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Escola Nacional de Aperfeiçoamento realiza formação inicial para juízas e juízes do TJMT

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A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) começou, na manhã dessa segunda-feira (14 de agosto), na sede, em Brasília, o Módulo Nacional de Formação Inicial direcionado a juízas e juízes recém-ingressos no Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). A atividade, que reúne 22 discentes que estão prestes a iniciar suas carreiras judiciais, segue até a sexta-feira, 18.
 
Dentre as magistradas e magistrados participantes, 16 encontram-se na faixa etária entre 31 e 40 anos, enquanto seis têm idade entre 41 e 46 anos. A diversidade de gênero se faz presente com 11 juízas e 11 juízes. A maioria se identifica como pessoa branca (18), apenas três como pessoas pardas e uma pessoa preta – ou seja, quatro pessoas negras.
 
A abrangência geográfica da origem das juízas e dos juízes é notável, com representantes de diferentes estados do país. São Paulo tem a maior representação, com seis participantes, seguido pelo Paraná, com quatro, e Minas Gerais, com três. Estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Goiás, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e outras localidades estão representados por um ou dois integrantes.
 
Abertura na Enfam – A programação do curso durante a semana abordará diversos temas relevantes para a atuação dos magistrados e das magistradas. Neste primeiro dia, a abertura da formação ficou por conta de Cássio André Borges dos Santos, secretário-geral da Enfam, que saudou as pessoas presentes e compartilhou sua vasta experiência na área jurídica. Com 25 anos de profissão, ele relembrou os primórdios de sua carreira, quando a Escola ainda não existia, e contou como era a formação de juízas e juízes à época.
 
“Eu gostaria de primeiro contextualizar porque vamos falar sobre o programa. Faz parte de ser juiz contemporâneo estudar, se atualizar”, destacou o secretário-geral da Enfam, que refletiu sobre a evolução do sistema judiciário ao longo dos anos e a importância de prestar um serviço de qualidade à população. Ele destacou que, ao contrário de outras carreiras do serviço público, a magistratura exige uma constante atualização. Com um olhar para o futuro, ele observou ainda as mudanças trazidas pela reforma do Judiciário e falou de uma perspectiva positiva sobre o aprimoramento contínuo do sistema judiciário e o papel crucial que a Enfam desempenha nesse processo.
 
Participantes presentes – Hanthonny Gregory Berlanda, natural de Medianeira, Paraná, compartilhou sua jornada em busca da magistratura. Com 31 anos, ele revelou como sua motivação para se tornar juiz foi forjada por uma visita ao Supremo Tribunal Federal em 2010, onde testemunhou o impacto prático das decisões judiciais. Ao perceber que a função do juiz transcende o simples julgamento de casos, ele se sentiu convocado a fazer a diferença na vida das pessoas e influenciar positivamente a sociedade.
 
Após nove anos de atuação como advogado e quase oito anos como servidor no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Berlanda viu sua jornada o levar à magistratura. Ele destacou ainda como o curso de formação inicial é essencial para sua preparação. Reconhecendo que a carga horária é intensa, ressaltou a necessidade de compreender o impacto das decisões judiciais na sociedade, realçando o papel do juiz não apenas como alguém que julga casos, mas como alguém que molda destinos e exerce responsabilidade social. “Nós percebemos que é muito necessário. Não tem como chegar à comarca, trabalhar com o processo, trabalhar com vidas, sem antes ter uma preparação e uma noção do que isso acarreta à sociedade.
 
Tatiana dos Santos Batista, 42, também compartilhou sua jornada em busca da carreira de juíza. Natural do Rio de Janeiro, por 13 anos ela atuou como professora de direito constitucional e direitos humanos. A partir de 2018, após ser selecionada para o programa de professores e lecionar na Escola da Magistratura do Rio de Janeiro, a Emerj, onde também se formou, seu sonho de se tornar juíza ganhou força.
 
Originária do bairro Campo Grande, Batista celebra sua ascensão na carreira jurídica como um ponto de orgulho para si mesma e para a comunidade que representa. Para ela, a conquista é mais do que pessoal; é um símbolo de representatividade para tantas pessoas que se veem refletidas em sua jornada. “É uma realização que muitas vezes eu sinto que não é só por mim. É por mim e por tantas pessoas que acabam se vendo em mim e se sentindo ali representadas no Poder Judiciário.” Como educadora, enfatizou a importância de aplicar o conhecimento jurídico com um olhar sensível para as necessidades da sociedade.
 
Sobre a formação – Nos próximos dias, juízas e juízes participantes mergulharão em tópicos essenciais, incluindo ética e humanismo, sistema carcerário, cooperação jurisdicional, questões raciais, questões de gênero, direito indígena, controle de convencionalidade, justiça restaurativa e jurisdição em fronteira. Cada sessão conta com palestrantes renomados e renomadas nas áreas, incluindo representantes da magistratura federal, estaduais e outros especialistas.
 
O curso é uma oportunidade valiosa para as novas juízas e os novos juízes do TJMT se familiarizarem com questões atuais e desafios relevantes na administração da justiça. A formação inicial é obrigatória e composta por 480 horas/aula, distribuídas em quatro meses. O Módulo Nacional, de responsabilidade da Enfam, corresponde a 40 horas/aula. Também fazem parte do currículo tópicos relacionados especificamente à gestão, visando ao bom funcionamento das varas onde magistradas e magistrados exercerão suas atividades judicantes.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto com 23 pessoas, homens e mulheres. Todos estão em pé, lado a lado, usam roupas coloridas e crachá de identificação. A sala onde estão tem carpete marrom claro e, ao funcho, parede de vidro com cortinado marrom claro.
 
Texto: Enfam
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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