Eleições 2026

Sete nomes ficam separados por apenas 0,3 ponto em pesquisa para deputado estadual em MT; veja quem são

Levantamento espontâneo mostra sete nomes entre 2,0% e 2,3%; mais da metade dos entrevistados ainda não aponta candidato

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O cenário para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso aparece pulverizado na pesquisa espontânea da Percent Brasil. Max Russi (Podemos) registra 2,3% das citações, seguido por Lúdio Cabral (PT), com 2,2%.

Na sequência, Léo Bortolin (MDB) e Paulo Araújo (Republicanos) aparecem com 2,1% cada. Logo depois, Thiago Silva (MDB), Beto Dois a Um (Podemos) e Eduardo Botelho (MDB) somam 2% das citações cada. 

O levantamento também mostra Elizeu Nascimento (Novo) e Samantha do Abílio (PL) com 1,9% cada. Entre os demais nomes citados estão Valmir Moretto (Republicanos), com 1,7%; Juca do Guaraná Filho (PSDB), com 1,5%; Alan Porto (Republicanos), com 1,4%; Faissal (PL), com 1,3%; Alessandra Ferreira (Podemos) e Gilberto Figueiredo (Republicanos), com 1% cada. 

Maioria ainda não escolheu nome

Um dos principais dados do levantamento é o percentual de entrevistados que ainda não indicaram um candidato. 52% disseram não saber ou não quiseram responder, enquanto 1% declarou voto branco ou nulo. 

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A pesquisa foi realizada entre 8 e 12 de setembro, com 1.200 entrevistados em Mato Grosso. A margem de erro informada é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-00440/2026 e BR-01019/2026. Como se trata de pesquisa espontânea e os percentuais estão próximos, os resultados retratam as respostas coletadas no período e não constituem uma projeção das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. 

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NA CAPITAL

Pivetta e Gisela encerram agenda que une proteção e presença feminina no poder

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e sua candidata a vice, Gisela Simona (União Progressista), encerram nesta segunda-feira (31), o Agosto Lilás. O ato coloca a proteção das mulheres no centro da campanha eleitoral.

Para selar o compromisso de assegurar a presença feminina nos espaços de decisão dentro do governo, Pivetta e Gisela participam da reunião ’10Elas’, às 18h30, no Cenarium Rural, em Cuiabá, abrindo uma agenda que deverá orientar as políticas públicas a partir de 2027.

A escolha de apresentar a pauta no encerramento do Agosto Lilás dá à iniciativa uma dimensão política. Ao invés de tratar a violência contra mulheres como ação sazonal, Pivetta e Gisela querem incorporá-la ao debate sobre gestão, orçamento, segurança, educação, assistência social e participação feminina no poder. Sobretudo, tira o tema do campo das disputas de narrativas e o coloca no campo da política pública.

Desde que assumiu o Governo, Pivetta vem consolidando uma série de ações em favor da mulher. Assim, sob sua gestão foi articulada a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande, reforçando o atendimento que se concentrava em Cuiabá, com novas unidades especializadas em polos como Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Por meio do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher uniu, como estratégia, as forças de segurança às pastas de saúde, assistência social e educação, dando transversalidade às políticas de gênero. E realizou um excepcional avanço na representatividade institucional da mulher em sua administração, ao dobrar a presença feminina em cargos de comando.

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A chegada de Gisela na chapa majoritária acrescenta uma dimensão particular ao projeto. Para Pivetta, sua candidata a vice-governadora sela seu compromisso em dar autonomia à uma agenda feminina forte, em uma eventual vitória ao Palácio Paiaguás.

Com mais de duas décadas de serviço público, a trajetória de Gisela começou no Procon e passou pelo Congresso Nacional, onde exerceu mandato por 33 meses. Na Câmara dos Deputados, tornou-se uma das vozes mais atuantes de Mato Grosso na defesa das mulheres. Como relatora do Pacote Antifeminicídio, participou da construção da legislação que elevou para até 40 anos a pena para o feminicídio. Contudo, entende que lei sem estrutura, orçamento e capacidade de execução não muda suficientemente a vida de quem está na ponta.

Por isso, Gisela tem apontado como compromissos inegociáveis a ampliação da rede de proteção, o fortalecimento de estruturas especializadas, com protocolos de atendimento que reduzam as diferenças entre municípios, com a capacitação permanente dos servidores e ações na educação para prevenção da violência desde a infância. “A mulher não pode encontrar um Estado preparado em Cuiabá e outro completamente diferente em um município. Pois proteção não pode depender do CEP, do horário em que a agressão acontece ou da pessoa que atende a vítima”.

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Mas há outra dimensão que aproxima ainda mais a pauta de Gisela das ações que Pivetta vem anunciando: a disputa pelo espaço de poder. Ao longo da reorganização da administração estadual, o governador ampliou a presença feminina em posições estratégicas e declarou que pretende avançar ainda mais. A proposta para o próximo ciclo de gestão estabelece como meta chegar a 50% de mulheres em cargos de chefia e liderança da administração pública estadual.

Se eleita a chapa, Gisela será a segunda mulher a assumir a vice-governadoria em Mato Grosso. Há 20 anos, Iraci França ocupou o posto entre 2003 a 2007.

A trajetória da candidata a vice foi construída a partir da defesa de que mulheres não podem ser apenas destinatárias de políticas públicas; precisam também estar sentadas à mesa onde essas políticas são formuladas e decididas.

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