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Novo Fórum de Várzea Grande: proximidade da inauguração gera expectativa no público interno

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Obra de grande importância para atender melhor a população, acomodar o público interno e dar agilidade aos procedimentos judiciais, a nova sede do Fórum de Várzea Grande já é considerada um marco no desenvolvimento da cidade, especialmente na região do Chapéu do Sol, onde está localizado. A inauguração ocorrerá no dia 1º de julho e a proximidade com a data tem gerado expectativa por parte de magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as).
 
De acordo com o juiz Luís Otávio pereira Marques, diretor do Foro da Comarca de Várzea Grande essa expectativa é grande, não somente por parte do público interno, mas de toda sociedade várzea-grandense. Isso porque a nova estrutura contará com espaços amplos, modernos e acessíveis. “Isso aumenta muito a expectativa de mudança para desenvolver os trabalhos no novo prédio do fórum. A metragem das secretarias, por exemplo, dobrarão de tamanho permitindo fluxo melhor de pessoas.”
 
Benefícios – O magistrado disse também que no espaço do novo fórum ficarão os Juizados Especiais de Várzea Grande e arquivo, o que vai gerar economia com o fim dos alugueis dos imóveis onde funcionavam, além de economizar com energia elétrica, que terá rede própria e energia solar, que em breve será implementada. “Não teremos mais essas despesas, mas sim um local unificado para atendimento ao público, seja da justiça comum ou juizados, onde a população poderá procurar os serviços do Judiciário.”
 
Priorização – A região do Chapéu do Sol já conta com iluminação pública, segurança com reforço do policiamento e linhas de ônibus para a população que precisará ir até o local. Desenvolvimento gerado para a região, que é resultado da priorização do Primeiro Grau. “A Administração do Tribunal de Justiça voltou os olhos para essa necessidade e conseguiu, efetivamente, priorizar onde havia necessidade de maior amplitude de trabalho. O antigo fórum, construído em 1984, já estava inadequado, mesmo com reformas pontuais não havia como permanecermos ali por mais tempo”, disse o juiz se referindo a enorme demanda recebida em virtude do crescimento do município.
 
Expectativa e realidade – É com esse mesmo pensamento, de que o atual prédio do fórum não comporta a realidade atual, que a servidora Carla T. F. Berto Luz, gestora do setor psicossocial também está na expectativa para a inauguração. “Várzea Grande é a segunda maior comarca do Estado e estávamos precisando de um espaço melhor. Agora chegou nossa vez e estamos todos ansiosos”, comenta.
 
O novo espaço onde são desenvolvidas as atividades do setor é mais amplo e preparado para receber o público externo. Em média, a equipe psicossocial atende cerca de 550 pessoas por mês. Psicólogos e assistentes sociais são responsáveis por fazerem os estudos determinados pelos juízes e juízas, realizar o depoimento sem dano e atendimento de alguma parte que necessite de acolhimento.
 
“São 11 equipes que a partir da inauguração terão uma estrutura melhor para atender adequadamente a população. Além de outras questões como um estacionamento amplo para servidores. Estamos esperançosos, os ambientes são maiores, mais claros. Teremos conforto para gente, para partes, teremos lanchonete interna que hoje não temos. São só melhorias! A nova sede do fórum vai ser um marco na nossa história, um divisor de águas, como estão falando”, finaliza Carla Luz.
 
Expediente – Devido à transferência de sistemas, transporte de móveis e equipamentos de informática para o novo prédio, não haverá atendimento presencial ao público externo até o dia 1º de julho. A contagem dos prazos processuais permanece inalterada, bem como os atos processuais passíveis de serem realizados.
 
ParaTodosVerem: essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Imagem: arte colorida com a fachada do fórum de Varzea Grande. Na parte superior em fundo azul os dizeres: Av. Chapéu do Sol – Guarita II, Várzea Grande-MT. Na sequencia destaque a metragem da obra: 21.394 metros quadrados para atender você. Na parte inferior as frases: acessibilidade, comodidade, sistema de reutilização de água, sistema próprio de tratamento de esgoto e muito mais!
 
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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