BRIGA POR POLÍTICA

Discussão política termina com entregador mordido e parte da orelha arrancada no Ceará

Confusão aconteceu em condomínio no Eusébio; suspeito foi levado à delegacia, ouvido e liberado

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Uma discussão envolvendo opiniões políticas terminou em agressão física no último domingo (20), em um condomínio de casas no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Um entregador teve parte da orelha arrancada após ser mordido durante a briga.

Segundo informações divulgadas sobre o caso, a vítima estava trabalhando e usava adesivos de candidatos com o número 22. O entregador também é eleitor declarado de Flávio Bolsonaro (PL), segundo apuração do G1. A conversa teria começado com brincadeiras e opiniões políticas entre os envolvidos, mas acabou evoluindo para um confronto. 

A confusão envolveu outras pessoas que estavam no local, entre elas a mãe do homem apontado como agressor. Durante o desentendimento, o entregador teria xingado a mulher. Na sequência, segundo o relato divulgado, o homem o mordeu na região da orelha, provocando a perda de parte do membro. 

Após a agressão, a vítima recebeu atendimento médico. Segundo informações da imprensa local, ele foi inicialmente atendido em uma unidade de saúde do Eusébio e posteriormente encaminhado ao Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, para tratar os ferimentos. 

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O suspeito foi localizado e conduzido pela Polícia Militar do Ceará à Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz, município vizinho. Ele prestou depoimento e foi liberado posteriormente. A Secretaria da Segurança Pública informou que o homem é investigado por suspeita de lesão corporal. 

A identidade do suspeito não foi divulgada. O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da briga e da agressão. 

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POLICIAL

Vídeo mostra prisão de Angeliquinha sob forte escolta policial na Bolívia

Foragida de Mato Grosso foi localizada em Santa Cruz de la Sierra após mais de um ano e apresentada às autoridades bolivianas

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Um vídeo divulgado após a prisão de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, mostra o momento em que ela é conduzida sob forte escolta policial em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. As imagens registram agentes armados durante a operação e a apresentação da mulher diante de autoridades locais.

No início da gravação, policiais aparecem em frente a um imóvel durante a movimentação que antecedeu a condução da foragida. Em seguida, Angeliquinha é vista com as mãos contidas e cercada por agentes enquanto é retirada do local. Ela também aparece diante de autoridades bolivianas, acompanhada por policiais da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN). 

A prisão ocorreu na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, após uma ação conjunta entre investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Angeliquinha foi localizada em via pública, e não dentro da residência onde estava vivendo. 

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Durante a abordagem, segundo a Polícia Civil, ela apresentou um documento brasileiro falso com identidade diferente. A identificação facial e informações repassadas previamente às autoridades permitiram confirmar a identidade da mulher. 

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Após a captura, a Polícia Civil abriu uma nova frente de investigação para apurar a atuação dela durante o período em que permaneceu na Bolívia. 

De acordo com o delegado, Santa Cruz de la Sierra é considerada uma região estratégica para organizações criminosas brasileiras. A investigação deverá analisar dados telemáticos para verificar quais atividades Angeliquinha teria desempenhado durante o período em que esteve escondida no país.

A Polícia Civil afirma ainda que ela teria mantido contato com integrantes de uma facção criminosa e continuado exercendo influência sobre atividades do grupo mesmo enquanto estava foragida. Essas informações fazem parte da investigação conduzida pelas autoridades. 

Segundo a Polícia Civil, Angeliquinha possui condenações que, somadas, ultrapassam 260 anos de prisão e tinha seis mandados de prisão em aberto. Entre as condenações está uma pena de 99 anos e 11 meses relacionada a homicídios, ocultação de cadáver e organização criminosa. 

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Após a prisão, ela permanece submetida aos procedimentos legais das autoridades bolivianas antes de ser encaminhada ao Brasil para o cumprimento das determinações judiciais. 

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