TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Setembro Amarelo: Cejusc de Rondonópolis promove Círculo de Paz e instala “Espelho das Virtudes”
O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis promoveu nesta semana um Círculo de Construção de Paz com servidores, estagiários, credenciados e terceirizados do fórum local, como parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e valorização da vida.
A atividade integra o Programa Servidores da Paz do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e buscou fortalecer vínculos no ambiente de trabalho, estimular a escuta ativa e sensibilizar para a importância da saúde mental.
Além da realização do Círculo, foi instalado na entrada do fórum o “Espelho das Virtudes”, um painel simbólico que convida todos os frequentadores a refletirem sobre valores fundamentais da existência humana e sobre suas próprias qualidades e reconhecerem em si mesmos motivos de orgulho e esperança. Assim, ao encarar o painel, o espectador é desafiado a olhar para dentro de si mesmo.
Para o juiz coordenador do Cejusc de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, o momento representou uma oportunidade de humanização no espaço judiciário. “O Círculo de Construção de Paz é uma poderosa ferramenta que nos lembra de olhar para o outro com atenção e cuidado. A prática reforça que cada vida importa e que no ambiente de trabalho também podemos ser rede de apoio e acolhimento. O Espelho das Virtudes vem para nos lembrar diariamente do valor que temos como pessoas e profissionais.”
O magistrado frisou ainda seu “agradecimento à diretoria do foro local pelo apoio constante em fomentar ações como essas, que aproximam as pessoas, promovem bem-estar e fortalecem o Programa Servidores da Paz como um instrumento de valorização dos colaboradores do Judiciário. Esse suporte institucional é fundamental para que possamos seguir ampliando a cultura de paz na comarca.”
Ações como estas, do Setembro Amarelo em Rondonópolis, reforçam o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso em promover uma cultura de paz, cuidado e valorização da vida.
Autor: Assessoria
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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