CONDENAÇÃO NO STJ

STJ condena Silval Barbosa a 4 anos, 5 meses e 10 dias de prisão e determina pagamento de R$ 3,45 milhões

Ex-governador foi responsabilizado por corrupção passiva majorada e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo benefícios fiscais a empresas ligadas ao grupo Marfrig/Pampeano

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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, por unanimidade, o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa pelos crimes de corrupção passiva majorada e lavagem de dinheiro. O julgamento ocorreu no início de setembro e a pena foi fixada em 4 anos, 5 meses e 10 dias de prisão, em regime semiaberto diferenciado.

Além da pena, Silval foi condenado ao pagamento de 225 dias-multa e de R$ 3,45 milhões ao Estado de Mato Grosso como reparação pelos danos apontados no processo. A decisão também determina que ele fique impedido de exercer cargo, função ou atividade pública e mandato eletivo até o cumprimento ou extinção das demais penas. 

Segundo o acórdão, Silval teria solicitado e recebido vantagens indevidas entre 2010 e 2015, período em que ocupava o Governo de Mato Grosso. Em contrapartida, empresas relacionadas ao grupo Marfrig/Pampeano teriam recebido tratamento tributário e administrativo favorável, incluindo benefícios vinculados ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e créditos de ICMS. 

Conforme a decisão, o esquema teria movimentado R$ 3,45 milhões em propina. Parte dos recursos teria sido destinada a despesas eleitorais não contabilizadas e ao pagamento de valores a deputados estaduais, segundo os autos.

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Para ocultar a origem de parte do dinheiro, o processo apontou a utilização de um contrato de locação de máquinas entre a Pampeano Alimentos e a Trimec Equipamentos. De acordo com o STJ, os equipamentos previstos no contrato não foram entregues, embora tenham sido emitidas notas fiscais que totalizaram cerca de R$ 2,8 milhões. 

Após o recebimento dos valores, a decisão descreve a realização de diversas operações financeiras e repasses aos envolvidos. Também foram mencionadas movimentações em dinheiro vivo e entregas realizadas em São Paulo.

A condenação considerou o acordo de colaboração premiada firmado por Silval em 2017, que resultou na redução da pena. A defesa havia solicitado o perdão judicial, mas o pedido foi rejeitado pela relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura. Segundo a decisão, o benefício não estava previsto no acordo de colaboração. 

O processo originalmente tramitava na Justiça de Mato Grosso e envolvia outros réus. Com a mudança de entendimento sobre o foro por prerrogativa de função, a ação foi encaminhada ao STJ em relação a Silval. Os processos envolvendo os demais acusados foram posteriormente remetidos novamente à Justiça estadual. 

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Apesar da condenação, o STJ assegurou a Silval o direito de recorrer em liberdade, com cumprimento da pena nos termos do regime diferenciado estabelecido pela Corte. 

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POLÍTICA MT

Pesquisa aponta Fábio Garcia, Juarez Costa, Irajá e Virgínia Mendes entre os mais lembrados para deputado federal em MT

Levantamento Data Index ouviu 1.600 eleitores entre 17 e 20 de setembro; pesquisa espontânea também mostra 46,42% de entrevistados que não souberam ou não responderam

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O Instituto Data Index divulgou nesta terça-feira (22) uma nova pesquisa sobre a disputa pelas oito vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados. No levantamento espontâneo, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Fábio Garcia (União), Juarez Costa (Republicanos), Irajá Lacerda (PSD) e Virgínia Mendes (União) aparecem entre os nomes mais citados pelos eleitores.

Fábio Garcia registrou 4% das menções. Na sequência aparecem Juarez Costa, com 3,56%, e Irajá Lacerda, com 3,5%. Virgínia Mendes aparece com 3%.

Também foram citados Coronel Assis (PL) e Professora Rosa Neide (PT), com 3% cada. Coronel Fernanda (PL) e o ex-deputado federal Nilson Leitão (PP) registraram 2,56% cada. Neri Geller (Podemos) e Emanuelzinho (PSD) aparecem com 2%.

Com 1% das menções estão Fernando Gorgem (Podemos), Nelson Barbudo (Podemos), Delegado Fred Murta (Podemos) e Dr. Leonardo (Republicanos).

O levantamento mostra ainda um percentual elevado de eleitores que ainda não indicaram um nome. Ao todo, 46,42% disseram não saber ou não responderam à pergunta. Outros 2,17% citaram nomes que, individualmente, tiveram até quatro menções, enquanto 0,62% afirmaram que não pretendem votar em nenhum dos candidatos apresentados.

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A pesquisa foi realizada com 1.600 entrevistados entre os dias 17 e 20 de setembro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-04351/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em dois pontos percentuais. 

Mato Grosso terá oito representantes na Câmara dos Deputados. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

Com informações do Mídia News 

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