POLÍTICA MT

Audiência pública em Vila Rica debate desafios para o desenvolvimento da região Araguaia

Publicados

em

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o deputado estadual Dr. Eugênio de Paiva (PSB) e o prefeito de Vila Rica, João Salomão (PL), lideram uma audiência pública para debater os desafios para o desenvolvimento da região do Vale do Araguaia. O evento será realizado nesta sexta-feira (16), no Parque de Exposição de Vila Rica, a partir das 9 horas, com presença de diversas autoridades do setor produtivo, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas.

Os principais focos do debate são a busca de soluções para a logística, desafios tecnológicos para o avanço da produção e desenvolvimento do turismo, indústria e comércio da região Araguaia.

No tema logística, estão o asfaltamento de rodovias estaduais, da rodovia federal BR-158 e a influência na região da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO).

“O Araguaia está com muito investimento do Governo do Estado diante das demandas que temos feito. E muitas empresas estão se instalando na região, como na produção de etanol de milho. E outra questão importante é a FICO, a ferrovia que chegará à nossa região. Então, nós temos que preparar o setor público, a iniciativa privada e a população para esse momento de transformações, com debates como esse de Vila Rica”, afirmou Dr. Eugênio.

Leia Também:  Deputado Botelho apresenta substitutivo integral à PEC que trata da Revisão Geral Anual como direito aos servidores civis e militares

A audiência pública faz parte do 8º Encontro Tecnológico de Produção, Logística e Comércio do Araguaia da Festa de Emancipação Político-Administrativa de Vila Rica (Fepavir 2025).

O evento contará ainda com a presença dos secretários estaduais de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka; de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, do diretor Executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira, do presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, e do diretor do Instituto Pensar Agropecuária, Nilson Leitão.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Há dez anos, entre choro, confissões e flatulências, irmão de Emanuel Pinheiro e esposa eram gravados por irmão de Wilson Santos com celular escondido na cueca

Gravação atribuída a Elias Santos registrou conversa de Marco Polo Pinheiro, o Popó, e Bárbara Pinheiro sobre o caso Caramuru; encontro teria sido marcado por temor, choro e pedidos para que o assunto não fosse levado à campanha eleitoral

Publicados

em

Há dez anos, em meio à acirrada disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2016, um episódio envolvendo política, suspeitas de pagamento de propina, incentivos fiscais e uma gravação feita de maneira inusitada ganhou repercussão em Mato Grosso e entrou para a história dos bastidores políticos do Estado.

O caso envolvia Marco Polo Pinheiro, conhecido como Popó, irmão de Emanuel Pinheiro, e sua esposa, Bárbara Pinheiro. Do outro lado estava Elias Santos, irmão do deputado estadual Wilson Santos, que naquele ano disputava a Prefeitura de Cuiabá contra Emanuel.

Segundo reportagem publicada à época pelo MidiaNews e posteriormente repercutida por outros veículos, Elias Santos teria gravado uma conversa com o casal utilizando um telefone celular escondido na parte frontal da calça, junto à cueca.

Clique e veja reportagem do Midianews

O encontro teria ocorrido em setembro de 2016, no edifício Ravenna Park, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá, onde Wilson Santos possuía apartamento.

ENCONTRO EM PLENA CAMPANHA

De acordo com o relato publicado na época, Marco Polo teria ligado para o celular de Wilson Santos por volta das 21 horas. Quem atendeu foi Elias, que teria sido informado de que Popó precisava conversar urgentemente com o então candidato.

Pouco depois, Marco Polo e Bárbara chegaram ao edifício. Como Wilson ainda não havia retornado de compromissos de campanha, Elias teria descido para atender o casal.

Bárbara estaria chorando e os dois demonstrariam preocupação com a possibilidade de Wilson Santos levar para seu programa eleitoral informações relacionadas a um suposto esquema envolvendo a Caramuru Alimentos.

Elias retornou ao apartamento e relatou a situação ao irmão. Conforme a versão publicada, Wilson teria estranhado a presença do irmão de seu adversário e da esposa naquele horário e chegou a desconfiar de uma possível armação.

Foi nesse momento que ocorreu uma das passagens mais inusitadas de toda a história.

