TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Presidente apresenta propostas de progressão de carreira aos servidores do Poder Judiciário

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, juntamente com a Coordenadoria de Recursos Humanos, apresentou aos representantes das categorias dos servidores do Poder Judiciário estadual as propostas aprovadas pelo Comitê Gestor do Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR).
 
As propostas tem como objetivo a correção das tabelas de forma equitativa para todas as categorias, bem como valorizar os servidores por meio da comprovação da realização de capacitações.
 
A desembargadora Clarice Claudino destaca que essas mudanças tornam a progressão de carreira mais acessível. “Há muitos servidores que estão estagnados na carreira em razão dessa necessidade de ter mestrado ou doutorado e eles não conseguem transpor porque é um investimento grande financeiro, muitas vezes precisa se afastar do trabalho, ter dedicação exclusiva e isso a maioria não tem condições de fazer. Agora, alterando isso no nosso SDCR, eles vão ter um leque de opções maior para progredir na carreira”.
 
Atualmente, o quadro de servidores do Poder Judiciário é distribuído da seguinte maneira: 34% de técnicos judiciários (1.164 servidores), 25% analistas judiciários (878 servidores), 19% de oficiais de justiça (657 servidores), 16% de auxiliares judiciários (538 servidores), 4% de agentes da infância e juventude (137 servidores) e 2% de distribuidores, contadores e partidores (57 servidores).
 
“Fizemos o estudo do impacto financeiro e orçamentário e apresentamos hoje para todos os representantes associativos e de sindicatos de servidores do Poder Judiciário para que eles entendam que a vontade política da administração é de ter uma harmonia e de atender aquilo que está mais do que constatado que é necessário. Estamos fazendo um grande esforço, agora vamos trabalhar na transformação de tudo isso na proposta de lei que será submetida ao colegiado para irmos em busca dessa realização de forma concreta”, asseverou a presidente.
 
Alguns dos pontos debatidos na reunião foram as diferenças estruturais de progressão entre as diferentes carreiras do Poder Judiciário, dificuldades para se chegar ao topo da carreira nas atuais tabelas do SDCR, mudanças na obtenção de títulos como mestrado e doutorado, dentre outros.
 
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos, “os trabalhadores ficarão felizes com essa propositura de modificação do SDCR. A gestão da desembargadora Clarice demonstra, com clareza e humildade, que veio para ajudar a administrar o Poder Judiciário, tanto a magistratura quantos os servidores, que fazem a justiça para o povo mato-grossense. Temos percebido a boa vontade de resolver os problemas. Os servidores, através do nosso sindicato, estão dando esse crédito para que ela possa resolver essa problemática”.
 
“Foi uma reunião que teve um progresso muito grande, em que a presidente apresentou o realinhamento das tabelas do SDCR. Todos os servidores do Poder Judiciário vão ter ganhos”, constata o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Mato Grosso (Sindojus), Jaime Rodrigues.
 
“Quando a desembargadora foi eleita para presidir o Tribunal de Justiça, ela trouxe essa humanidade para a gestão. A categoria dos técnicos vem há muito tempo falando dessa tabela e ela assinou sensivelmente nosso pleito para concretizar o trabalho que vem do Comitê do SDCR. É um começo, ela chamou todas as entidades, acolheu a todos para que juntos possamos debater o melhor para todos os servidores”, constata Anderson Rafael, presidente da Associação dos Técnicos Judiciários do Poder Judiciário de Mato Grosso (Astejud).
 
“Nós vivenciamos essa luta há várias gestões e a desembargadora de início já abraçou essa causa e em pouco tempo está nos apresentando para encaminhar para deliberação do órgão colegiado. É muito positivo, tem resolvido questões pendentes, está demonstrando o que ela disse no discurso de posse: uma gestão muito humana e de valorização dos servidores, os servidores precisam dessa valorização”, pontua Jane Selma Barbosa, Associação dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Aspojud).
 
Representante dos analistas judiciários, a servidora Loyne Borges Andrade participou da reunião como presidente da Anajud (Associação dos Analistas Judiciários do Poder Judiciário de Mato Grosso). Para ela, “a reunião foi muito produtiva, as propostas de alteração contemplam todas as carreiras. Isso é de grande ganho para nossa carreira, caso essa proposta seja aprovada pelo Pleno. Penso que os analistas terão um ganho considerável que vem sendo buscado há várias gestões e agora está mais perto de ser algo tangível”.
 
O presidente da Federação das Entidades Sindicais dos Oficiais de Justiça do Brasil (Fesojus), João Batista Fernandes de Sousa, está visitando o Judiciário mato-grossense e destacou que o posicionamento da desembargadora Clarice é um exemplo para todo o país.
 
“Isso é um exemplo para o Brasil. Demonstra que os servidores, junto com a administração, quem ganha são os jurisdicionados. A desembargadora Clarice, na sua gestão, tem demonstrado um compromisso efetivo com o Judiciário. Para isso, a valorização dos servidores dá essa condição de termos um judiciário mais humano e célere, onde quem ganha ao final é o jurisdicionado”, expressou o presidente nacional.
 
Celly Silva/Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Mutirão "Interligue Já" será realizado de 11 a 14 de novembro no Complexo dos Juizados Especiais
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

Leia Também:  Capacitação em autismo: Cáceres recebe 4ª edição do projeto TJMT Inclusivo nesta sexta-feira (26/9)

“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

Leia Também:  Na base da conversa: poder da conciliação para resolver conflitos é tema do Explicando Direito

Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA