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Cejusc de Rondonópolis recebe primeiro acordo do Procon para homologação judicial

Close de um aperto de mãos entre duas pessoas vestindo trajes formais, simbolizando acordo ou parceria. Ao fundo, outras pessoas aparecem desfocadas em ambiente corporativo ou institucional.O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis recebeu, nesta quarta-feira (11), o primeiro acordo encaminhado pelo Procon Municipal para homologação judicial. A iniciativa marca a implementação da parceria firmada entre o Poder Judiciário de Mato Grosso e o Município de Rondonópolis, com foco no fortalecimento da defesa do consumidor e na ampliação da pacificação social.

O procedimento decorre do Termo de Cooperação Técnica nº 27/2024, celebrado entre o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec), o Cejusc de Rondonópolis e a Prefeitura Municipal, e permite que os acordos celebrados no Procon passem a ser homologados pelo Judiciário, garantindo mais segurança jurídica e efetividade para as partes.

Avanço para a pacificação social

Para o juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Cejusc, titular da 2ª Vara de Família e Sucessões e diretor substituto do foro de Rondonópolis e coordenador suplente do Nupemec/MT, o recebimento do primeiro acordo representa a consolidação de um trabalho construído ao longo dos últimos meses.

“Recebemos com muita satisfação e alegria o primeiro acordo vindo do Procon. É a consecução de um trabalho que nos exigiu grande dedicação, desde as primeiras conversas com a gestão municipal passada, até a assinatura do termo de cooperação técnica no ano passado e, agora, a sua implementação. Isso representa um grande avanço para a pacificação social na nossa comunidade. É o Cejusc cumprindo cabalmente o seu papel na autocomposição e na estabilidade das relações sociais. E quem ganha é o consumidor”, destacou o magistrado.

Encaminhamento dos acordos

A imagem mostra um magistrado de terno escuro sendo entrevistado em auditório por equipe da TV Justiça. Ele fala ao microfone institucional enquanto uma câmera profissional grava a cena. Ao fundo aparecem cadeiras organizadas e pessoas conversando, indicando evento formal recém-encerrado.O juiz explica que o fluxo dos acordos foi construído de forma conjunta entre as equipes do Cejusc, Procon, Tribunal de Justiça de Mato Grosso e da Prefeitura de Rondonópolis.

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“O acordo nasce no Procon, a partir da vontade das partes da relação de consumo, já com a previsão de que será levado para homologação judicial. Depois, o servidor responsável faz a distribuição diretamente no PJe ao Cejusc. O magistrado analisa os requisitos legais e, ao final, confirma a vontade das partes por meio de sentença homologatória, com a comunicação aos envolvidos”, explicou.

Segundo Wanderlei José dos Reis, a principal vantagem da homologação judicial é impedir que o mesmo conflito volte a ser discutido futuramente na Justiça. “Uma vez homologado, o acordo passa a ter força de título executivo judicial. Isso permite uma execução mais rápida em caso de descumprimento e evita que as partes tenham que rediscutir o problema em uma nova ação. Em outras palavras, fica tudo ‘selado’, o que simplifica muito a vida das pessoas, especialmente do consumidor, que é a parte mais vulnerável da relação”, afirmou.

O magistrado também ressaltou que todas as demandas de natureza consumerista podem ser encaminhadas ao Cejusc. “Além dos acordos já realizados no Procon, também atenderemos situações em que não foi possível conciliar naquele momento, oferecendo uma nova oportunidade de solução, agora com a estrutura do Poder Judiciário”, completou.

Ganhos para o consumidor e Judiciário

Na avaliação do coordenador do Cejusc, os reflexos da cooperação são positivos tanto para a população, quanto para o próprio Poder Judiciário. “Para o consumidor, há mais acesso à Justiça, menos burocracia e mais segurança jurídica. Para o Judiciário, significa redução de causas repetitivas e de baixo valor que deixam de ingressar nas varas e nos juizados. Somente no primeiro dia de envio, 16 acordos foram recebidos pelo Cejusc local, ou seja, 16 potenciais processos a menos no Poder Judiciário”, pontuou.

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O coordenador executivo do Procon, Rubson Guimarães, comentou que o primeiro acordo encaminhado ao Cejusc foi firmado entre consumidor e fornecedor e que, com a homologação, passa a ter maior força jurídica. “O primeiro processo protocolado é um acordo que deixa de ser título executivo extrajudicial para se tornar título executivo judicial, garantindo mais segurança para o cumprimento do que foi ajustado entre as partes”, afirmou.

