TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Grupo de Fiscalização do Sistema Prisional apresenta benefícios da contratação de egressos

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Prisional de Mato Grosso (GMF) participou na noite de quarta-feira (8 de junho), na Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), da reunião de apresentação ao empresariado da Capital sobre os benefícios da contratação de egressos e pré-egressos do sistema prisional do Estado.
 
Os empresários foram conscientizados sobre o papel social e a participação do comércio no processo de ressocialização de apenados, como política pública de segurança, assim como as vantagens econômicas desse modelo de contratação, por meio de parceria com o Escritório Social de Cuiabá e a Fundação Nova Chance (Funac).
 
No evento, que faz parte das ações comemorativas dos 11 anos do GMF, foi discutida a importância da reinserção social dos reeducandos através de melhores condições no cumprimento da pena, educação e da profissionalização dentro das unidades prisionais.
 
Sem encargos trabalhistas – Os egressos e pré-egressos oferecem aos empresários um custo baixíssimo no modelo de parceria apresentado, pois a contratação não incorre em encargos trabalhistas, já que os ressocializandos são regidos pela Lei de Execução Penal, diferentemente da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Assim, as empresas não possuem despesas com férias, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de outros impostos que incidem sobre folha de pessoal.
 
Segundo o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, os empresários podem confiar na parceria que já rende bons frutos para instituições públicas e empresas privadas por todo o Estado. “Nós não vamos oferecer pessoas perigosas, que possam oferecer risco à sociedade, todos os egressos e pré-egressos passam por triagem com psicólogos e avaliações, além de possuírem um fiscal do contrato que faz o acompanhamento durante o tempo de prestação do serviço.”
 
O desembargador também ressalta o trabalho de ressocialização com as pessoas privadas de liberdade. “Nós estamos resgatando a dignidade dos apenados. A maioria deles só precisa de uma oportunidade de trabalho para não voltarem ao crime. E a experiência é muito positiva. Os empresários e administradores públicos que optaram pela parceria rasgam elogios aos egressos contratados, pois eles abraçam a possibilidade com a vida deles.”
 
Vagas ofertadas – Atualmente, serão disponibilizadas 1.500 ofertas de mão de obra de egressos e pré-egressos, a parceria já conta com cerca de mil reeducandos prestando serviços diversos em Mato Grosso. E para fomentar ainda mais o modelo de contratação, o Governo Estadual sancionou a Lei 11260/2020, que concede subvenção econômica às pessoas jurídicas de meio salário mínimo por mês, por egresso contratado, pelo tempo que durar o contrato de trabalho.
 
Para o presidente da CDL Cuiabá, Celio Fernandes, foi uma reunião extremamente positiva, pois os empresários puderam entender a realidade das pessoas que muitas vezes não encontram na sociedade uma porta que se abra para reiniciar a atividade profissional com dignidade. “A CDL recebe com muita atenção e respeito essa provocação que foi feita pelo Judiciário, através do GMF, e que nos possibilitou conhecer e entender melhor as possibilidades para atuarmos como empregadores, minimizando os problemas que são inerentes às pessoas que deixam o sistema prisional. Os empresários foram sensibilizados e teremos uma evolução crescente nas contratações de egressos do sistema.”
 
Experiência positiva – Durante o encontro, o empresário do ramo de confecção, Cláudio Tonon, compartilhou com os presentes a sua experiência positiva na contratação de uma pessoa egressa das unidades penitenciárias. O empresário, que ainda não conhecia o modelo de parceria, descobriu a condição de egressa do sistema prisional somente depois da contratação, mas manteve a oportunidade de trabalho à pessoa e afirma não ter se arrependido. “Foi uma quebra de paradigma muito grande dentro da empresa. Nossas lideranças deram o aval positivo, após a descoberta, e posso dizer que estamos tendo uma história muito boa com ela. É uma pessoa que quer muito fazer diferente e sentimos muita verdade e honestidade. Ela demonstra a todo o momento que quer estar do lado certo. Estamos muito felizes.”
 
Estiveram presentes também na reunião o coordenador do GMF, juiz Geraldo Fidélis, o secretário-adjunto de administração penitenciária de Mato Grosso, Jean Carlos Gonçalves, a superintendente de políticas penitenciárias de Mato Grosso, Fabiana Thiel, a juíza da 3ª Vara da Comarca de Mirassol D’Oeste, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, o presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, equipe do GMF, diretores da CDL Cuiabá e empresários da Capital.
 
#Paratodosverem 
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Primeira imagem: Foto colorida de reunião na CDL. Na imagem os participantes estão sentados em uma grande mesa de madeira, em destaque, em pé, o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, que está falando aos presentes.  
Segunda imagem: Foto colorida de reunião na CDL. Na imagem os participantes estão sentados em uma grande mesa de madeira, em destaque, em pé, de costas, o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, que está falando aos presentes. Ao fundo está o telão com informações projetadas nele. 
Terceira imagem: Foto colorida de notebook em cima de uma mesa, na tela do computador está o slide inicial da apresentação da Fundação Nova Chance, com a marca da instituição e a missão da autarquia pública. 
Quarta imagem: Foto colorida de reunião na CDL. Na imagem os participantes estão sentados em uma grande mesa de madeira, em destaque, em pé, o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, que está falando aos presentes. Ao fundo, na parede, temos a logo da CDL, as bandeiras do Brasil, Mato Grosso e Cuiabá, ao lado esquerdo. Ao lado direito, as bandeiras referentes às instituições nacional e municipal de dirigentes lojistas.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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