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Adelcino Lopo começa campanha com Wellington, muda de lado e vira alvo de “traíra” e “melancia” no Araguaia – veja posts

Após iniciar a caminhada eleitoral ao lado de Wellington Fagundes, político se aproxima de Carlos Fávaro e busca diálogo com Otaviano Pivetta; mudança de posicionamento provoca memes, críticas e ataques em grupos e redes sociais da região

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A movimentação política de Adelcino Lopo nesta reta da campanha eleitoral de 2026 passou a provocar forte reação nos bastidores do Vale do Araguaia. Depois de começar sua caminhada política próximo de Wellington Fagundes (PL), Lopo mudou de direção ao longo da disputa e passou a buscar aproximação com outros grupos políticos.

A mudança de posicionamento transformou Adelcino em alvo de críticas, memes e comentários nas redes sociais e em grupos de mensagens da região, onde adversários e internautas passaram a chamá-lo de “traíra” e “melancia”.

A expressão “melancia”, tradicionalmente utilizada no meio político para ironizar alguém que aparentaria pertencer a determinado campo, mas adotaria posicionamento diferente, passou a aparecer em comentários relacionados ao político.

O que chama atenção nos bastidores é a velocidade da mudança. Adelcino começou o processo eleitoral ao lado de Wellington Fagundes, mas, no decorrer da campanha, afastou-se do grupo e passou a demonstrar aproximação com Carlos Fávaro, além de buscar interlocução política com o governador Otaviano Pivetta.

A movimentação passou a alimentar questionamentos entre antigos aliados sobre qual seria, afinal, o posicionamento político de Adelcino nesta eleição.

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Nos grupos políticos do Araguaia, as críticas aumentaram justamente porque sua imagem no início da caminhada eleitoral estava associada ao projeto de Wellington, cenário bastante diferente daquele observado nesta fase da disputa.

Mudança vira combustível para memes

A política do interior de Mato Grosso costuma ser marcada por relações pessoais e alianças construídas ao longo de anos. Por isso, mudanças de lado em plena disputa eleitoral tendem a produzir repercussão ainda maior entre lideranças, militantes e eleitores.

No caso de Adelcino, a troca de posicionamento virou combustível para memes, montagens e comentários críticos que circulam nas redes sociais e nos grupos ligados à política do Vale do Araguaia.

Entre os termos utilizados por críticos estão justamente “traíra” e “melancia”, numa tentativa de retratá-lo como alguém que teria iniciado a eleição em um campo político e chegado à reta final buscando espaço em outro.

Os ataques, contudo, representam opiniões e manifestações de adversários e usuários das redes sociais, e não uma definição factual sobre a conduta do político.

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De Wellington a Fávaro e Pivetta

Politicamente, a trajetória chama atenção porque envolve três dos principais grupos em atuação no Estado.

Adelcino saiu de uma posição de proximidade com Wellington Fagundes, passou a buscar espaço junto ao grupo de Carlos Fávaro e, agora, também tenta construir uma aproximação com Otaviano Pivetta.

A sequência de movimentos levanta dúvidas nos bastidores sobre qual grupo deverá efetivamente contar com Adelcino após as eleições e se as novas articulações terão espaço entre lideranças que estiveram em campos diferentes durante boa parte da campanha.

Enquanto isso, a mudança de lado continua repercutindo no Araguaia, onde antigos aliados e adversários exploram politicamente a situação.

No ambiente das redes sociais, a sentença dos críticos já ganhou apelidos: de aliado de Wellington no começo da caminhada a “traíra” e “melancia” na reta final da eleição.

O Folha de Mato Grosso deixa o espaço aberto para que Adelcino Lopo se manifeste sobre as críticas, explique sua atual posição política e esclareça as articulações envolvendo Wellington Fagundes, Carlos Fávaro e Otaviano Pivetta.

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POLÍTICA MT

Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões

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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-1144/2026) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com previsão de crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, de R$ 40,7 bilhões. A proposta também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. A proposta foi lida na sessão ordinária de quarta-feira (9).

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para permitir a votação do orçamento do próximo ano.

De acordo com o texto do PLOA, o Executivo fica com a maior parte R$ 38,7 bilhões. A Assembleia Legislativa com R$ 1,188 bilhão. Tribunal de Contas, R$ 840,6 milhões. Ministério Público, R$ 1,124 bilhão. Defensoria Pública R$ 422 milhões. Tribunal de Justiça, R$ 3,799 bilhões.

Segundo ele, embora os deputados já possam analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas da PLOA já agendadas, Avallone informou que pretende agilizar a tramitação da matéria, mesmo com o calendário legislativo mais apertado. O cronograma, acrescentou, ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Casa.

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Avallone explicou que havia a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso ocorresse uma mudança de governo. Mas como a atual gestão permanecerá à frente do Executivo estadual, essa alternativa deixou de ser necessária.

“Havia uma vontade de que não precisasse mais votar o orçamento só no começo do ano que vem, caso houvesse mudança de governo. Como não houve, podemos votar a qualquer momento. O governo continua”, afirmou o parlamentar, ao defender o avanço das discussões e a definição do calendário para a votação das peças orçamentárias.

O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores previstos e a arrecadação estimada para os exercícios financeiros. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões. Já para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê R$ 46 bilhões. Na avaliação de Avallone, essa diferença reforça a necessidade de analisar os números e discutir eventuais ajustes durante a tramitação do PLOA.

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“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, destacou Avallone, ressaltando o papel do Parlamento na avaliação das receitas e despesas estaduais e na discussão de possíveis alterações para adequar a proposta às necessidades da administração pública.

O total previsto para a renúncia fiscal liquida para 2027 é de R$ 15.301.425.339,65. Os valores estão assim distribuídos:

ICMS – R$ 14.149.070.279,95.

IPVA – R$ 460.022.453,85

ITCD – R$ 146.978.185,60

Taxas – R$ 348.843.053,52

Juros e penalidades – R$ 196.511.366,74

Fonte: ALMT – MT

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