Leia Também:  Deputados aprovam Lei Orçamentária de 2023 em primeira votação

CELULAR ESCONDIDO NA CUECA

Antes de voltar ao encontro, Elias teria colocado um celular escondido na parte frontal da calça, junto à cueca, para registrar a conversa.

O diálogo começou no hall do edifício e prosseguiu posteriormente no interior do apartamento.

Já na sala, o próprio casal teria demonstrado receio de que estivesse sendo gravado. Conforme a reportagem, Marco Polo chegou a perguntar se alguém registrava a conversa.

Os celulares visíveis teriam sido colocados sobre uma mesa. O aparelho usado para registrar o encontro, porém, permanecia escondido na roupa de Elias.

A forma improvisada utilizada para realizar a gravação também teria produzido uma situação incomum: além das falas, o registro teria captado ruídos corporais atribuídos a flatulências durante o encontro, detalhe que posteriormente virou parte folclórica da repercussão política do episódio.

CHORO, MEDO E SUPOSTAS CONFISSÕES

A conversa teria durado aproximadamente 30 minutos e entrou em terreno muito mais delicado quando passou a tratar da Caramuru Alimentos.

Segundo o conteúdo atribuído à gravação e divulgado na época, Bárbara teria relatado recebimento de dinheiro supostamente relacionado a uma consultoria destinada à obtenção de benefícios fiscais estaduais para a empresa.

O assunto estaria relacionado a incentivos fiscais concedidos durante a gestão do então governador Silval Barbosa e envolveria, segundo as alegações reproduzidas nas reportagens, a Secretaria de Indústria e Comércio, então comandada por Allan Zanatta.

Em determinados momentos, Bárbara teria chorado e demonstrado forte preocupação com as consequências que o episódio poderia provocar.

Uma das declarações atribuídas a ela na transcrição sintetizou o clima do encontro:

“Eu não quero ser presa. Estou com medo. Estou com medo, eu juro por Deus, estou muito assustada.”

Em outro trecho reproduzido pelo material, ela teria manifestado vontade de deixar Mato Grosso por causa da situação.

Leia Também:  Audiência da ALMT em União do Norte discute embargos ambientais e regularização para agricultura familiar

Marco Polo, segundo a reportagem, permaneceu praticamente em silêncio durante boa parte da conversa.

PEDIDO PARA WILSON NÃO LEVAR CASO À TV

O pano de fundo político aumentava ainda mais a temperatura do episódio. Emanuel Pinheiro e Wilson Santos estavam em lados opostos da disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com o relato divulgado naquele período, o casal teria procurado Wilson justamente para pedir que o assunto envolvendo a Caramuru não fosse explorado em seu programa eleitoral na televisão.

A conversa, portanto, ocorreu em pleno ambiente de campanha e poderia ter consequências políticas importantes.

GRAVAÇÃO NÃO TERIA SIDO REVELADA IMEDIATAMENTE

Após o término do encontro, Elias Santos não teria informado imediatamente a Wilson que havia gravado o diálogo.

A cúpula da campanha de Wilson teria tomado conhecimento posteriormente da existência e do conteúdo do registro, que acabou ganhando repercussão pública.

O episódio entrou para os bastidores da política mato-grossense não apenas pela gravidade das acusações apresentadas naquele momento, mas também pelas circunstâncias incomuns em que a conversa foi registrada.

UMA DÉCADA DEPOIS

Dez anos depois, o chamado Caso Caramuru permanece como um dos episódios mais curiosos e controversos da política recente de Mato Grosso, reunindo uma disputa eleitoral acirrada, acusações relacionadas a incentivos fiscais, choro, temor de prisão e uma gravação feita com um telefone escondido na roupa.

É importante ressaltar, contudo, que as declarações registradas e as acusações publicadas naquele período não equivalem, isoladamente, a uma condenação judicial nem permitem atribuir responsabilidade criminal aos envolvidos sem decisão da Justiça.

Uma década depois, o episódio continua sendo lembrado sobretudo pela explosiva mistura de política, suspeitas envolvendo dinheiro público e pelas circunstâncias absolutamente incomuns daquela gravação celular escondido na cueca, choro, medo e até ruídos de flatulência captados durante a conversa.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA