NACO

Após “vídeo bomba”, Naco realiza operação contra deputado estadual e vereador em Cuiabá

Irmãos são investigados por suposto esquema de propina envolvendo emendas parlamentares

O Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual, deflagrou uma operação que cumpre mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União Brasil).

A ação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ocorre no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de cobrança de propina relacionado à destinação de emendas parlamentares.

De acordo com informações obtidas com exclusividade, a apuração teve início após a apreensão de um aparelho celular durante a Operação Gorjeta, realizada pela Polícia Civil em janeiro deste ano.

Na ocasião, o então vereador Chico 2000 foi afastado do cargo sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, que teriam sido utilizados para a realização de uma corrida em comemoração ao aniversário de Cuiabá.

Ainda conforme as investigações, Chico 2000 e outros alvos tiveram bloqueio de aproximadamente R$ 676 mil. Com o avanço das diligências e a quebra de sigilo telefônico, os investigadores encontraram um vídeo considerado “extremamente comprometedores” envolvendo um sargento reformado da Polícia Militar, que também já exerceu mandato como vereador na capital.

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Com base nesse material, o Naco solicitou à Justiça o cumprimento de mandados nas residências de Elizeu e Cezinha Nascimento, além da adoção de outras medidas cautelares.

Apesar das ações, até o momento não houve decretação de prisão dos investigados.

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JUSTIÇA

Posto Papai é intimado pela Justiça a regularizar custas de acordo firmado com o MPMT sobre ação por venda de etanol com margem considerada abusiva

Estabelecimento de Cuiabá tem prazo de 15 dias para comprovar o pagamento das custas processuais; acordo homologado prevê devolução de R$ 45 mil em nove parcelas.

O Posto Papai, em Cuiabá, voltou ao centro de uma ação judicial após decisão da Vara de Ações Coletivas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou a intimação do estabelecimento para comprovar, no prazo de 15 dias, o pagamento das custas processuais referentes ao acordo firmado com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O acordo foi homologado em junho deste ano pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques e estabelece que o posto devolva R$ 45 mil, divididos em nove parcelas de R$ 5 mil, em razão de uma ação relacionada à comercialização de etanol com margem de lucro considerada excessiva.

Segundo a decisão, até o momento não foi localizado nos autos o comprovante de recolhimento das custas judiciais, motivo pelo qual a empresa foi novamente intimada. O magistrado advertiu que o não cumprimento da determinação poderá comprometer a validade do acordo homologado.

De acordo com o processo, a investigação tem origem em fatos registrados em 2008, quando o Ministério Público apontou que o Posto Papai teria comercializado etanol com margem de lucro próxima de 50% sobre o custo de aquisição, situação que levantou suspeitas de prática de preços abusivos e possível atuação coordenada entre postos de combustíveis.

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A denúncia menciona que o litro do etanol era adquirido por aproximadamente R$ 0,97 junto à distribuidora e revendidos aos consumidores por R$ 1,45, percentual considerado incompatível com as condições de mercado à época.

Embora a empresa já tenha efetuado o pagamento da primeira parcela de R$ 5 mil, a manutenção do acordo depende da regularização das obrigações processuais determinadas pela Justiça.

Com a nova intimação, o Posto Papai deverá apresentar a comprovação do recolhimento das custas dentro do prazo estabelecido. Caso contrário, conforme registrado na decisão judicial, o acordo poderá ser anulado, dando prosseguimento ao processo.

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