ARTICULAÇÃO PAIAGUÁS
Podemos sinaliza alinhamento nacional e abre portas para aliança com PL em Mato Grosso
Declarações de Max Russi indicam possibilidade de composição com grupo de Wellington Fagundes, enquanto partido prioriza diretrizes antes de nomes
O presidente estadual do Podemos em Mato Grosso, Max Russi, afirmou que não está descartada uma eventual aliança com o PL no Estado, partido do senador Wellington Fagundes, que desponta como pré-candidato ao governo.
A sinalização ocorre em meio ao movimento de alinhamento entre as direções estaduais e nacionais das siglas, fator que, segundo Russi, será determinante para qualquer definição local.
Apesar da abertura ao diálogo com o PL, o dirigente ressaltou que o Podemos mantém interlocução com diferentes grupos políticos, incluindo lideranças ligadas ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Em coletiva de imprensa, Russi destacou que todas as possibilidades seguem em análise e que a decisão final dependerá da orientação da Executiva Nacional da legenda. “Todas as possibilidades estão colocadas. A decisão será tomada após essa definição nacional, com diálogo sério e responsável”, afirmou.
O dirigente também ponderou que a proximidade com determinados grupos não impede a construção de novas alianças, reforçando o posicionamento do Podemos como uma sigla de centro-direita no cenário nacional, com tendência de apoio ao projeto presidencial ligado ao PL.
Apesar das articulações em curso, Russi enfatizou que o partido pretende, neste momento, priorizar a discussão de propostas e diretrizes de governo, antes de avançar na definição de candidaturas. Entre os temas considerados prioritários estão a reforma tributária e seus impactos para Mato Grosso.
“O Podemos não vai discutir candidato neste momento, mas sim plano de governo e ações para os próximos quatro anos. Queremos entender o que cada pré-candidato propõe e se nossas pautas estarão contempladas”, pontuou.
A construção de qualquer aliança, segundo ele, deverá ocorrer de forma coletiva, envolvendo prefeitos, vereadores e lideranças estaduais e federais da legenda. Russi defendeu que o processo seja baseado no consenso, sem imposições internas.
Por fim, o presidente estadual ressaltou o peso político do Podemos no atual cenário mato-grossense, classificando a sigla como peça estratégica nas articulações para as eleições. “Hoje temos uma composição muito forte. Quem contar com o Podemos em uma chapa majoritária certamente agrega e fortalece qualquer projeto, seja ao governo ou ao Senado”, concluiu.
Fonte: Folhamax
POLÍTICA MT
Facada de Medeiros nas costas de Wellington repercute na mídia local
Articulação envolvendo lideranças do PL nacional, Pivetta e Mauro Mendes expõe racha interno e tentativa de isolamento político do senador em Mato Grosso
A movimentação nos bastidores da política mato-grossense ganhou novos contornos após a repercussão, na mídia local, da articulação liderada pelo deputado federal José Medeiros (PL) junto à cúpula nacional do partido.
O movimento, interpretado por aliados como uma “facada pelas costas”, teria como objetivo enfraquecer o senador Wellington Fagundes (PL) e retirá-lo da disputa eleitoral deste ano.
De acordo com informações divulgadas, Medeiros teria atuado diretamente para viabilizar uma reunião entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
O encontro, realizado de forma reservada, teria como pano de fundo a construção de uma aliança política que excluísse Fagundes do protagonismo eleitoral em Mato Grosso.
A reação do senador foi imediata. Sem citar diretamente Medeiros em tom mais duro, Fagundes criticou a tentativa de interferência externa nas decisões do partido no Estado e rechaçou qualquer tentativa de subordinação do PL ao Palácio Paiaguás. “O PL não é puxadinho de governo.
O partido tem história, tem base e decisões que precisam ser tomadas internamente, com diálogo e responsabilidade”, afirmou.
Nos bastidores, no entanto, o clima é de irritação.
Fagundes avalia que há uma tentativa clara de construção de um cenário onde sua candidatura seja inviabilizada antes mesmo do início formal da disputa. O senador também rebateu o argumento de que a articulação seria estratégica para fortalecer o partido nacionalmente, defendendo uma disputa aberta e democrática.
Outro ponto que elevou a tensão foi a justificativa atribuída ao grupo articulador: a prioridade em eleger senadores, e não governadores. Nesse contexto, Medeiros surgiria como peça central de um eventual acordo, com apoio do grupo governista para uma vaga no Senado, enquanto Fagundes ficaria fora do tabuleiro principal neste momento.
Em contrapartida, haveria uma promessa de apoio futuro à reeleição de Fagundes em 2030 proposta que, nos bastidores, é vista com desconfiança por aliados do senador.
Apesar do desgaste, Fagundes adotou cautela pública. Disse respeitar Mauro Mendes e afirmou que pretende dialogar diretamente com Valdemar Costa Neto antes de qualquer posicionamento mais incisivo.
Ainda assim, o episódio escancarou um racha interno no PL de Mato Grosso, evidenciando que a disputa eleitoral de 2026 já começou e com direito a golpes políticos dignos de uma “Tramontina” bem afiada.
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