TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário realiza reuniões para criar Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica na Região Oeste

O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), percorreu na última semana os municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda e Cáceres para discutir a ampliação e/ou criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher nas comarcas.
 
As agendas foram conduzidas pela assessora da Cemulher-MT, Ana Emília Brasil Sotero, que tem a missão de percorrer as comarcas do Estado levando informações sobre o trabalho desenvolvido pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica, e abrir discussões sobre a necessidade urgente de ampliar a rede em apoio às mulheres vítimas de violência.
 
Na terça-feira (25 de abril), as reuniões foram realizadas no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (522km a Oeste de Cuiabá), com a participação da juíza da comarca, Djéssica Giseli Küntzer, do prefeito Jacob André Bringsken, do vice-prefeito Edvan Lopes Coelho, vereadores, representantes das secretarias municipais da Ação Social, Saúde e Educação, da Polícia Militar com a presença da Patrulha Maria da Penha, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, Defensoria Pública, sociedade organizada e demais entes representativos da comunidade.
 
Na conversa, a assessora da Cemulher dividiu informações sobre os avanços alcançados na redução da violência doméstica em municípios que já possuem a rede de enfrentamento articulada. Informações sobre o papel das instituições parceiras da rede e como garantir efetividade nas ações desenvolvidas no dia a dia, também foram repassadas por Ana Emília.
 
Na quarta-feira (26 de abril), o encontro com os parceiros foi realizado em Pontes e Lacerda (444km a Oeste de Cuiabá), também com a presença da juíza Djéssica Giseli Küntzer. No município, a proposta é aprimorar a estrutura já existente, e formalizar a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência com a assinatura do termo de cooperação técnica. Com o termo será possível definir o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção à violência contra a mulher e a implementação de políticas públicas específicas de combate ao crime.
 
Também está sendo desenhada a participação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), com o objetivo de assegurar a oferta de emprego às mulheres vítimas de violência, como forma de pôr fim a dependência financeira do agressor.
 
Na quinta-feira (27 de abril) em Cáceres (228km a Oeste de Cuiabá), a assessora da Cemulher, Ana Emília Sotero, esteve reunida com a promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Eulália Natália Silva Melo. Criada por iniciativa do Ministério Público, a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar foi instalada no município em novembro de 2022.
 
Com a visita, o Poder Judiciário, por meio da Cemulher, busca contribuir com o fortalecimento das ações já desenvolvidas pelo município e avaliar a inclusão de novas ações, assim como atrair novos parceiros na oferta de apoio diferenciado às vítimas de violência.
 
Ana Emília também se reuniu com a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, a delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Paula Gomes Araújo, e com os Polícias Miliares que fazem parte da Patrulha Maria da Penha.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto colorida horizontal. Ao centro, a assessora da Cemulher, Ana Emília Sotero reunida com parceiros no município de Vila Bela da Santíssima Trindade. Segunda imagem: No município de Pontes e Lacerda, parceiros posam para foto, ao centro do auditório. Terceira imagem: Policiais Militares da Patrulha Maria da Penha do município de Cáceres posam para foto com a assessora Ana Emília.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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