BIOENERGIA
Wellington propõe avanço da bioenergia com foco em empregos e industrialização de MT
Wellington propõe avanço da bioenergia com foco em empregos e industrialização de MT

O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) defendeu, nesta terça-feira (22), medidas para ampliar a industrialização do Estado a partir do crescimento da bioenergia. Durante encontro com representantes do Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind MT), foram discutidos gargalos do setor e alternativas para aumentar a competitividade das empresas.
A logística esteve entre os principais temas apresentados. Conforme dados do Bioind MT, aproximadamente 6 bilhões de litros de etanol precisam ser transportados para fora de Mato Grosso anualmente, enquanto o custo estimado com frete chegou a R$ 2,8 bilhões.
Wellington afirmou que a expansão da infraestrutura ferroviária e rodoviária é fundamental para acompanhar o novo momento industrial do Estado e facilitar o escoamento da produção.
“Eu dediquei grande parte da minha vida pública à logística porque sempre entendi que ela era fundamental para Mato Grosso. Trabalhamos para a ferrovia chegar, avançar pelo Estado e para melhorar nossas rodovias. Agora precisamos conectar essa infraestrutura à nova realidade industrial de Mato Grosso”, afirmou.
Além da logística, representantes do setor apontaram como prioridades a estabilidade tributária e regulatória, maior agilidade nos licenciamentos, formação de mão de obra, estímulo ao biometano e à biomassa e condições para atrair fornecedores e novas indústrias.
Como resposta a essas demandas, Wellington defendeu a criação de uma mesa técnica permanente entre o Governo do Estado e o setor produtivo, com o objetivo de discutir gargalos e proporcionar maior previsibilidade aos investimentos.
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Outro problema relatado pelos industriais foi a dificuldade para encontrar profissionais qualificados, inclusive para vagas técnicas já disponíveis.
Wellington propôs uma articulação entre empresas, universidades e instituições de formação profissional para capacitar trabalhadores nas próprias regiões onde as indústrias estão instaladas ou em expansão. Segundo ele, a medida pode permitir que uma parcela maior dos empregos gerados pelo setor seja ocupada por trabalhadores de Mato Grosso.
Na área de inovação, o candidato apontou o combustível sustentável de aviação como uma oportunidade para o Estado ampliar sua participação no mercado de bioenergia.

“Mato Grosso pode ser a ‘Arábia Saudita’ do combustível sustentável para a aviação civil. Temos matéria-prima, escala e capacidade de produção. Precisamos colocar ciência, tecnologia e indústria trabalhando juntas para agregar ainda mais valor aqui dentro”, declarou.
INCENTIVOS E DESENVOLVIMENTO
Wellington também se declarou favorável à concessão de incentivos fiscais para preservar a competitividade das empresas, desde que os benefícios estejam associados a investimentos, geração de empregos e desenvolvimento regional.
“Sou favorável ao incentivo fiscal, mas ele precisa ter contrapartida e visão social. O empresário precisa ter segurança para investir e competir, mas a prosperidade também precisa chegar ao trabalhador e à cidade que recebe esse investimento”, afirmou.
Entre as alternativas debatidas durante a reunião também está a implantação de estruturas destinadas aos caminhoneiros nas principais rotas industriais, por meio de parcerias entre empresas e poder público.
Para Wellington, o avanço da bioenergia deve combinar expansão industrial, tecnologia e geração de oportunidades com melhorias nas cidades que recebem os investimentos.
“O setor da bioenergia está transformando a economia de Mato Grosso. Nós sabemos o que precisa ser feito para avançar e queremos construir esse próximo ciclo junto com quem produz, gerando mais indústria, tecnologia, empregos e qualidade de vida”, concluiu.
MATO GROSSO
Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas
Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.
No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.
Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.
Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Segue integra da nota:
NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS
Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.
A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.
Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.
As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.
Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.
Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT
Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT
Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT
Fonte: TCE
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