“TEMOS MUITO PARA FAZER”

Pivetta grava vídeo e mostra avanço da Ponte do Moinho, em Cuiabá

Obra que liga Belvedere ao Planalto já supera 70% de execução

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) gravou um vídeo, neste sábado (26.9), para mostrar o avanço da nova ponte sobre o Córrego Moinho, em Cuiabá. Com mais de 70% de execução e investimento de R$ 3,7 milhões, a obra vai ligar as regiões do Belvedere e do Planalto.

“O povo dessa região já sofre há bastante tempo, fazendo uma volta grande. Já foram colocadas as vigas, estão sendo instaladas as placas, agora vem a malha de aço e depois a concretagem. Até o final do mês, o trânsito estará liberado aqui”, afirmou Pivetta.

A antiga ponte foi interditada pela Prefeitura de Cuiabá devido a problemas estruturais. A nova estrutura terá 30 metros de comprimento e é executada pelo Governo de Mato Grosso após solicitação do município.

“É uma ponte que fica em uma rua de Cuiabá e liga dois bairros importantes. Mesmo sendo uma via municipal, o Governo do Estado está fazendo a obra. Nossa vontade é ajudar os municípios, fazer alianças com os municípios e melhorar a mobilidade urbana”, disse.

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Pivetta também falou sobre a espera dos moradores pela nova ligação. “Eu ouvi muitos moradores e sinto muito por terem ficado tanto tempo esperando. Infelizmente, obra pública tem burocracia. Mas estamos chegando ao fim. Em breve, o povo vai estar transitando por aqui e acaba esse sofrimento de ter que fazer uma volta grande”, afirmou.

O governador ainda citou o volume de pontes construídas pelo Estado e falou sobre as próximas demandas.

“Já foram mais de 400 pontes de concreto nesses últimos oito anos. Nós ainda temos muita coisa boa para fazer e temos pressa”, declarou Pivetta.

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TJMT barra recurso ao STF de ex-chefes de gabinete condenados por desvios na Assembleia

Maria Helena Ayres Caramello e Geraldo Lauro foram condenados a 14 anos e um mês de prisão em processo relacionado ao desvio de R$ 1,8 milhão revelado pela Operação Metástase

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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, negou seguimento a recursos extraordinários apresentados por dois ex-chefes de gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva. Os pedidos buscavam levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionamentos relacionados às condenações decorrentes da Operação Metástase.

A decisão, proferida em 10 de setembro, envolve Maria Helena Ayres Caramello e Geraldo Lauro. Ambos foram condenados a 14 anos e um mês de prisão, em regime fechado, no processo que apurou desvios de aproximadamente R$ 1,8 milhão dos cofres do Legislativo estadual.

Nos recursos, as defesas alegaram prejuízos ao exercício do contraditório e da ampla defesa durante a ação que resultou nas condenações. Ao analisar os pedidos, porém, a desembargadora considerou que a matéria apresentada não atende ao requisito de repercussão geral exigido para análise pelo STF.

“A parte recorrente alega ofensa ao artigo 5º da Constituição Federal, por entender que houve violação direta ao princípio do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Contudo, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Tema nº 660, reconheceu a ausência de repercussão geral desta matéria”, registrou Nilza Maria Pôssas de Carvalho na decisão.

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Com isso, os recursos extraordinários apresentados pelos ex-chefes de gabinete não tiveram seguimento para análise pela Suprema Corte por essa via.

A Operação Metástase foi deflagrada em 2015 pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e investigou o uso irregular de verbas de suprimento da Assembleia Legislativa.

Segundo a denúncia, recursos destinados a pequenas despesas dos gabinetes teriam sido utilizados para custear gastos particulares. Entre as despesas apontadas pelo Gaeco estavam abastecimento de avião, pagamentos a advogados, festas de formatura, jantares, bebidas e serviços de massagem.

As investigações atribuíram a José Riva e a funcionários de confiança a participação no esquema que resultou nas ações penais e condenações relacionadas à operação.

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