POLÍTICA MT
Sessão Especial homenageia personalidades de Mato Grosso
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou na noite de quarta-feira (3) Sessão Especial para entrega de honrarias à personalidades que contribuem para o crescimento de Mato Grosso. A iniciativa foi do deputado Gilberto Cattani (PL).
“É uma alegria imensa poder homenagear, em nome da Assembleia Legislativas, figuras da nossa sociedade. Escolhemos pessoas que talvez são esquecidas e que são, muitas das vezes, pioneiras que desbravaram esse Estado nas décadas de 70 e 80”, revelou Cattani.
“São várias personalidades de diferentes categorias, como atletas, juízes, delegados, militares e sociedade civil. Estou muito feliz, porque hoje aqui, tenho o prazer poder lembrar dessas pessoas que marcaram época no desenvolvimento de Mato Grosso. Para mim é uma honra entregar essas honrarias”, afirmou o deputado.
O deputado enfatizou também que entre os homenageados estão pessoas que ajudaram seus familiares desde sua chegada à Mato Grosso na década de setenta.
“A sociedade é composta de diferentes entes. Todas as pessoas são muito importantes, porém, prefiro homenagear aqueles que são esquecidos. É muito gratificante essa iniciativa”, revelou Cattani.
O presidente da Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública de Mato Grosso (Feconseg-MT), Danilo Correa Moraes, foi um dos homenageados. Moraes recebeu a Comanda Fillinto Muller.
Ele disse que a honraria significa o reconhecimento do trabalho, demonstrando a luta na profissão pela segurança pública.
“Para mim é um orgulho receber essa homenagem. É um sonho que toda pessoa deseja, trata-se da maior honraria do Poder Legislativo. Considero um troféu. Vou deixar para os meus filhos e netos esse exemplo”, disse.
Para o tenente coronel da 14ª região de Rondonópolis, Gleber Candido Moreno, que foi agraciado com título de cidadão mato-grossense, é o momento do reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol do Estado. “Ser homenageado pelo Poder Legislativo demonstra que a Polícia Militar estás trabalhando com seriedade, então, quando um deputado homenageia a Corporação, nos sentimos honrados”, explica Moreno.
O jornalista José Aparecido da Silva, o Jota Passarinho, também recebeu título de cidadão mato-grossense. Passarinho reside em Mato Grosso há 51 anos e é a primeira honraria que recebe do Poder Legislativo.
“Tenho orgulho e muita alegria em morar em Mato Grosso. Adoro aqui, pois construí minha família toda neste Estado. Essa homenagem demonstra nosso trabalho no dia a dia, para mim é importante e vou guardar para sempre esse reconhecimento. Esse prestígio pela profissão junto à sociedade marca meus 30 anos de jornalista. Entendo que a minha história está definitivamente marcada neste período que resido em Cuiabá e no Estado”, afirmou Passarinho.
Confira os homenageados:
Comendas
Comenda Filinto Muller
Danillo Correa de Moraes
Comenda Dante de Oliveira
Wilson Nonato Silva
Medalha João Batista Jaudy
Elenilson Tavares de Lima
Prêmio Estadual de Direitos Humanos Padre José Ten Cate
José Márcio Xavier de Queiroz
Títulos de cidadão mato-grossense
Luiz Nabhan Garcia
Odilio Balbinottti Filho
Michel Henri Leplus
Kassiano Araújo de Souza
Nelton Miguel Anschau
Hercílio Girardi
Vilson Gonzales Kirst
Etelvina Girardi
Marcelo Leoclides Alves
Iraldo Ebertz
Natanael Casavechia
Sergio Jair Faccio
Eustáquio Inácio de Noronha Neto
José Aparecido da Silva – Jota Passarinho
Fábio Junior Paes de Morais
Ozeias Alves de Souza
Danilo Pires Atala
Mirtes Eni Leitzke Grotta
Jânio Sidney Bonfoch
Elenilson Tavares de Lima
Maciel Ferreira da Silva
Moções de congratulações
Centro Social Irmã Laura – Serva dos Pobres
Festanny Alimentos
Nova Mutum Esporte Clube (NMEC)
Dr. Juan Luiz Manzur – pres. Zicosur
Moções de aplausos
Médico neurocirurgião Afonso Matos
Luiz Antônio Dias Jorge
Antônio Padilha
Darlei Carlos Oberher
Sargento Jorge Domingos da Silva
Escola Municipal São Cristóvão de Lucas do Rio Verde-MT
Márcio Luiz Kuhn
9º Comando Regional da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso de Alta Floresta
Soldado PM Laura Almeida Rissato
Alan Christian
Tenente Coronel Luís Fernando Tavares Ferreira
1° Ten Thiago Trindade Ribeiro
Cabo PM Rômulo Vaslav Nijinsky Pinheiro
PM Héroco Muller Monteiro Negre
Sgt Clerismar Santos Pereira
Sgt André Luiz Ferreira de Souza
Ana Vitória Angélica Kliemaschewsk de Araújo
René Junqueira Barbour
Barbara Reis
Jussara Cristina Mayer Ceron
Nilton Cesar Almeida Albernaz
Mirko Vincenzo Giannote
Larissa Cláudia Lopes de Araújo
Lícia Juliane
Wandson Vasconcelos
Grupo Flor Ribeirinha
Cleverton Clemente Tiburi, Valdinei Parizze
Marcelo Oliveira da Silva
Jocernilma França
Lucas Costa Beber
Alisson Vinicius Oliveira da Silva
Rubens Roberto Rosa
Maurício dos Santos Dias Júnior
Emilly Gomes de Oliveira
Lucas Pinheiro da Costa
Tiago Sales
Maria José Arruda
Instituto Flauta Mágica de Cuiabá
Lissandra Maysa Campo
Lucas Roth de Oliveira
Luísa Acosta
Kimberly Rebeca Brito
Rogério Grotta
Almir Junior
Eduardo Furtado
Ana Beatriz Pereira
Kleber Felix da Silva
Ivaldo Lembranzi
Gilberto de Almeida Sales
Marcos Benigno Monteiro de Camargo
Roberval Pereira Barros
Andrico Moraes Xavier
José Roberto Bolonheis
Iverson Almeida da Silva
Idelvado do Carmo Pereira
Eduardo Andrade do Carmo
Ítalo de Lima Queiroz
Pedro Henrique Souza Costa
Luiz Camelo da Silva Neto
Rodrigo de Souza Goulart
Welder Fernando Ribeiro Perenha
Daniel Mendes Ferreira Moraes
Marcos Paulo de Aguiar Silva
Heitor Wallas Alves de Souza
Willians Pereira de Figueiredo
Guilherme Silva da Trindade
Tomas de Abreu Meneghetti
Almir Junior
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Relatório aponta que Banco Master transferiu R$ 5,7 bilhões em créditos considerados atípicos antes da liquidação
Documento apresentado à Justiça detalha operações com fundos ligados ao próprio grupo econômico, instituições financeiras e empresários, ampliando o alcance das investigações sobre a atuação da instituição.
Um relatório apresentado à Justiça pelo liquidante do Banco Master revelou que a instituição financeira transferiu R$ 5,7 bilhões em créditos classificados como atípicos pelo Banco Central (BC) meses antes de entrar em liquidação. As operações agora são alvo de investigações que buscam identificar o destino dos ativos e ampliar a recuperação de recursos para o pagamento de credores.
Segundo a documentação, os créditos foram negociados entre junho e agosto de 2025 com fundos de investimento e instituições financeiras, entre elas o Banco de Brasília (BRB), antes do chamado “termo legal”, período que antecede a liquidação e durante o qual determinadas operações poderiam ser anuladas. Como as cessões ocorreram antes desse marco, eventual reversão dependerá de decisão judicial.
O relatório aponta que os R$ 5,7 bilhões fazem parte de um conjunto de 16 operações que já haviam sido classificadas como incomuns pelo Banco Central durante fiscalização realizada em 2024. Entre os beneficiários aparecem fundos ligados ao próprio grupo econômico do Banco Master, como D Mais, Bravo e Máxima 2.
As investigações sustentam que parte dos empréstimos apresentava características incompatíveis com operações tradicionais de crédito, uma vez que os clientes recebiam financiamento de elevado valor condicionado à aplicação dos recursos em fundos administrados pelo próprio conglomerado financeiro.
A Polícia Federal descreve parte da movimentação como uma estratégia de “pulverização e reempacotamento de ativos”, mecanismo que teria sido utilizado para fragmentar operações e dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
Entre os negócios analisados, aproximadamente R$ 2,9 bilhões passaram pelo fundo Máxima 2. Outros R$ 1,6 bilhão foram destinados a fundos administrados pela Reag Investimentos. O relatório afirma que essas cessões sequer teriam sido quitadas pelos fundos envolvidos.
Já o BRB aparece com aproximadamente R$ 1 bilhão em créditos negociados. Em nota, o banco informou que os ativos foram incorporados durante a gestão anterior e que a atual administração está adotando providências para regularizar a situação conforme as normas regulatórias.
Ao todo, o relatório identifica 112 operações de cessão de crédito, que somam R$ 10,2 bilhões. Entre os maiores tomadores está a Lormont Participações, controlada pelo empresário Nelson Tanure, com 18 contratos que totalizam R$ 1,18 bilhão. Tanure nega ser sócio oculto do Banco Master e afirma que todas as operações de suas empresas foram regularmente quitadas, além de desconhecer qualquer cessão posterior dos créditos.
A documentação também aponta que parte das carteiras foi direcionada a fundos ligados ao próprio Banco Master, à Reag Investimentos e a outras instituições financeiras, como BRB e Banco Voiter. Segundo os investigadores, em alguns casos créditos considerados problemáticos foram vendidos para reforçar o caixa da instituição, enquanto ativos de melhor qualidade teriam sido substituídos por operações de menor valor pertencentes a empresas relacionadas ao grupo.
Entre as operações citadas está um financiamento de R$ 336 milhões concedido a executivos da Biomm, empresa fundada pelo ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. O crédito foi posteriormente transferido ao Banco Voiter, adquirido pelo Banco Master em 2024. Mares Guia afirmou que utilizou os recursos para ampliar sua participação acionária na companhia e ressaltou que a dívida vence apenas em 2029, tendo sido contratada antes das investigações envolvendo a instituição financeira.
Outro nome mencionado no relatório é o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. O documento cita um financiamento imobiliário de R$ 5,5 milhões posteriormente cedido à Urbaniza Empreendimentos. Sidney afirma que quitou integralmente a dívida em 2021 junto à Cannes Consultoria, negando qualquer vínculo comercial, societário ou financeiro com a empresa mencionada e afirmando desconhecer eventual cessão do crédito.
O relatório também registra suspeitas de que determinadas cessões possam ter sido utilizadas apenas para justificar movimentações financeiras internas entre empresas relacionadas ao Banco Master. Após a divulgação das operações, diversas pessoas físicas e jurídicas citadas passaram a apresentar esclarecimentos à Justiça sobre as respectivas transações.
Diante da repercussão do caso, a defesa solicitou que o processo passe a tramitar sob sigilo, argumentando que a medida é necessária para preservar as investigações em andamento e evitar novos impactos sobre terceiros mencionados na documentação.
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