POLÍTICA MT
Wilson Santos exalta legado de Rondon e cobra conclusão de memorial em Mimoso
Em celebração aos 161 anos de nascimento do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) participou com demais autoridades políticas das esferas federal, estadual e municipal nesta terça-feira (5), de ato cívico e cultural realizado em frente ao Memorial Marechal Rondon, no distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger. A solenidade homenageou o patrono das comunicações, desbravador do território nacional e defensor dos povos indígenas.
Historiador e professor, o parlamentar afirmou que faz questão de prestigiar a data por entender que ela resgata um dos capítulos mais importantes da história de Mato Grosso e do país. Segundo ele, a trajetória de Rondon se depara com o processo de integração nacional, especialmente pela implantação de quilômetros de linhas telegráficas que conectaram regiões isoladas do Brasil.
Durante o seu pronunciamento, ele destacou a dimensão histórica do Marechal. “Eu, como professor de história, considero Rondon a maior figura de toda a história dos 526 anos do Brasil. Tivemos grandes nomes que ajudaram a construir o país, mas considero Rondon o maior de todos. Primeiro pela sua origem, de onde ele saiu e por tudo o que alcançou”, declarou.
Wilson Santos também ressaltou a ascendência indígena de Rondon, ligada aos povos Terena, Guató e Bororo, e lembrou o papel decisivo do Marechal na defesa dessas populações. Para ele, em um período – em que ser indígena significava ter quase todas as portas fechadas e a atuação de Rondon foi fundamental para garantir respeito e sobrevivência a diversos povos originários.
Ao relembrar o contexto histórico de seu nascimento, o deputado observou que, há 161 anos, não havia em Mato Grosso qualquer estrutura que sugerisse perspectivas de projeção nacional. “Como alguém nascido neste lugarejo, sem estrada, sem ferrovia, poderia imaginar tamanho destino? Rondon alcançou a mais alta patente do Exército, concedida pelo Congresso Nacional, algo único na história do Brasil”, pontuou.
Wilson enfatizou ainda que grande parte das promoções militares de Rondon ocorreu em expedições pela selva, distante de centros urbanos e da própria família. Conforme ele, isso reforça o caráter singular de uma trajetória construída em serviço ao país.
Outro ponto destacado pelo parlamentar foi a importância da instalação das linhas telegráficas, que integraram a então província de Mato Grosso à capital federal, o Rio de Janeiro. Ele também recordou que Rondon foi indicado por duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz por nomes de grande relevância internacional, entre eles – o cientista Albert Einstein.
Em um dos momentos mais enfáticos da homenagem, Wilson Santos ressaltou a relação afetiva de Rondon com sua terra natal. “Rondon nasceu em Mimoso. Mimoso é o lugar mais belo de Mato Grosso, mais bonito do Brasil e o lugar mais lindo do mundo. E ele podia dizer isso porque andou o mundo”, declarou.
O deputado destacou ainda o reconhecimento nacional de Marechal. “O brasileiro que mais recebeu títulos da humanidade foi Rondon. Ele está em milhares de municípios brasileiros, em ruas, avenidas, praças, museus. Ninguém no Brasil tem o que Rondon tem. O único brasileiro que é nome de um estado – Rondônia, e único brasileiro que tem um nome no meridiano 52 oeste do planeta terra que leva o seu nome”, disse.
Requerimento – Durante sessão plenária, nesta quarta-feira (6), Wilson Santos defendeu a conclusão definitiva das obras do Memorial Marechal Rondon, espaço histórico erguido no local de nascimento do Marechal. Este espaço foi idealizado em 1997, na gestão de Dante de Oliveira, com as obras iniciadas em 2001. Já, no governo de Blairo Maggi o projeto passou por sucessivas paralisações. A estrutura chegou a ser concluída na gestão de Pedro Taques, mas voltou a necessitar de reforma e permanece sem pleno funcionamento.
O deputado informou que a intervenção mais recente previa recuperação estrutural, revisão elétrica e hidráulica, climatização e adequações de acessibilidade. No entanto, uma nova paralisação prolongou o impasse e mantém fechado um dos principais espaços de preservação da memória de Rondon. Ele frisou que há emenda parlamentar destinada à obra e reforçou o pedido para que o local seja finalmente entregue à população do distrito de Mimoso.
