TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria Participativa movimenta Comarca de Feliz Natal

A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso realizou, terça-feira (1º), o Programa Corregedoria Participativa na Comarca de Feliz Natal. O evento promoveu um diálogo direto entre a Corregedoria e a equipe local, incluindo o juiz diretor do Foro, Humberto Resende Costa, servidores no fórum da Comarca. A iniciativa teve como principal objetivo ouvir demandas e sugestões, além de estreitar laços para aprimorar a prestação jurisdicional na comarca.
 
Durante o encontro, o juiz Humberto Resende Costa, que está há 14 meses à frente da Comarca, destacou a evolução e eficiência do trabalho realizado. “A Comarca de Feliz Natal é um local eficiente. Nossa equipe trabalha incansavelmente para atingir as metas, e sou grato por isso. Em especial, à gestora geral, Mailza Ramos de Araújo, pelo apoio constante”, afirmou. O magistrado ressaltou o comprometimento da equipe: “Mesmo quando há dificuldades, nossos servidores não medem esforços para garantir que os jurisdicionados tenham suas necessidades atendidas.”
 
A oficial de justiça há 18 anos, Cleonice Melo, expressou sua satisfação em atuar na comarca. “Feliz Natal é um lugar especial. Agradeço todos os dias por este local de trabalho. A comunidade é acolhedora, os servidores estão sempre dispostos a colaborar. Todo que tenho devo ao Judiciário”, avaliou.
 
A abertura do evento foi feita pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, que destacou a importância da escuta ativa. “Este é um momento para ouvirmos suas demandas e desafios. A Corregedoria está aqui para contribuir, buscando soluções que melhorem o atendimento ao cidadão em nossas unidades”, pontuou.
 
Acompanhado pelos juízes auxiliares Christiane da Costa Marques Neves e Emerson Cajango, o corregedor-geral conduziu um diálogo com o público interno, reforçando a missão do Judiciário. “Todos nós, independentemente de cargos, temos a missão de servir à sociedade mato-grossense com eficiência e em tempo razoável. É essencial que tenhamos sempre em mente o compromisso com o cidadão”, afirmou o desembargador Juvenal.
 
A juíza Christiane da Costa Marques Neves elogiou a união dos servidores e magistrados e ressaltou que quem ganha com isso é a sociedade. “Mais valioso que o selo ouro é ver a satisfação do trabalho bem feito. Aqui temos percebido essa satisfação”. Ela ainda falou sobre sua atuação na Corregedoria e o acompanhamento de projetos que envolvem a adoção, o acolhimento de crianças e adolescentes, entre outros.
 
Os servidores receberam treinamento ministrado pelo servidor Marcos Girão sobre as ferramentas disponibilizadas pelo Judiciário para melhoria das rotinas de trabalho e o servidor João Victor Ribeiro conduziu as correições presenciais nas unidades, conforme determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Programa Corregedoria Participativa também incluiu visitas ao prefeito de Feliz Natal, José Antonio Dubiela, e ao promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos. O objetivo dessas reuniões foi reforçar a parceria entre a Justiça e os representantes de outros órgãos, fortalecendo o diálogo institucional.
 
Além do bate-papo sobre Gestão de Gabinete e Secretaria, o juiz auxiliar Emerson Cajango acompanhou o corregedor em uma reunião com a presidente da OAB-Sinop, Xênia Guerra e pelo representante da Ordem em Feliz Natal, Ary Fruto.  
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: foto 1 – Horizontal colorida da comitiva, servidores e magistrados em frente ao Fórum. Foto 2 – Corregedor está no púlpito e fala sobre os objetivos do programa Corregedoria Participativa. Foto 3 – Corregedor está em pé ao lado do prefeito e secretários de Feliz Natal. Foto 4 – Vertical colorida. Promotor está em pé mostrando o mapa de Feliz Natal e corregedor observa sentado.
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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