POLÍTICA NACIONAL

Empréstimo de US$ 150 milhões para Maceió recebe aval do Senado

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O Senado aprovou nesta quinta-feira (13) a autorização para Maceió contratar empréstimo de US$ 150 milhões (cerca de R$ 781 milhões) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco do Brics, com garantia da União. O município dará contrapartida de US$ 37,5 milhões (cerca de R$ 195 milhões). Os recursos serão destinados ao Programa de Integração, Desenvolvimento Social e Sustentável de Maceió, que prevê investimentos em mobilidade urbana e outras ações de desenvolvimento social e sustentável.

A autorização consta da MSF 46/2026, relatada pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A matéria segue para promulgação.

Ao defender a operação, Dra. Eudócia destacou os investimentos previstos para o transporte público da capital alagoana, entre eles a implantação de um sistema de ônibus de trânsito rápido (BRT).

— Serão ônibus novos, com ar-condicionado, que fará toda a diferença na vida dos alagoanos. Estamos falando aqui de um moderno sistema de ônibus de trânsito rápido e do maior investimento de mobilidade urbana já realizado na história de Alagoas. Serão 450 veículos, além de semáforos inteligentes e paradas com acessibilidade completa — detalhou.

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Condições

O financiamento terá prazo de 20 anos, com seis anos de carência e 14 anos para amortização. Os juros e as parcelas serão pagos semestralmente. A taxa terá como referência a SOFR, acrescida de margem variável definida pelo NDB.

Também será cobrada taxa inicial de 0,25% sobre o valor do financiamento e comissão de compromisso de 0,25% ao ano, calculada sobre os valores ainda não liberados. Em caso de atraso, haverá acréscimo de 0,5% aos juros do empréstimo.

A previsão é que os US$ 150 milhões sejam liberados entre 2026 e 2031. Serão US$ 30 milhões no primeiro ano, US$ 60 milhões em 2027 e US$ 15 milhões por ano entre 2028 e 2031. A contrapartida municipal seguirá o mesmo período, com US$ 7,5 milhões em 2026, US$ 15 milhões em 2027 e US$ 3,75 milhões anuais de 2028 a 2031.

Garantia da União

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) concluiu que Maceió atende aos requisitos para contratar o empréstimo e receber a garantia da União. O município obteve classificação A+ em capacidade de pagamento, e as contragarantias oferecidas foram consideradas suficientes para ressarcir a União caso ela tenha de honrar algum pagamento.

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Antes da assinatura dos contratos, deverão ser verificadas a adimplência do município e a regularidade relativa aos precatórios, além da formalização do contrato de contragarantia com a União.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Poder Executivo anuncia MPs contra bets e endividamento das famílias

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Foram anunciadas pela Presidência da República, no início da noite desta sexta-feira (25), duas medidas provisórias (MPs), uma delas proibindo as chamadas apostas por quota fixa, conhecidas como bets, e outra com ações para aliviar a situação de endividamento das famílias, programa batizado como Desenrola Brasil 3.0.

No mesmo evento em São Paulo que tratou da edição das MPs, também foi anunciado um projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo, que tipifica crimes relacionados aos jogos de azar on-line. As MPs passam a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.  

Calendário

A partir da publicação da MP, não serão mais permitidas as apostas on-line no país. No caso de aportes já feitos, a MP prevê a devolução dos saldos em contas em sites desse tipo.

Também a partir da entrada em vigor do texto, não será permitida nova contratação de publicidade de apostas. O que já foi contratado poderá ser veiculado até o dia 5 de outubro, quando também deverá ocorrer a retirada dos sinais visíveis de patrocínio. Veja algumas datas do calendário da MP.

  • 5 de outubro: prazo para os usuários retirarem voluntariamente o dinheiro dos aportes que fizeram nas plataformas.
  • 6 de outubro: sites de apostas serão bloqueados no país, redirecionando à informação sobre a devolução de valores.
  • 7 e 8 de outubro: empresas de apostas informarão aos bancos os saldos das contas dos apostadores.
  • 9 a 14 de outubro: os bancos farão a devolução dos valores aos apostadores que tiverem contas.
  • A partir de 14 de outubro: em caso de algum impedimento no processo, a Caixa Econômica Federal intermediará a devolução aos apostadores.
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Proteção

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre 2018 e 2025 os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceram cerca de 140% para questões ligadas ao jogo patológico.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou no evento de apresentação das medidas provisórias que o público-alvo da MP para redução do endividamento são as famílias com dívidas em atraso de dois anos a quatro anos e meio. A estimativa é que as dívidas dessas famílias cheguem a R$ 300 bilhões. O objetivo é reduzir em 50% esse valor.

De acordo com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, o governo reforçará a remoção de sites ilegais e investigações das movimentações financeiras. Veja algumas medidas previstas na MP do fim das bets:

  • Força-tarefa composta por diversos órgãos do governo;
  • Integração de forças e compartilhamento de informações estratégicas;
  • Reforço da estrutura do Ministério da Justiça e da Polícia Federal sobre o tema;
  • Oferecimento do canal www.gov.br/falabr para denúncias sobre bets e jogos on-line.

Projeto de lei

O governo anunciou que vai enviar ao Legislativo um projeto de lei que tipifica crimes específicos relacionados aos jogos on line. De acordo com a minuta do projeto, a pena será de quatro até seis anos de cadeia, além de multa, para quem operar ou explorar as bets de forma irregular. Influenciadores que lucram com a divulgação de apostas ilegais também poderão ser responsabilizados pela proposta, com pena de até quatro anos de prisão.

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O texto também vai, segundo o Executivo, transformar em crime o uso de dados pessoais com o objetivo de captar apostadores ou direcionar publicidade de bets. A pessoa que fornecer, negociar, comercializar ou utilizar cadastros e listas de dados para essa finalidade poderá pegar de dois a quatro anos de cadeia, além de multa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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