OPERAÇÃO FIO
“Cabeleireiro dos famosos” é preso pela terceira vez em investigação sobre tráfico de drogas em MT
Elielson Gonçalves Vieira foi detido em Cuiabá durante operação da Polícia Civil que cumpre 26 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo; profissional já havia sido preso em 2012 e 2025
Conhecido por atender personalidades em Cuiabá, o cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como “Elielson Hair”, foi preso na manhã desta quinta-feira (8), durante a Operação Fio, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. A investigação apura suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Esta é a terceira prisão do profissional em ocorrências relacionadas a investigações sobre entorpecentes. Elielson foi localizado em sua residência, onde os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão.
Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a operação tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de atuar na comercialização de drogas e na movimentação de recursos de origem ilícita.
Ao todo, foram expedidas 26 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 determinações de bloqueio de ativos financeiros.
As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá e são cumpridas simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, além de cidades do litoral sul de São Paulo.
Outro investigado identificado como Hebert Felipe também foi preso durante a operação, na cidade de Santos (SP).
Histórico de prisões
Elielson já havia sido preso em 2025, durante uma investigação que resultou na apreensão de porções de skunk, variedade de cannabis de alto valor comercial.
Na ocasião, a Polícia Civil apontou uma possível ligação do cabeleireiro com um dos investigados na Operação Renegados 2.
Conforme as apurações policiais daquele período, Elielson mantinha contato com o suspeito e teria adquirido entorpecentes tanto para consumo próprio quanto para eventual revenda.
O primeiro registro de prisão ocorreu em dezembro de 2012, quando o profissional foi alvo de uma investigação da Polícia Federal envolvendo o envio de drogas pelos Correios.
Durante a ação, os agentes apreenderam 239 comprimidos de ecstasy encaminhados por Sedex à residência do cabeleireiro.
A Polícia Federal realizou monitoramento e montou uma operação que resultou na prisão de Elielson, de seu então namorado e de um primo.
Na época, o cabeleireiro permaneceu preso por aproximadamente sete meses, até conseguir liberdade por meio de habeas corpus, em julho de 2013.
Movimentações financeiras suspeitas
Segundo a Polícia Civil, a Operação Fio identificou indícios de participação de diferentes pessoas em um suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de capitais.
Os investigadores também encontraram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos envolvidos.
A suspeita é de que pessoas físicas e empresas tenham sido utilizadas para movimentar e ocultar valores possivelmente provenientes de atividades criminosas.
Entre os investigados está um homem que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande.
A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do atentado e se o episódio possui relação com os crimes investigados na Operação Fio.
As investigações continuam para esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar a origem dos recursos movimentados. As prisões preventivas e demais medidas cautelares não representam condenação definitiva dos investigados.
POLICIAL
Polícia Civil prende mulher investigada por vender sua conta para receber dinheiro de golpes
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (7.10), em Várzea Grande, uma mulher de 23 anos, suspeita de ter cedido sua conta bancária para receber valores obtidos mediante fraude aplicada contra um idoso no município de Macapá (AP).
As investigações tiveram início após a vítima, um homem de 61 anos, procurar a Polícia Civil do Amapá para registrar um boletim de ocorrência e informar que foi induzida a efetuar um Pix de R$ 14 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social, negócio que se revelou fraudulento.
Como o valor foi transferido para a conta bancária em nome de uma mulher moradora de Várzea Grande, a Polícia Civil do Amapá entrou em contato com a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso, que encaminhou o caso para a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.
A partir de investigações e diligências contínuas e ininterruptas, as equipes conseguiram localizar a suspeita e efetuar a prisão em flagrante nesta quarta-feira, no bairro Jardim dos Estados.
Em depoimento, ela confessou ter vendido os dados da própria conta bancária por R$ 400 a um indivíduo que anunciava, em seu perfil no Instagram, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta está tipificada no artigo 171, § 2º-A, inciso VII, do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, gratuita ou onerosamente, conta bancária para que nela transitem recursos destinados ao financiamento de atividade criminosa ou dela provenientes.
A suspeita não teve fiança arbitrada e aguarda a realização da audiência de custódia.
O delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, reforçou que a venda ou cessão de contas bancárias a terceiros para receber valores ilícitos é crime. “Você pode se tornar investigado por fraudes das quais sequer participou diretamente, mesmo sem intenção de lesar a vítima final”, afirmou o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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