LEGISLATIVO 2027

Pivetta terá maioria de 19 deputados na Assembleia Legislativa a partir de 2027

Base governista deve garantir maioria absoluta ao Executivo, enquanto oposição será reduzida a três parlamentares

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve iniciar o novo mandato, em 6 de janeiro de 2027, com uma ampla base de apoio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Segundo projeção, o Palácio Paiaguás contará com pelo menos 19 dos 24 deputados estaduais, garantindo maioria absoluta para a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

O Republicanos, partido de Pivetta, elegeu quatro parlamentares: Dr. Eugênio, Diego Guimarães, Nininho e Valmir Moretto. O União Brasil, partido da vice-governadora Gisela Simona, mantém Dilmar Dal Bosco, atual líder do Governo, e Sebastião Rezende na Assembleia.

A maior bancada da Casa, o Podemos, também deve permanecer alinhada ao Paiaguás. O presidente da Assembleia, Max Russi, que deverá disputar a reeleição para a presidência da Mesa Diretora, terá entre os eleitos do partido Beto Dois a Um, Fábio Tardin, Ulysses Moraes, Alessandra Ferreira e Adelcino Lopo.

Com um aliado na presidência do Legislativo, Pivetta também deverá ter maior facilidade para colocar em votação projetos considerados prioritários pelo Executivo.

MDB e PSDB também devem apoiar o Governo

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Além dos parlamentares já alinhados, os três deputados eleitos pelo MDB Dr. João, Thiago Silva e Léo Bortolin são apontados como integrantes da base governista.

O PSDB, com Carlos Avallone e Chico Guarnieri, também deve continuar apoiando a gestão de Pivetta na próxima legislatura.

O PL, que elegeu quatro deputados, deve adotar uma postura mais independente em relação ao Governo.

Entre os demais parlamentares, a expectativa é de que Samantha Iris e Alcino Barcelos tenham maior proximidade com o Palácio Paiaguás. Já Gilberto Cattani e Faissal Calil devem manter uma postura de independência semelhante à adotada durante o governo Mauro Mendes.

Oposição será reduzida

O bloco de oposição deverá sofrer uma redução a partir de 2027. O grupo será formado principalmente pelos deputados do PT Lúdio Cabral e Valdir Barranco, além de Wilson Santos (PSD), que deve manter uma postura crítica em relação à administração estadual.

A redução ocorre com a saída da deputada Janaína Riva (MDB). Ela disputou uma vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano, mas não conseguiu se eleger e ficará sem mandato a partir de 2027.

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Com a nova composição, a esquerda mantém suas duas cadeiras, enquanto o PSD permanece com representação independente por meio de Wilson Santos. O bloco oposicionista, porém, perde um dos nomes de maior projeção.

Assim, a nova composição da Assembleia deverá proporcionar a Pivetta uma maioria confortável de 19 parlamentares, enquanto apenas três nomes aparecem como oposição mais definida, cenário que tende a facilitar a tramitação de propostas do Executivo durante o próximo mandato.

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POLÍTICA MT

Gallo diz que corte visa conter desperdícios: “Máxima economia”

Comissão vai revisar estrutura, pessoal e custeio para identificar onde o Executivo poderá reduzir despesas

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O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o “pente-fino” determinado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na máquina pública terá como objetivo alcançar o máximo possível de economia e preservar a capacidade de investimento do Estado de Mato Grosso.

Procurador do Estado, Gallo irá coordenar a comissão responsável por analisar a estrutura administrativa e os gastos do Executivo. O controlador-geral do Estado, Paulo Nazareth Farias, também fará parte do grupo.

Segundo Gallo, o trabalho será voltado a uma análise ampla da estrutura do Governo, com atenção aos gastos com pessoal, custeio e funcionamento dos órgãos públicos.

“Faremos uma análise completa orientada na economia do máximo possível de recursos com a máquina pública para que o Estado de Mato Grosso continue sendo um recordista de investimentos públicos”, afirmou.

Revisão de despesas

A comissão deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, as despesas com pessoal e custeio e identificar setores onde exista espaço para cortes ou reorganizações sem comprometer a prestação de serviços essenciais.

A intenção, de acordo com Gallo, é conter desperdícios e preservar o nível de investimentos do Estado, atualmente situado entre 15% e 20% da Receita Corrente Líquida (RCL).

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“Fazer gestão envolve constante avaliação e revisão de gastos para evitar e conter desperdícios”, destacou.

O grupo deverá elaborar um diagnóstico financeiro, econômico e administrativo do Executivo. A partir dos resultados, o Governo poderá definir cortes de despesas, promover reorganizações de órgãos e propor mudanças na estrutura da administração pública.

Reforma para 2027

As medidas fazem parte da reforma administrativa preparada por Pivetta para o início de seu novo mandato, em janeiro de 2027.

Após a conclusão do estudo, o Governo deverá encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei com as alterações consideradas necessárias.

A iniciativa deve marcar o início de uma reorganização administrativa para o próximo ciclo de gestão. A expectativa é construir uma estrutura mais enxuta e ampliar a capacidade do Estado de direcionar recursos para investimentos e áreas consideradas prioritárias.

O objetivo central é reduzir desperdícios sem comprometer serviços essenciais, ao mesmo tempo em que se busca manter a capacidade de investimento público de Mato Grosso.

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