OPERAÇÃO COLUSÃO

Justiça mantém ex-secretário de Saúde de Cuiabá e outros quatro como réus por suposta fraude na pandemia

Ação apura possíveis irregularidades na compra de R$ 275,9 mil em cateteres; juiz rejeitou pedidos de absolvição sumária e determinou produção de novas provas

Publicados

em

A Justiça Federal decidiu manter o ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá Luiz Antônio Pôssas Carvalho e outros quatro acusados como réus em uma ação penal decorrente da Operação Colusão. O processo investiga supostas irregularidades em uma contratação realizada durante a pandemia da Covid-19. 

A decisão é do juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, da 7ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso. Além de Pôssas, permanecem como réus João Henrique Paiva, Elisandro de Souza Nascimento, Alexandre Alves Guimarães e Juliana Martins da Rocha. Eles respondem a acusações relacionadas a peculato e fraude em licitação. 

O processo trata da Dispensa de Licitação nº 034/2020, destinada à compra de sondas, ou cateteres, de aspiração traqueal em sistema fechado para atendimento durante a pandemia. A aquisição, realizada junto à MT-Pharmacy Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares, teve valor global de R$ 275.937,75 e utilizou recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Segundo a acusação do Ministério Público Federal (MPF), teriam ocorrido irregularidades durante o procedimento de contratação. A denúncia atribui a Pôssas participação em diferentes etapas, incluindo assinatura de documentos, aprovação do termo de referência, ratificação da contratação direta e autorização do pagamento integral como ordenador de despesas. As acusações ainda serão analisadas no decorrer da ação penal. 

Leia Também:  Com agenda em 25 municípios, Max Russi fortalece desenvolvimento no Araguaia

As defesas questionaram a denúncia e apresentaram argumentos para tentar encerrar antecipadamente o processo. Entre as alegações estão ausência de individualização das condutas, inexistência de dolo, questionamentos sobre eventual superfaturamento e as condições excepcionais do mercado durante a pandemia. 

O magistrado, no entanto, considerou que essas questões dependem da produção e análise de provas e, por isso, não justificam uma absolvição sumária neste momento. A decisão mantém o processo em andamento, sem representar condenação dos acusados. 

PERÍCIA VAI ANALISAR PREÇOS E CATETERES

Um dos pontos que ainda deverá ser esclarecido é a existência ou não de sobrepreço na aquisição. A defesa contesta comparações feitas entre os produtos e sustenta que os materiais utilizados como referência não seriam tecnicamente equivalentes aos adquiridos pela Secretaria de Saúde. 

Diante da controvérsia, a Justiça determinou a realização de perícia técnico-hospitalar e mercadológica. A análise deverá verificar características dos cateteres, como especificações técnicas, calibre, marca, procedência e apresentação, além dos preços praticados no mercado no período da contratação. 

Também foi determinado que as defesas tenham acesso integral a provas digitais e possam produzir provas documentais e testemunhais durante a instrução. 

Leia Também:  Deputados aprovam PLC que cria a Coordenadoria de Inteligência na PGE

Com a rejeição dos pedidos de absolvição sumária, a ação penal prossegue na Justiça Federal. A existência de superfaturamento, eventual prejuízo aos cofres públicos e a responsabilidade criminal de cada réu serão definidas após a instrução e a análise das provas. 

Propaganda

POLÍTICA MT

Virgínia Mendes alcança 3% e aparece entre os nomes mais citados para deputada federal em MT

Em sua primeira disputa eleitoral, candidata do União Brasil registra 3% na pesquisa espontânea Data Index; levantamento ouviu 1,6 mil eleitores em Mato Grosso

Publicados

em

A candidata a deputada federal Virgínia Mendes (União Brasil) aparece com 3% das citações espontâneas na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, segundo pesquisa do Instituto Data Index divulgada nesta terça-feira (22). É a primeira eleição disputada por Virgínia. 

Na modalidade espontânea, os entrevistados não recebem uma lista de candidatos e informam livremente o nome em quem pretendem votar. Virgínia registrou o mesmo percentual de Coronel Assis (PL) e Professora Rosa Neide (PT), ambos também com 3%. 

Numericamente, Fábio Garcia (União Brasil) aparece com 4%, Juarez Costa (Republicanos) com 3,56% e Irajá Lacerda (PSD) com 3,5%. Virgínia vem na sequência com 3%, ao lado de Assis e Rosa Neide. Coronel Fernanda (PL) e Nilson Leitão aparecem com 2,56% cada. 

O resultado coloca Virgínia dentro de uma faixa de percentuais bastante próximos. Como a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, diferenças numéricas pequenas entre os candidatos não necessariamente representam diferenças estatisticamente significativas. 

Leia Também:  Crise no grupo governista: Botelho endurece discurso e ameaça saída

Outro dado relevante é o número de eleitores que ainda não definiram espontaneamente um nome para a Câmara Federal. Segundo o levantamento, 46,42% disseram não saber em quem votar ou não responderam, indicando um cenário ainda aberto na disputa. 

PESQUISA

O Instituto Data Index ouviu 1.600 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026, em Mato Grosso. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi contratada pela Jogo Político Notícias Ltda. e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-04351/2026. 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA