TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Tribunal de Justiça assina Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é signatário do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, celebrado nesta sexta-feira (17), no Palácio Paiaguás, com representantes do Executivo e Legislativo, bem como diversas instituições estaduais. A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho assinou o documento. As desembargadoras Gabriela Knaul Albuquerque e Maria Erotides Kneip também compareceram à solenidade.
O pacto estadual tem como objetivo formalizar a atuação integrada e coordenada das instituições para execução do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres”, que prevê uma série de ações de cada instituição envolvida. Por parte do TJMT, firmou-se o compromisso de ampliar os grupos reflexivos voltados a homens autores de violência doméstica.
Coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), a desembargadora Maria Erotides Kneip destacou a alegria do Judiciário em poder contribuir com a missão de proteger as mulheres em situação de violência. “Com essa união de esforços para estar pensando e construindo isso, eu acredito que haveremos de ter muito sucesso, haveremos de ter um Mato Grosso com um número muito menor de violência contra mulheres”, avaliou.
Ela também ressaltou a importância dos grupos reflexivos como política de prevenção da reincidência. “Nós entendemos que é preciso trabalhar o autor da agressão contra a mulher para que não haja a revitimização, para que não haja novas ações judiciais”, disse.
Após a assinatura do pacto, o governador Otaviano Pivetta conclamou a todas as autoridades presentes para se esforçarem na efetivação das políticas públicas voltadas às mulheres mato-grossenses. “Vamos reforçar o nosso entusiasmo e a nossa fé no futuro. Eu convoco todos vocês a fazermos um levante e usar toda nossa energia pra combater toda forma de violência, especialmente a violência contra os menos favorecidos, mulheres e crianças”, declarou.
Além do compromisso com a ampliação dos grupos reflexivos, Maria Erotides Kneip reforçou o empenho da Cemulher-MT para atingir a meta de 130 redes de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher nos municípios mato-grossenses, lembrando que já são 110 e que, nos próximos dias, estão previstas instalações das redes em Itiquira, Guarantã do Norte, Cotriguaçu, Arenápolis, Nova Marilândia e Santo Afonso.
Durante a cerimônia de assinaturas, a secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini fez a apresentação de uma série de ações do governo e órgãos parceiros, a exemplo da criação de novas delegacias especializadas 24 horas em Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sorriso, bem como de núcleos especializados de atendimento à mulher vítima de violência em diversas outras cidades.
A secretária também enalteceu a parceria do Poder Judiciário com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, que em 2025 atingiu 13 Diretorias Regionais de Educação, beneficiando alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Mariell também pontuou que o tema da violência doméstica está sendo ensinado de forma transversal nas escolas, após formação dos professores proporcionada pela Cemulher-MT.
Autor: Celly Silva
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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