Rubson também destacou que a continuidade do encaminhamento ao Judiciário respeita a vontade do consumidor. “Sendo respeitada a vontade do consumidor quanto à inserção do acordo no PJe, ele passa a ter a possibilidade de resolver e garantir o cumprimento do que foi pactuado na esfera judicial”, explicou.

Para o coordenador do Procon, a cooperação técnica fortalece diretamente o trabalho institucional. “O termo de cooperação vem ao encontro dos objetivos do Procon e do Cejusc, que é produzir resultados satisfatórios ao consumidor e contribuir para a pacificação social. Antes, o acordo firmado no Procon tinha natureza extrajudicial. Agora, com a homologação judicial, o consumidor passa a ter muito mais efetividade no cumprimento do que foi decidido”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Regularizações junto a órgãos públicos abrem caminhos para a cidadania no Justiça em Ação

O distrito de Salto da Alegria está localizado a 200 quilômetros da sede do Município de Paranatinga, ao qual pertence. A ligação entre os dois pontos ocorre, em grande parte, por estrada de chão. Essa distância e a precariedade das vias fazem com que muitas pessoas fiquem irregulares em suas obrigações junto ao Poder Público.

É o caso do motorista de transporte escolar Ilson Rocha de Souza, que está com carteira de identidade vencida, CPF suspenso, título de eleitor sem biometria e com endereço desatualizado. Mas na manhã desta quarta-feira (6), no mutirão Justiça em Ação, promovido pela Justiça Comunitária do Poder Judiciário de Mato Grosso e diversos órgãos parceiros, ele conseguiu dar o primeiro passo para a regularização do seu CPF.

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Ilson conta que o problema começou há três anos, quando trabalhava no ramo agropecuário e procurou um contador de Santiago do Norte (50 km de Salto da Alegria) para fazer sua declaração de imposto de renda, mas o profissional se mudou e ele perdeu o contato, ficando pendente junto à Receita Federal, o que gerou pendência de regularização no CPF e multa.

“Cheguei a receber umas mensagens com boleto, dizendo que era pra eu pagar, mas o próprio banco recusou porque era golpe. Aí eu resolvi esperar para verificar com a Receita. Isso já tem três anos porque eu morava aqui, depois mudei pra Canarana, depois voltei pra cá e, pra resolver teria que ir em Sorriso ou Paranatinga”, relata Ilson.

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Motorista do ônibus que transporta os alunos da Escola Municipal do Campo Euzébio de Queiroz, onde os atendimentos do projeto Justiça em Ação ocorrem nesta quarta e quinta-feira (6 e 7), Ilson aproveitou para resolver a situação de seu Cadastro de Pessoa Física (CPF). “Eu trouxe o povo de Santiago do Norte, que também veio buscar atendimento e aproveitei pra regularizar meu CPF. O pessoal da Receita Federal me encaminhou. Também arrumaram meu aplicativo Gov.br porque eu não estava conseguindo acessar. Agora já desenrolou e deu certo”, conta.

O analista de tributos da Receita Federal, Gonçalo Vasconcelos Duarte explica que a regularização do CPF junto à Receita Federal é importante porque, caso contrário, pode gerar problemas futuros, como ficar impedido de fazer empréstimo bancário ou financiamento, por exemplo. “Eu levantei todas as informações, e repassei pra ele procurar um contador para fazer as declarações e a negociação com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Ele fazendo isso, volta a ficar regular”.

Quem também atendeu Ilson Rocha no mutirão Justiça em Ação foi o técnico em Seguro Social do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Joaride Pedroso de Alvarenga, que ajudou o motorista a recuperar seu acesso ao aplicativo Gov.br, por meio do qual poderá fazer a declaração de imposto de renda. “Ele veio porque não conseguia acessar a conta do Gov.br porque era de verificação em duas etapas e ele perdeu o celular. Nós ajudamos ele a recuperar a senha, ele já saiu com a senha nova e agora vai conseguir ter acesso a qualquer órgão público com essa senha”, detalhou Joaride.

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O servidor aproveitou o atendimento para atualizar os dados de Ilson no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). “Já fizemos a atualização do endereço e dos contatos dele. Esse cadastro é importante porque envolve qualquer benefício que ele queira requerer no INSS ou qualquer órgão público, que já puxa os dados dele atualizados”, comenta.

Mais aliviado após as orientações recebidas, Ilson Rocha de Souza destacou a importância desse tipo de iniciativa na comunidade em que vive. “Esses meninos trabalham bem. O atendimento foi ótimo. Se tiver como dar a maior nota, tenho certeza que eles merecem porque são muito prestativos. Se não tivesse isso aqui eu não ia conseguir”, afirma.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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