TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Fórum de Cuiabá realiza “Feira da Oportunidade” durante a 28ª Semana da Justiça pela Paz em Casa

A Justiça mato-grossense intensifica o julgamento de casos de violência doméstica durante a 28ª edição da Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa, que ocorre no Fórum de Cuiabá, entre os dias 25 e 28 de novembro. A campanha, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é realizada em parceria com os tribunais de justiça. Com o intuito de acolher as vítimas que estarão presentes nos julgamentos desses processos, o CEAV do Fórum de Cuiabá (Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais de Cuiabá) organizou uma Feira da Oportunidade, nesta quinta-feira (28 de novembro). A finalidade é disponibilizar serviços de cuidados pessoais, emissão de documentos e aceso a cursos de qualificação gratuita.
 
A Semana de Justiça pela Paz em Casa, no Fórum de Cuiabá, iniciou no dia 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher. O objetivo da ação é acelerar o julgamento de casos de feminicídio, abusos, ameaças, violências sexual, física ou psicológica ocorridas em situação familiar.
 
Em Cuiabá, as Varas de Violência Doméstica realizam o maior número de audiências para os processos, ao mesmo tempo em que acolhem as vítimas.
 
“É um momento de maior circulação de mulheres vítimas de violência doméstica, aqui no Fórum. Em razão disso, o CEAV promove a Feira da Oportunidade, que consiste em ofertar serviços de utilidade às vítimas, facilitar a resolução de questões vinculadas aos processos e às sequelas advindas das agressões sofridas”, explica Bárbara Santana da Silva, psicóloga no CEAV, do Fórum de Cuiabá.
 
Na ocasião, as mulheres poderão acessar serviços de promoção ao autocuidado como massoterapia, limpeza de pele e maquiagem, tranças e sobrancelha. Poderão realizar agendamento de consulta odontológica, emitir documentos e conhecer oportunidades de cursos de qualificação gratuita.
 
No dia, o Programa Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso também irá distribuir mudas de árvores nativas do bioma Cerrado. O objetivo do Verde Novo é incentivar o plantio e a manutenção de árvores em Cuiabá, a fim de alcançar índices de arborização satisfatórios que contribuam para a melhoria na qualidade de vida da população.
 
 
Parceria – A Feira da Oportunidade é realizada em dois dias, 25 e 28 de novembro. O evento foi viabilizado por meio de parceria entre órgãos públicos e instituições privadas, sendo eles o Ministério Público do Estado; a Defensoria Pública do Estado; Coordenadoria Estadual da Mulher (CEMULHER); a Secretaria Estadual dos Direitos da Mulher; a Patrulha Maria da Penha – PMMT; Espaço de Acolhimento da Mulher.
 
As demais instituições parceiras são a Faculdade FAIPE; o Laboratório Carlos Chagas (SABIN); o SENAC; a loja Solução Cosméticos; VG + Ação; o Instituto INCA; a Justiça Comunitária; o Projeto Virando a Página – Árvore da Prosperidade; e o Projeto Piano Gente com Dario Scherner.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. A imagem mostra duas pessoas sentadas em uma mesa. A pessoa à esquerda, com longos cabelos loiros, está vestindo uma blusa vermelha e está de costas para a câmera. A pessoa à direita, usando óculos e camisa preta, está de frente para a câmera e parece estar conversando com a outra pessoa. O cenário da feira conta com exibições informativas adicionais ao fundo.
 
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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