POLÍTICA NACIONAL

Faltou à eleição? Saiba como justificar e evitar multas

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No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os cidadãos maiores de 18 anos. É o que determina a Constituição Federal, e quem não cumprir está sujeito a sanções. 

Já os analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos podem decidir se vão ou não votar.  Com o voto facultativo, não há nenhuma sanção prevista para quem deixa de fazê-lo.  

A Constituição também prevê situações em que o alistamento eleitoral é proibido. É o caso dos estrangeiros e dos conscritos — jovens convocados para o serviço militar — durante o período do serviço militar obrigatório. 

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Não votei. O que fazer? 

Para os maiores de 18 anos que não compareceram às urnas, a primeira coisa a fazer é justificar a ausência à Justiça Eleitoral. 

Segundo a resolução 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral, o eleitor deve apresentar uma justificativa para cada turno em que deixar de votar. No dia da eleição, isso pode ser feito por meio do aplicativo e-Título ou em postos específicos da Justiça Eleitoral instalados exclusivamente com essa finalidade, das 8h às 17h, no horário de Brasília. 

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Quem não conseguir justificar a ausência no dia da votação poderá fazê-lo posteriormente. Em relação ao primeiro turno, o prazo é até 3 de dezembro de 2026; para o segundo turno, é até 8 de janeiro de 2027. Nesse caso, a justificativa poderá ser apresentada:  

  • pelo aplicativo e-Título 
  • pelo serviço disponível nos sites do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais 
  • por meio de um pedido entregue pessoalmente ou enviado pelos Correios ao cartório eleitoral de origem. 

Punições 

A ausência sem justificativa gera débito com a Justiça Eleitoral. Para as eleições de 2026, cada ausência injustificada gera multa de até R$ 3,51. A multa pode ser paga pelo Autoatendimento Eleitoral, pelo e-Título ou no cartório eleitoral. 

Enquanto a pendência não for quitada, entre outros impedimentos, o eleitor não poderá: 

  • obter passaporte ou carteira de identidade; 
  • inscrever-se em concurso público ou tomar posse em cargos ou funções; 
  • renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; 
  • praticar qualquer ato para o qual se exija quitação com o serviço militar ou com o imposto de renda. 
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A inscrição eleitoral pode ser cancelada quando o eleitor deixa de votar em três eleições seguidas, não apresenta justificativa e não paga as multas. Nessa contagem, cada turno é considerado uma eleição independente. Entretanto, há exceções:  

  • quem tem direito ao voto facultativo 
  • pessoas cuja deficiência torne o exercício do voto impossível ou excessivamente difícil 
  • pessoas com os direitos políticos suspensos. 

Quem tiver o título cancelado poderá regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral, seguindo as exigências previstas. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Augusto Cury dispara 9 pontos, chega a 11% e começa a mexer na polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Escritor e psiquiatra salta de 2% para 11% em apenas uma semana, ganha milhões de seguidores nas redes sociais e se consolida como terceiro nome na corrida presidencial

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A corrida pela Presidência da República ganhou um novo componente nesta segunda-feira (31). O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) registrou um salto de nove pontos percentuais em apenas uma semana e alcançou 11% das intenções de voto, segundo levantamento BTG/Nexus.

Na rodada anterior, Cury aparecia com apenas 2%. O avanço para dois dígitos coloca o candidato do Avante em uma posição de maior destaque na disputa e chama atenção justamente em uma eleição marcada, até agora, pela polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), Lula aparece na liderança, com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Augusto Cury surge em terceiro lugar, com 11%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 6%, enquanto Marçal e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada.

Romeu Zema (Novo) tem 2%. Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registram 1% cada. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O número que mais chama atenção no levantamento, entretanto, é justamente a evolução de Cury. Em apenas uma semana, o presidenciável do Avante saltou de 2% para 11%, um crescimento de nove pontos percentuais, movimento muito superior às oscilações apresentadas pelos demais candidatos.

No mesmo período, Lula passou de 40% para 37% no cenário com Marçal, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 34% para 31%. Caiado avançou de 5% para 6%.

O crescimento de Augusto Cury começa, assim, a introduzir uma nova variável em uma disputa que vinha sendo concentrada principalmente nos dois principais polos políticos do país. A incógnita agora é saber se o avanço será mantido nas próximas rodadas e poderá alterar de maneira mais consistente a configuração da corrida presidencial.

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EXPLOSÃO NAS REDES

O crescimento eleitoral acontece paralelamente a uma forte expansão da presença digital do candidato do Avante.

Segundo dados da consultoria Bites citados na publicação, os perfis oficiais de Augusto Cury ganharam cerca de 2,6 milhões de seguidores em apenas uma semana, uma expansão de 18% na base digital do candidato.

Cury também teria se tornado o segundo presidenciável mais procurado no Google no Brasil, ficando atrás apenas de Lula.

A velocidade do crescimento nas plataformas digitais provocou questionamentos de adversários. Segundo a análise da Bites reproduzida na publicação, os dados não permitem descartar algum componente artificial no aumento de seguidores, mas também apontam interesse pela candidatura em buscas, interações e citações registradas em outros espaços da internet.

O avanço para 11% nas intenções de voto passa a ser um indicativo de que a exposição conquistada pelo escritor nas redes pode estar encontrando reflexo também fora do ambiente digital.

CENÁRIO SEM MARÇAL

Na simulação em que Pablo Marçal não aparece entre os candidatos, Lula registra 39%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 33%. Caiado tem 5% e Renan Santos, 3%. Zema e Samara Martins aparecem com 1% cada.

Nesse cenário, brancos e nulos somam 3%, enquanto outros 3% não souberam ou não responderam.

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Apesar da ascensão de Cury observada no levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro continuam concentrando a maior parcela das intenções de voto e permanecem como os dois principais nomes da disputa presidencial.

SEGUNDO TURNO APERTADO

Nas simulações de segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece equilibrada.

Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.

Também há empate técnico em uma eventual disputa entre Lula e Ronaldo Caiado. Nesse cenário, o petista registra 45% contra 44% do adversário.

Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46% diante de 41%. Em uma disputa contra Renan Santos, o presidente teria 47% contra 38%.

PESQUISA

A Nexus entrevistou por telefone 2.005 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre sexta-feira (28) e domingo (30).

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08900/2026.

O salto de Augusto Cury passa a ser um dos principais fatos desta rodada da pesquisa presidencial. Ao sair de 2% para 11% em apenas uma semana, o candidato do Avante deixa a faixa dos nomes periféricos, alcança dois dígitos e começa a ocupar espaço em uma disputa até então fortemente marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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