MELANCIA E IA NO HUMOR ELEITORAL 

Charge com IA coloca Wellington “conversando” com Lula e Dilma e entra na onda do humor eleitoral nas redes – veja o video 

Vídeo satírico usa inteligência artificial para criar diálogos fictícios e explora o apelido de “melancia”, usado por adversários do candidato do PL; montagem transforma provocações da campanha em humor nas redes sociais

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A inteligência artificial também virou ferramenta para o humor na reta final da eleição em Mato Grosso. Um vídeo em formato de charge digital que circula pelas redes sociais coloca o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) em situações hilarias envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT.

Produzido com recursos de inteligência artificial e linguagem assumidamente caricatural, o conteúdo apresenta Wellington ao telefone e constrói diálogos  entre os políticos retratados.

A montagem deve ser entendida como sátira eleitoral: as falas, situações e conversas atribuídas aos personagens ao que tudo indica não é real e produzidas digitalmente.

Um dos elementos centrais da brincadeira é o apelido de “melancia”, expressão que já vem sendo utilizada por adversários de Wellington durante a campanha. O próprio candidato já respondeu publicamente ao rótulo, argumentando que sua atuação política sempre buscou resultados para Mato Grosso independentemente do partido que estivesse no Palácio do Planalto.

Na linguagem da provocação eleitoral, “melancia” faz referência à expressão “verde por fora e vermelho por dentro”, numa tentativa de associar a atual posição de Wellington no PL e sua proximidade com o campo bolsonarista às relações institucionais e políticas que manteve, em períodos anteriores, com governos do PT.

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No vídeo de humor, o apelido “melancia” vira praticamente um bordão. A charge explora justamente a ideia de Wellington ser “verde por fora e vermelho por dentro”, levando a provocação ao exagero ao criar conversas fictícias com Lula e Dilma.

Há, porém, nuances importantes na trajetória real do candidato. Wellington manteve interlocução com governos de diferentes orientações políticas, mas também votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O registro da Rádio Senado confirma sua participação na votação e sua posição favorável ao afastamento da então presidente.

Atualmente, Wellington está no PL e se posiciona como oposição ao governo Lula. Em 2023, por exemplo, registrou no Senado essa condição ao comentar uma visita do presidente a Rondonópolis. Já em julho deste ano, discursou sobre a convenção nacional do PL que anunciaria a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

É exatamente o contraste entre diferentes momentos da vida política do senador que fornece matéria-prima para a charge. A sátira exagera essas relações, cria situações inexistentes e transforma a disputa de narrativas da campanha em conteúdo de entretenimento.

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O formato mostra ainda uma nova realidade das eleições. As tradicionais charges políticas ganharam movimento, voz e capacidade de reproduzir de maneira artificial a aparência de figuras públicas. Por isso, a identificação do conteúdo como humor e inteligência artificial é fundamental para evitar que uma sátira seja interpretada como documento verdadeiro.

Entre memes, provocações e montagens, a inteligência artificial abriu uma nova frente no humor eleitoral. No caso de Wellington, a charge recupera o já conhecido apelido de “melancia” e transforma a provocação do “verde por fora e vermelho por dentro” em roteiro para uma conversa entre Lula, Dilma e Wellington, buscando arrancar risadas e repercussão nas redes sociais.

Veja o video 

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Contraditorio: Vídeo resgata elogios de Natasha a Pivetta antes da campanha: “Tenho grande admiração e respeito por ele”

Declarações feitas em fevereiro mostram a candidata do PSD elogiando a trajetória política de Otaviano Pivetta e experiências administrativas em Lucas do Rio Verde; sete meses depois, os dois estão em lados opostos na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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Um vídeo gravado meses antes da campanha eleitoral voltou a circular neste domingo (27) e colocou em evidência a mudança de tom da candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), em relação ao governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).

Na entrevista concedida ao HNT TV em 4 de fevereiro, Natasha declarou publicamente admiração e respeito por Pivetta. Na mesma conversa, embora tenha feito ressalvas à atuação do então vice-governador e cobrado maior investimento nas pessoas, ela destacou aspectos de sua trajetória administrativa.

“Tenho uma grande admiração por ele e respeito, enquanto político”, afirmou Natasha naquele momento, ao comentar a trajetória do hoje adversário.

Natasha também recordou sua passagem por Lucas do Rio Verde e destacou a estrutura das escolas municipais que conheceu. Segundo a candidata, chamaram sua atenção as piscinas e as atividades de lazer e esporte oferecidas aos estudantes no turno e no contraturno.

Sete meses depois, o cenário é diferente. Natasha e Pivetta disputam o mesmo cargo, e a candidata do PSD passou a dirigir críticas ao governador durante a campanha. Veículos locais registraram neste domingo o contraste entre o tom adotado em fevereiro e o discurso mais duro da atual disputa eleitoral.

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O vídeo estabelece um contraste político entre dois momentos: antes da campanha, Natasha reconhecia publicamente qualidades de Pivetta e dizia respeitá-lo; durante a disputa eleitoral, passou a confrontá-lo como adversário.

O registro original, entretanto, mostra que os elogios não significavam concordância integral. Na mesma entrevista de fevereiro, Natasha afirmou que Pivetta poderia ter cobrado do então governador Mauro Mendes maior atenção às pessoas, argumentando que a política do “fazimento” deveria incluir também investimentos nessa área.

Assim, o material que voltou a circular oferece ao eleitor um registro anterior à fase mais intensa da campanha e permite comparar as declarações da candidata nos diferentes momentos da disputa.

Na reta final da eleição, permanece registrado que, antes do embate direto nas urnas, Natasha dizia ter “grande admiração” e respeito por Pivetta, enquanto hoje os dois protagonizam o confronto político pela chefia do Palácio Paiaguás.

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