FENÔMENO – ELEIÇÕES 2026 – BTG/NEXUS

Augusto Cury dispara 9 pontos, chega a 11% e começa a mexer na polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Escritor e psiquiatra salta de 2% para 11% em apenas uma semana, ganha milhões de seguidores nas redes sociais e se consolida como terceiro nome na corrida presidencial

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A corrida pela Presidência da República ganhou um novo componente nesta segunda-feira (31). O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) registrou um salto de nove pontos percentuais em apenas uma semana e alcançou 11% das intenções de voto, segundo levantamento BTG/Nexus.

Na rodada anterior, Cury aparecia com apenas 2%. O avanço para dois dígitos coloca o candidato do Avante em uma posição de maior destaque na disputa e chama atenção justamente em uma eleição marcada, até agora, pela polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), Lula aparece na liderança, com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Augusto Cury surge em terceiro lugar, com 11%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 6%, enquanto Marçal e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada.

Romeu Zema (Novo) tem 2%. Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registram 1% cada. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O número que mais chama atenção no levantamento, entretanto, é justamente a evolução de Cury. Em apenas uma semana, o presidenciável do Avante saltou de 2% para 11%, um crescimento de nove pontos percentuais, movimento muito superior às oscilações apresentadas pelos demais candidatos.

No mesmo período, Lula passou de 40% para 37% no cenário com Marçal, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 34% para 31%. Caiado avançou de 5% para 6%.

O crescimento de Augusto Cury começa, assim, a introduzir uma nova variável em uma disputa que vinha sendo concentrada principalmente nos dois principais polos políticos do país. A incógnita agora é saber se o avanço será mantido nas próximas rodadas e poderá alterar de maneira mais consistente a configuração da corrida presidencial.

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EXPLOSÃO NAS REDES

O crescimento eleitoral acontece paralelamente a uma forte expansão da presença digital do candidato do Avante.

Segundo dados da consultoria Bites citados na publicação, os perfis oficiais de Augusto Cury ganharam cerca de 2,6 milhões de seguidores em apenas uma semana, uma expansão de 18% na base digital do candidato.

Cury também teria se tornado o segundo presidenciável mais procurado no Google no Brasil, ficando atrás apenas de Lula.

A velocidade do crescimento nas plataformas digitais provocou questionamentos de adversários. Segundo a análise da Bites reproduzida na publicação, os dados não permitem descartar algum componente artificial no aumento de seguidores, mas também apontam interesse pela candidatura em buscas, interações e citações registradas em outros espaços da internet.

O avanço para 11% nas intenções de voto passa a ser um indicativo de que a exposição conquistada pelo escritor nas redes pode estar encontrando reflexo também fora do ambiente digital.

CENÁRIO SEM MARÇAL

Na simulação em que Pablo Marçal não aparece entre os candidatos, Lula registra 39%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 33%. Caiado tem 5% e Renan Santos, 3%. Zema e Samara Martins aparecem com 1% cada.

Nesse cenário, brancos e nulos somam 3%, enquanto outros 3% não souberam ou não responderam.

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Apesar da ascensão de Cury observada no levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro continuam concentrando a maior parcela das intenções de voto e permanecem como os dois principais nomes da disputa presidencial.

SEGUNDO TURNO APERTADO

Nas simulações de segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece equilibrada.

Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.

Também há empate técnico em uma eventual disputa entre Lula e Ronaldo Caiado. Nesse cenário, o petista registra 45% contra 44% do adversário.

Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46% diante de 41%. Em uma disputa contra Renan Santos, o presidente teria 47% contra 38%.

PESQUISA

A Nexus entrevistou por telefone 2.005 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre sexta-feira (28) e domingo (30).

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08900/2026.

O salto de Augusto Cury passa a ser um dos principais fatos desta rodada da pesquisa presidencial. Ao sair de 2% para 11% em apenas uma semana, o candidato do Avante deixa a faixa dos nomes periféricos, alcança dois dígitos e começa a ocupar espaço em uma disputa até então fortemente marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

Prazo para Executivo enviar Orçamento termina nesta segunda

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O Poder Executivo tem até esta segunda-feira (31) para enviar ao Congresso Nacional o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que estima as receitas e fixa as despesas da União para o próximo ano. A proposta será encaminhada antes da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que define as regras para a elaboração do Orçamento.

Enviado pelo governo em abril, o PLN 2/2026 estabelece as metas fiscais, prioridades e regras para o Orçamento do próximo ano. Como a LDO ainda não foi aprovada, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) deverá analisar as duas propostas praticamente ao mesmo tempo e depois ajustar a LOA às regras definidas na versão final da LDO.

Meta para as contas públicas 

O projeto estabelece para o governo central uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões em 2027, correspondente a 0,5% do produto interno bruto (PIB). A regra admite um intervalo de tolerância: o resultado poderá ficar entre um superávit de R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões. O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas primárias, sem considerar os juros nominais da dívida pública. 

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Para as empresas estatais abrangidas pela meta, a proposta prevê déficit primário de R$ 7,55 bilhões. Ficam fora desse cálculo as empresas dos grupos Petrobras e Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). Também ficam fora da meta até R$ 5 bilhões em despesas de investimento do Novo PAC e até R$ 10 bilhões em despesas de empresas com plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente.

Salário mínimo 

O projeto prevê um salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, R$ 96 acima dos atuais R$ 1.621. Entre os parâmetros econômicos utilizados pelo governo estão inflação de 3,04%, crescimento real do PIB de 2,56%, câmbio médio de R$ 5,47 por dólar e taxa de juros de 10,55%. Esses valores são projeções usadas na preparação do Orçamento e ainda podem ser atualizados.

Prioridades para 2027 

Entre as prioridades para 2027 previstas no PLN 2/2026 estão ações do Novo PAC e objetivos e metas selecionados do Plano Plurianual (PPA) 2024–2027. Entre as áreas destacadas estão o combate à fome e a redução das desigualdades; a educação básica; a atenção primária e especializada em saúde; a neoindustrialização, o trabalho, o emprego e a renda; e o combate ao desmatamento e o enfrentamento da emergência climática.

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Execução provisória

A proposta da LDO também disciplina a execução provisória de despesas caso a LOA de 2027 não esteja publicada no início do ano. Algumas despesas obrigatórias e emergenciais poderão ser executadas integralmente.

Gastos do Novo PAC, obras em andamento cuja interrupção possa causar prejuízo e determinadas despesas de custeio poderão ser executados, em geral, até o limite mensal de um doze avos do valor previsto no projeto de Orçamento. O PLN 2/2026 ainda determina uma reserva de contingência de pelo menos 0,2% da receita corrente líquida estimada para cobrir riscos e despesas imprevistas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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