MEIO AMBIENTE

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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MATO GROSSO

PGR cobra novamente manifestação de MT sobre bens oferecidos por Silval para quitar delação

Ex-governador propõe entregar apartamento de luxo e propriedades rurais para quitar saldo de acordo firmado com o Ministério Público Federal

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a cobrar uma manifestação do Governo de Mato Grosso sobre as propostas apresentadas pelo ex-governador Silval Barbosa para quitar o saldo remanescente de seu acordo de delação premiada. A manifestação foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Silval tenta quitar as obrigações financeiras previstas no acordo por meio da entrega de bens, entre eles um apartamento de luxo em Cuiabá e propriedades rurais. A proposta é apresentada como alternativa ao pagamento em dinheiro do valor ainda devido.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que a substituição do pagamento em dinheiro pela entrega de bens e créditos representa uma alteração nas condições financeiras originalmente estabelecidas no acordo.

Segundo a PGR, essa mudança exige que o Estado de Mato Grosso seja previamente consultado, já que o governo estadual é apontado como destinatário dos valores e parte diretamente relacionada à reparação prevista na colaboração.

“A substituição do depósito em dinheiro por bens e créditos configura repactuação, circunstância que reclama a prévia manifestação do Estado de Mato Grosso, destinatário dos valores, vítima dos ilícitos perpetrados e objeto da colaboração”, afirmou Gonet.

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O acordo firmado com Silval Barbosa estabeleceu inicialmente uma reparação de R$ 70.087.796,20. Como os prazos previstos contratualmente foram encerrados sem a quitação integral em dinheiro, a defesa do ex-governador recorreu ao STF para apresentar sua justificativa e as alternativas para o pagamento.

A defesa sustenta que Silval não agiu de má-fé nem permaneceu inerte diante da obrigação. Segundo os advogados, o cumprimento do acordo foi prejudicado por tratativas prolongadas conduzidas pelo próprio Ministério Público Federal e pelo processo de avaliação técnica dos bens oferecidos.

A proposta agora depende da manifestação do Governo de Mato Grosso para que o caso possa avançar quanto à possibilidade de utilização dos imóveis e demais ativos como forma de cumprimento da obrigação financeira prevista na delação.

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