ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Pesquisa Veritá aponta Flávio com 61,1% e Lula com 28,1% em Mato Grosso

Levantamento reúne 27 pesquisas estaduais e mostra senador com 45,14% dos votos válidos no cenário nacional, contra 44,65% do presidente

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 61,1% dos votos válidos em Mato Grosso, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 28,1%, segundo a nova consolidação de pesquisas do Instituto Veritá para a Presidência da República. Os demais candidatos somam 10,9% no Estado. 

Os números fazem parte da integração de 27 pesquisas estaduais, realizadas entre os dias 20 e 25 de setembro. Ao todo, foram consideradas 40.500 entrevistas em todo o país. Em Mato Grosso, foram entrevistadas 1.220 pessoas, com margem de erro declarada de três pontos percentuais e registro BR-04418/2026. 

No recorte estadual apresentado pelo instituto, Flávio soma 61,06% dos votos válidos, contra 28,05% de Lula, uma diferença de aproximadamente 33 pontos percentuais.

Cenário nacional

Na consolidação nacional, os números aparecem mais próximos. Flávio Bolsonaro registra 45,14% dos votos válidos, enquanto Lula tem 44,65%. A diferença numérica é de 0,49 ponto percentual, enquanto os demais candidatos somam 10,21%. 

Considerando todas as respostas, sem excluir votos brancos, nulos e eleitores que não souberam ou não responderam, Flávio aparece com 44,27%, e Lula, com 43,79%. Os demais candidatos somam 10,01%, enquanto 1,93% corresponde às respostas de não sabe/não respondeu e branco/nulo.

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O levantamento aponta Flávio com o maior percentual numérico em 17 Estados, enquanto Lula aparece à frente em 10. O próprio relatório ressalta que essa distribuição não representa resultado eleitoral confirmado, uma vez que os números estaduais estão sujeitos às respectivas margens de erro. 

Desempenho por região

Segundo a consolidação, Flávio aparece numericamente à frente de Lula nas regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte. No Centro-Oeste, o senador registra 53,1% dos votos válidos, contra 33,5% de Lula.

No Sul, os percentuais são de 55,7% para Flávio e 33,9% para Lula. No Sudeste, o senador aparece com 48,3%, contra 40,9% do presidente. No Norte, são 49,4% contra 41,6%.

Já no Nordeste, Lula registra 60,1%, enquanto Flávio aparece com 31,3%.

Perfil do eleitorado

A pesquisa também apresenta diferenças de acordo com os perfis dos entrevistados. Entre os eleitores que se declararam evangélicos, Flávio registra 62,7% dos votos válidos, contra 27,3% de Lula. Entre os católicos, Lula aparece com 50,2%, enquanto Flávio soma 40,6%.

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No grupo que declarou não ter religião, Lula registra 63%, contra 23,2% de Flávio.

Por faixa de renda, Flávio aparece com 49,8% entre eleitores de famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos, contra 40,2% de Lula. Entre aqueles com renda inferior a dois salários mínimos, Lula registra 50%, enquanto Flávio tem 39,6%.

O relatório foi elaborado a partir da integração das 27 pesquisas estaduais. As margens de erro variam de 2 a 3,5 pontos percentuais, conforme a unidade da Federação, com intervalo de confiança de 95%. O instituto ressalta que a estimativa nacional resulta da ponderação dos levantamentos estaduais. 

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POLÍTICA MT

Janaina defende nova Constituinte para discutir prisão perpétua e pena de morte no Brasil

Candidata ao Senado afirma que mudanças mais rígidas na legislação penal exigem uma nova Constituição e relaciona proposta ao avanço da violência e das organizações criminosas

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A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte para permitir a discussão de mudanças mais profundas na legislação penal brasileira, incluindo prisão perpétua e pena de morte.

Durante sabatina promovida pela Aprosoja, Janaina afirmou que pretende levar o debate ao Congresso Nacional caso seja eleita. Segundo a candidata, defender punições atualmente vedadas pela Constituição exige também discutir uma nova Carta Constitucional.

“Para ter uma nova constituinte, tem que ter quem lute por isso. Se a gente não fizer esse trabalho nestes próximos quatro anos, nós nunca teremos uma nova constituinte. Então, dizer que vai lutar por prisão perpétua é dizer que daqui a quatro anos nós gostaríamos de ver uma constituinte para que isso fosse apreciado pelo Congresso Nacional”, declarou.

Janaina disse não considerar impossível avançar na discussão e associou a proposta ao cenário de violência enfrentado pelo país.

“Eu não vejo como sendo algo impossível. Aliás, já está acontecendo muito pior nas ruas. Na rua tem pena de morte”, afirmou.

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Ao justificar a defesa de uma nova Constituição, a candidata também citou o avanço das organizações criminosas. Segundo Janaina, informações obtidas em pesquisa qualitativa de sua campanha indicariam que algumas famílias estariam recorrendo a facções em vez das forças de segurança. A afirmação foi apresentada pela candidata durante a sabatina.

“Se o Brasil não tiver uma nova constituinte, nós vamos virar uma selvageria, que é o que está acontecendo. Algumas famílias, inclusive, deixam de procurar as forças policiais e buscam organizações criminosas. Isso está na nossa pesquisa qualitativa. Então, o Brasil tem que tomar uma atitude”, disse.

A candidata relacionou diretamente a defesa da prisão perpétua à necessidade de uma Constituinte e afirmou que a discussão não deveria ficar restrita às penas previstas para crimes graves.

“Dizer que nós vamos lutar por uma prisão perpétua é porque eu entendo, sim, que precisamos de uma nova constituinte. E não só para tratar desse tema, mas de outros temas também, como a própria questão das organizações criminosas e facções”, pontuou.

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Janaina acrescentou que pretende continuar defendendo publicamente a pauta caso chegue ao Senado. Para ela, a discussão precisa começar no Congresso para que uma eventual mudança constitucional possa avançar.

“Se ninguém começar a falar sobre o tema, nunca vai ter uma constituinte”, concluiu.

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