BASTIDORES DO PODER
Voto contra Messias no STF pode impulsionar Jaime Campos como nome do União para o Governo de MT
Movimento articulado com Davi Alcolumbre fortalece o senador mato-grossense dentro do União Brasil e indica possível construção de candidatura ao Palácio Paiaguás
Nos bastidores da política nacional e estadual, o voto do senador Jaime Campos contrário à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pode ter desencadeado um movimento estratégico com impactos diretos na sucessão estadual em Mato Grosso.
A decisão do parlamentar, interpretada como um gesto de alinhamento a setores mais conservadores e independentes do Senado, teria sido bem recebida por lideranças influentes em Brasília — especialmente pelo senador Davi Alcolumbre, figura central nas articulações do União Brasil.
Bastidores e articulação
Fontes próximas ao cenário político indicam que o posicionamento de Jaime não foi isolado. Pelo contrário, teria feito parte de uma construção mais ampla, visando consolidar seu nome como possível candidato ao governo do estado com o respaldo da sigla.
Alcolumbre, que mantém forte influência nas decisões internas do União Brasil, seria um dos principais entusiastas dessa movimentação. A leitura é de que Jaime Campos demonstrou fidelidade a um grupo político estratégico dentro do Senado, o que pode ter pesado na balança para uma eventual escolha partidária.
Possível “acordão”
Nos corredores de Brasília, já se fala abertamente na possibilidade de um “acordão” que colocaria Jaime como o nome do União Brasil na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A costura envolveria não apenas o apoio nacional da legenda, mas também alinhamentos regionais capazes de fortalecer a candidatura.
Apesar de ainda não haver confirmação oficial, o movimento ganha força diante do histórico político de Jaime Campos, que já governou Mato Grosso e possui capilaridade eleitoral consolidada no estado.
Cenário em construção
O episódio envolvendo a indicação ao STF expôs, mais uma vez, como decisões em Brasília podem repercutir diretamente nos cenários locais. No caso de Mato Grosso, o voto de Jaime Campos pode ter sido mais do que uma posição institucional — pode ter sido uma peça-chave em um jogo político maior.
Enquanto o União Brasil ainda não oficializa seu caminho para 2026, o nome de Jaime surge cada vez mais presente nas articulações, sinalizando que a disputa pelo governo do estado já começou — ainda que longe dos palanques.
POLÍTICA MT
Mesa Diretora estabelece regras para atividades da ALMT durante o período eleitoral
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (3) o Ato nº 018/2026, que disciplina a realização de audiências públicas, sessões solenes e demais eventos institucionais durante o período eleitoral. A medida atende às normas da legislação eleitoral e estabelece regras para a utilização da estrutura da Casa durante o período de vedação eleitoral, que começa neste sábado (4), três meses antes da realização do primeiro turno das eleições.
Conforme o ato, durante esse período ficarão suspensas as sessões solenes, sessões especiais de homenagem ou comemoração, eventos comemorativos, homenagens, solenidades, simpósios, feiras e atos congêneres promovidos com a utilização da estrutura física ou administrativa da Assembleia Legislativa.
As audiências públicas, reuniões de Câmaras Setoriais Temáticas, Grupos de Trabalho e demais reuniões técnicas somente poderão ser realizadas se estiverem relacionadas ao exercício das funções legislativa, fiscalizatória, orçamentária ou administrativa da Assembleia, ou para atender exigência constitucional, legal ou regimental. Nesses casos, será necessária justificativa formal e autorização da Mesa Diretora.
Entre as atividades mantidas durante o período eleitoral estão sessões plenárias ordinárias e extraordinárias, reuniões das comissões permanentes e temporárias, audiências públicas exigidas pela Constituição ou por lei e reuniões técnicas internas de natureza administrativa.
Mesmo nas hipóteses permitidas, deverão ser observadas as restrições previstas na legislação eleitoral, como a vedação à promoção pessoal ou eleitoral, à distribuição de material de campanha, ao uso de slogans, símbolos, identidade visual ou expressões vinculados a candidaturas e à utilização da estrutura da Assembleia para finalidade diversa do interesse institucional.
O ato estabelece ainda que a divulgação institucional das atividades autorizadas deverá limitar-se ao estritamente necessário para assegurar a publicidade oficial, a transparência administrativa e a comunicação de interesse público, em conformidade com a legislação eleitoral.
Fonte: ALMT – MT
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