APOIO NO SEGUNDO TURNO

Após receber 40 mil votos, mato-grossense Clariana Barão declara apoio a Flávio Bolsonaro

Ex-candidata à Presidência pelo Democracia Cristã anunciou decisão após encontro com o candidato do PL e cobrou prioridade para a proteção de mulheres e crianças

Publicados

em

A advogada mato-grossense Clariana Barão (DC), que disputou a Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, anunciou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi divulgada na noite de quarta-feira (7), por meio de um vídeo nas redes sociais.

Clariana terminou o primeiro turno na nona colocação, com 40.003 votos, resultado equivalente a menos de 1% dos votos válidos. Apesar de não avançar à segunda etapa da eleição, a ex-candidata afirmou que pretende continuar defendendo as propostas apresentadas durante sua campanha.

No vídeo, a advogada aparece cumprimentando Flávio Bolsonaro e explica que sua decisão está relacionada, principalmente, à defesa dos direitos das mulheres e à segurança das crianças.

“Na minha caminhada pelo Brasil, ouvi mulheres que querem trabalhar, cuidar dos filhos e viver sem medo. Meu compromisso com elas continua. Ao conversar com Flávio Bolsonaro, declarei meu apoio e fiz um pedido claro: que a proteção das mulheres e das nossas crianças seja prioridade, com ações concretas. A campanha terminou, mas minha responsabilidade com quem acreditou em mim continua”, escreveu.

Leia Também:  CCJ aprova projeto que regulamenta vistoria em imóveis alugados

A declaração marca o posicionamento de Clariana na reta final da disputa presidencial, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Trajetória na disputa presidencial

Estreante na política, Clariana Barão entrou na corrida ao Palácio do Planalto pelo Democracia Cristã após a substituição da candidatura de Joaquim Barbosa.

Na ocasião, Barbosa alegou dificuldades para estruturar uma campanha nacional, citando limitações relacionadas ao tempo de propaganda eleitoral na televisão, à organização partidária e aos recursos disponíveis do fundo eleitoral.

Durante os 45 dias de campanha, Clariana também protagonizou desentendimentos públicos com o então candidato Augusto Cury (Avante), a quem acusou de comportamento misógino.

Segundo a advogada, Cury teria questionado sua escolha como candidata em uma conversa telefônica com o presidente do Democracia Cristã, João Caldas.

Ela também afirmou ter sido chamada de “advogadinha” pelo escritor e criticou uma participação dele em podcast na qual, segundo seu relato, teria mencionado apenas Samara Martins, da Unidade Popular (UP), ao abordar a presença feminina na disputa presidencial.

Leia Também:  Ministros e especialistas apoiam fiscalização de políticas sociais do governo

As acusações foram apresentadas por Clariana durante a campanha.

Com o encerramento de sua participação no primeiro turno, a mato-grossense passa a integrar o grupo de ex-candidatos que anunciaram posicionamento na disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula.

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Rio de Janeiro: Garotinho tem votos anulados e Douglas Ruas será declarado governador eleito

Publicados

em

selo_eleicoes_claro.jpg

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve por unanimidade a rejeição do registro da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (8). Por cinco votos a dois, os ministros também anularam os 274.411 votos recebidos pelo candidato e determinaram uma nova totalização do resultado da eleição. Com isso, Douglas Ruas (PL), alcança mais de 50% dos votos válidos e será oficializado como governador eleito do Rio de Janeiro.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deverá recalcular os percentuais dos candidatos, excluindo os votos de Garotinho. A medida leva Douglas Ruas a superar a metade dos votos válidos e ser declarado eleito no primeiro turno. Na apuração de domingo (4), Ruas recebeu 4.271.199 votos (49,27%), seguido por Eduardo Paes (PSD), com 3.706.984 (42,76%). A definição depende da nova totalização pela Justiça Eleitoral. 

Os ministros também rejeitaram, por unanimidade, o pedido de Garotinho para desistir do recurso apresentado contra a negativa do próprio registro. A coligação de Paes havia solicitado que os votos do ex-governador fossem considerados no cálculo dos votos válidos, o que manteria a realização do segundo turno. 

Leia Também:  Seminário debate medidas para prevenir quedas acidentais de idosos

Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, de que os votos não poderiam ser considerados válidos porque Garotinho permanecia com os direitos políticos suspensos. Acompanharam o relator a ministra Estela Aranha, e os ministros André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques. Os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior divergiram quanto à anulação dos votos. 

Registro negado 

O TRE-RJ havia negado o registro de Garotinho em setembro, em razão de condenação por improbidade administrativa que determinou a suspensão dos direitos políticos. A decisão regional também reconheceu uma causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. A condenação se refere ao período em que Garotinho chefiava a Secretaria de Governo durante a gestão de Rosinha Matheus (2003-2007). 

Garotinho recorreu ao TSE. Em 2 de outubro, o relator revogou uma liminar favorável ao candidato, com a manutenção dos votos anulados enquanto o caso estava em análise. No domingo, Nunes Marques determinou que esses votos fossem incluídos no cálculo dos percentuais até o julgamento pelo plenário. Após a votação, a defesa pediu a desistência do recurso, rejeitada na sessão desta quinta-feira. 

Leia Também:  Jack Rocha é anunciada como nova coordenadora da bancada feminina

Formalização do resultado

“O julgamento envolvia três pontos: se o candidato poderia desistir do recurso após a votação; se a condenação ainda poderia impedir sua candidatura; e se os votos recebidos deveriam ser anulados ou preservados no cálculo que define a necessidade de segundo turno”, disse o consultor legislativo do Senado Clay Souza e Teles.

“Diante desses pontos, o TSE rejeitou a desistência, manteve o indeferimento do registro e decidiu anular os votos”, continuou. “Com a exclusão da votação do candidato Anthony Garotinho da base de cálculo, o candidato Douglas Ruas supera a maioria absoluta dos votos válidos dados no primeiro turno, cabendo ao TRE-RJ retotalizar e formalizar o resultado”, concluiu o consultor.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA