TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário e 15 instituições se unem para instalar a Rede de Enfrentamento à Violência contra Mulher


O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher/TJMT) instalou a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. A reunião para assinatura do Termo de Cooperação Técnica de 15 instituições parcerias ocorreu de forma virtual na manhã desta sexta-feira (01).
 
A vice-presidente do Tribunal e coordenadora da Cemulher, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, abriu a reunião falando sobre a composição da Coordenadoria e o trabalho que vem sendo realizado para fortalecer a rede de enfrentamento em todo o Estado. “Tenho assistido com bastante preocupação o índice alarmante de violência contra a mulher que ainda impera no nosso país e em especial no nosso Estado. Fato que nos leva a buscar a colaboração de pessoas ligadas ao ensino, segurança e outros segmentos da sociedade com o objetivo de fortalecer essa corrente para que a mulher receba o amparo necessário nessas situações”, explicou.
 
A desembargadora disse que entende a importância dessa rede no combate à violência doméstica e que Mato Grosso tem exemplos exitosos como a de Barra do Garças e Sinop. “Ainda estamos engatinhando nesse processo. Tenho certeza que a Rede de Cuiabá será efetiva, pelo número de instituições que se dispuseram a colaborar com esse trabalho que se dá de forma voluntária. Espero que cada vez mais a rede de enfrentamento consiga cumprir sua função de amparo às vítimas e que no futuro esse índice tão assustador, diminua. Se conseguirmos salvar uma mulher já cumprimos nosso papel”, completou.
 
A juíza da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher da Capital, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, membro do Cemulher, destacou que políticas públicas voltadas para vítimas deste tipo de violência necessitam de Rede de enfrentamento articulada. “A rede serve para que todos os integrantes da Rede conheçam todos os serviços disponíveis no Estado e cada um saiba para onde encaminhar essas vítimas. Todas as instituições participantes da Rede são importantes, mas para estar é preciso ter vontade, pois como a desembargadora falou é um serviço praticamente voluntário”, lembrou.
 
A assessora do Cemulher, Ana Emília Brasil Sotero, destacou que desde o retorno do trabalho presencial do Judiciário, em 02 de março, o Cemulher iniciou as visitas às comarcas para fortalecer as redes existentes e iniciar as tratativas para criar onde não tem. “Outra frente é sobre a criação dos conselhos municipais do Direito da Mulher junto à Associação das Primeiras-damas. Já estivemos em Tangará da Serra, Rondonópolis, Cáceres e Sinop, hoje estamos em Sorriso e estão agendados encontros em Primavera do Leste e em Barra do Garças para tratar do assunto”, citou.
 
Participaram da reunião: a juíza auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ-MT), Christiane da Costa Marques Neves, integrantes da Cemulher, juízes da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, Ouvidoria da Mulher do TJMT, representantes das Universidades, secretárias municipais, Ministério Público, Defensoria, OAB, Conselhos, Polícia Judiciária Civil e delegados.
 
Rede de Enfrentamento – Em Mato Grosso, o Poder Judiciário, por meio do Cemulher fomenta o engajamento dos atores para a criação, estruturação e fortalecimento das redes em todo Estado. Realiza ações de forma articulada com órgãos e instituições para a efetivação das políticas públicas para mulheres. Criadas nos municípios funcionam como portas de entrada para a acolhida e encaminhamento das mulheres para os devidos atendimentos.
 
Os serviços, especializados e gratuitos realizados por meio das secretarias municipais, como saúde, assistência social, psicologia, trabalho, segurança pública auxiliam no resgate da autoestima e dignidade das mulheres vítimas de violência doméstica e de gênero.
 
A Lei Maria da Penha (N. 11.340/2006) determina essa integração e o Judiciário, como parte desse contexto, pode realizar reuniões com as instituições locais para a formação e fortalecimento das redes, além de promover eventos que tratem e informem sobre o tema.
 
A formação de uma Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no município não tem custo financeiro, já que todo o trabalho é desenvolvido pelas secretarias municipais e não necessita de sede própria, pois já há a estrutura da administração municipal.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.Descrição da imagem: Print da tela da sala de reunião virtual. Imagem colorida com nove quadrantes, cada um com um participante da videoconferência.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

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Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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