATO ESPÚRIO
Polícia apreende coleção de Rolex com suplente de deputado durante operação em Cuiabá
Quatro relógios de luxo foram apreendidos durante ação que investiga movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; Hugo Garcia é apontado como principal alvo da investigação
A Polícia Civil apreendeu quatro relógios de luxo, entre eles modelos da Rolex, durante a Operação Mandato Espúrio, deflagrada em Cuiabá para investigar supostas movimentações financeiras irregulares envolvendo o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT).
Segundo as informações divulgadas, o principal alvo da investigação é o suplente de deputado estadual e produtor rural Hugo Garcia (PSDB), ex-dirigente da entidade. O inquérito apura suspeitas relacionadas aos crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
A apreensão dos relógios chamou atenção durante o cumprimento das ordens judiciais. Conforme a identificação visual apresentada na reportagem, entre os itens estariam um Rolex Datejust, um Rolex Submariner Date com luneta preta, um Datejust 36 em aço e ouro amarelo e um Submariner Date conhecido como “Starbucks”, com luneta verde.
Os valores de referência apresentados para os modelos variam. Um deles teria valor aproximado de R$ 70 mil; outro, preço oficial de cerca de R$ 96 mil. O modelo em aço e ouro teria equivalentes partindo de aproximadamente R$ 129,4 mil, enquanto o Submariner de luneta verde teria preço oficial na faixa de R$ 100,6 mil.
A procedência, autenticidade e eventual relação dos relógios apreendidos com os fatos investigados deverão ser esclarecidas no decorrer das apurações.
MOVIMENTAÇÕES SUPERIORES A R$ 1 MILHÃO
A Operação Mandato Espúrio investiga atos de gestão e movimentações financeiras realizadas durante um período de intensa disputa pela representação legal do IMAFIR-MT.
De acordo com a investigação, há suspeita de que um ex-dirigente tenha realizado movimentações financeiras mesmo após acordo homologado e decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.
As diligências apontam, em tese, para movimentações patrimoniais em favor de pessoas físicas e jurídicas relacionadas à administração investigada. Segundo a Derf de Cuiabá, as transações financeiras consideradas irregulares ultrapassam R$ 1 milhão.
Uma das movimentações, no valor de quase R$ 774 mil, teria sido destinada a uma conta pessoal e a uma empresa pertencente ao então diretor-executivo do instituto. Outra transferência, de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.
BUSCAS E BLOQUEIO DE CONTAS
Foram cumpridos em Cuiabá dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, além de medidas judiciais de bloqueio de contas bancárias e suspensão dos acessos dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
As ordens foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, com base em diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).
A Justiça também determinou a suspensão e desativação de perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos utilizados para movimentar as contas da entidade.
Com as restrições, os investigados ficaram impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras movimentações bancárias em nome do instituto.
O IMAFIR-MT figura como vítima no inquérito e, segundo as informações divulgadas, colabora com as investigações.
MATERIAL SERÁ PERICIADO
Documentos, computadores, aparelhos celulares e registros contábeis também estão entre os materiais buscados pela Polícia Civil para esclarecer as contratações, autorizações bancárias e a destinação dos recursos.
Todo o material apreendido será analisado e periciado, e os resultados deverão subsidiar a continuidade do inquérito e eventual indiciamento dos envolvidos.
As suspeitas ainda estão sob investigação, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
POLICIAL
Operação Mandato Espúrio mira ex-dirigentes do IMAFIR-MT por transferências suspeitas de mais de R$ 1 milhão
Polícia Civil investiga ex-presidente e ex-diretor por suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica; Justiça determinou buscas e bloqueou acessos bancários ligados aos investigados
A Polícia Civil deflagrou a Operação Mandato Espúrio para investigar supostas movimentações financeiras irregulares envolvendo o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). As transações consideradas suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão, segundo informações atribuídas à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
A investigação tem como alvos um ex-presidente e um ex-diretor da entidade, investigados por suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica. As apurações estão relacionadas a um período de disputa interna pelo comando do instituto e controvérsias sobre quem possuía legitimidade para representar a entidade.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, em Cuiabá. A Justiça também determinou medidas para impedir que os investigados continuassem movimentando recursos financeiros em nome do instituto.
Segundo as informações divulgadas, as ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, a partir de diligências realizadas pela Derf da Capital.
TRANSFERÊNCIAS ULTRAPASSAM R$ 1 MILHÃO
Um dos pontos centrais da investigação são as movimentações financeiras identificadas durante as diligências. De acordo com a Derf, as transações consideradas suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão.
Entre elas estaria uma movimentação de aproximadamente R$ 774 mil destinada a uma conta pessoal e a uma empresa pertencente ao então diretor-executivo do instituto. Outra transferência, no valor de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia.
A Polícia Civil apura ainda se movimentações patrimoniais teriam ocorrido mesmo diante de restrições judiciais relacionadas à administração da entidade. Segundo a investigação, um dos ex-dirigentes teria realizado operações financeiras após a homologação de acordo e decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome do IMAFIR-MT.
As diligências identificaram, em tese, alterações no estatuto, disputa pelo comando da entidade, acordos homologados judicialmente e posteriores restrições à atuação dos envolvidos. Mesmo diante dessas limitações, a investigação apura se movimentações patrimoniais expressivas teriam beneficiado pessoas físicas e empresas relacionadas à administração investigada.
JUSTIÇA BLOQUEIA ACESSOS BANCÁRIOS
Além das buscas, a decisão judicial determinou a suspensão e desativação de mecanismos utilizados pelos investigados para acessar e movimentar as contas bancárias do instituto.
Perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos bancários foram suspensos, incluindo a chamada “Chave J”.
Com a medida, os investigados ficam impedidos de realizar ou autorizar, em nome do instituto, pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras operações bancárias.
O IMAFIR-MT é tratado como vítima na investigação e, conforme as informações divulgadas, colabora com as apurações conduzidas pela Polícia Civil.
MATERIAL APREENDIDO SERÁ PERICIADO
Durante a operação, os investigadores também buscaram documentos, computadores, celulares e registros contábeis que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias das contratações, quem teria autorizado as movimentações bancárias e qual teria sido o destino final dos recursos.
Todo o material apreendido deverá passar por análise e perícia. Os resultados poderão subsidiar a continuidade do inquérito e contribuir para a conclusão das investigações e eventual indiciamento dos envolvidos.
As suspeitas permanecem sob investigação. Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, e a apuração deverá estabelecer as responsabilidades individuais a partir das provas reunidas no curso do inquérito.
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