“Nós precisamos repassar bons exemplos e condutas para que sirvam de referência às novas gerações. Um deles é o Marechal Rondon. Mato Grosso vivia completamente isolado. Foi Rondon quem ajudou a integrar este estado ao restante do país”, comentou o parlamentar.
Wilson ainda recordou que Marechal recusou por duas vezes o convite para governar Mato Grosso, preferindo seguir como militar e servidor público. “Ele dizia: ‘Sou soldado, não quero política’. Era um homem despojado de vaidade, que abriu mão do conforto para viver na selva com os indígenas”, falou.
Ao encerrar, o deputado citou uma das frases mais emblemáticas de Rondon: “Morrer, se preciso for. Matar, nunca”. Ele também destacou o legado deixado por Marechal. “Que a história de Rondon desperte os jovens e que sua vida e sua obra sejam fonte de inspiração para as novas gerações. Viva Rondon”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Pivetta minimiza vantagem sobre Wellington e diz que “pesquisa que vale é a urna”
Governador aparece com 40,8% das intenções de voto em levantamento, mas evita comemorar resultado e destaca trabalho de campanha pelo interior
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), minimizou a vantagem apontada por uma pesquisa eleitoral sobre seu principal adversário, Wellington Fagundes (PL), na disputa pelo Governo do Estado. Segundo o levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas, Pivetta aparece com 40,8% das intenções de voto e abriu 10,8 pontos percentuais sobre o adversário.
Apesar do desempenho, o governador afirmou que não costuma atribuir grande peso aos levantamentos eleitorais e defendeu que o resultado das urnas será o verdadeiro indicador da disputa.
“Eu não comento pesquisa porque não sou eu que faço, entendeu? Então, pesquisa que vale é a urna”, afirmou Pivetta.
O levantamento foi divulgado na quarta-feira (9) e apontou crescimento do governador em relação à pesquisa anterior. O resultado passou a ser visto pela campanha como um sinal positivo na corrida eleitoral, mas Pivetta adotou cautela ao comentar os números.
FOCO NA CAMPANHA
Mesmo evitando comemorar antecipadamente a vantagem, o governador reconheceu que o resultado trouxe satisfação, especialmente em meio à rotina de viagens e compromissos eleitorais pelo interior de Mato Grosso.
Pivetta afirmou que tem concentrado esforços ao lado da candidata a vice-governadora, Gisela Simona (União Brasil), na busca por apoio e na construção da campanha para a reeleição.
“Eu fico feliz porque estou cansado. Você chega no final do dia tendo um bom comentário. Eu estou trabalhando, eu e a Gisela estamos trabalhando para isso, para ganhar a eleição. Mas cada dia tem uma pesquisa diferente”, declarou.
A estratégia, segundo o governador, é avaliar o desempenho da campanha principalmente pela receptividade encontrada durante as agendas nos municípios do interior.
APOIO EM SINOP
Entre os exemplos citados por Pivetta está a passagem por Sinop, onde afirmou ter recebido manifestações de apoio de lideranças locais. Ele destacou especialmente o envolvimento de Rosana Martinelli (MDB), suplente de senadora, que teria passado a integrar a coordenação de sua campanha no município.
“Então, eu quero acreditar que por onde eu vou, a gente é bem recebido. Hoje foi Sinop. Eu me animo por todas as lideranças lá. A Rosana, que é a suplente da senadora, declarou apoio, está na coordenação da nossa campanha lá em Sinop. Isso é muito simbólico, muito forte”, afirmou.
Para Pivetta, o apoio representa um indicativo de receptividade à sua candidatura e reforça a estratégia de ampliar a presença da campanha fora da Capital.
CENÁRIO ELEITORAL
Com 40,8% das intenções de voto, o levantamento da Paraná Pesquisas colocou Pivetta na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso e apontou uma diferença de 10,8 pontos percentuais em relação a Wellington Fagundes.
O governador, porém, mantém o discurso de cautela e afirma que a campanha ainda será marcada por mudanças no cenário eleitoral.
A avaliação de Pivetta é que o desempenho nas ruas, o contato com os eleitores e, principalmente, o resultado no dia da votação serão determinantes para definir quem comandará Mato Grosso pelos próximos quatro anos.
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