ELEIÇÕES 2026

Gisela, como vice de Pivetta, reposiciona a agenda feminina no governo

Publicados

em

A eleição deste domingo (4) poderá colocar uma mulher novamente na vice-governadoria de Mato Grosso. Nesta posição na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta(Republicanos), Gisela Simona(União) chega à reta final de uma campanha que a levou a diferentes regiões do Estado e, sobretudo, a realizar uma agenda marcada pelo contato direto com milhares de mato-grossenses. Se eleita, será a segunda mulher a ocupar o cargo, depois de Iraci França, que foi vice-governadora entre 2003 e 2007.

Desde que foi anunciada por Pivetta, em 11 de agosto, Gisela passou a ocupar um lugar diferente daquele construído ao longo de sua trajetória de 25 anos no Procon e 33 meses como parlamentar, na Câmara Federal. A escolha abriu espaço para agendas que passaram a ganhar centralidade e complementaridade na campanha, com a ampliação de propostas sobre a presença feminina e dos servidores públicos nos espaços de decisão. Sobretudo, ações no enfrentamento à violência contra a mulher.

Um dos momentos mais expressivos dessa agenda ocorreu em 31 de agosto, no Cenarium Rural, em Cuiabá, quando Gisela coordenou a Reunião ’10Elas’, com a participação de bem mais de 2 mil mulheres. Não só de Cuiabá, mas de Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Alto Garças, Barão de Melgaço e Campo Verde, no encerramento do Agosto Lilás.

Ao lado de Pivetta, ela defendeu que o enfrentamento à violência de gênero passasse a contar com estrutura permanente dentro do Estado. Entre as propostas que se tornaram compromissos estão a ampliação da rede de proteção, atendimento especializado, capacitação de servidores e protocolos para reduzir as diferenças no atendimento às vítimas entre os municípios.

Leia Também:  Governo empenha emenda de R$ 2,5 milhões do Dr. João para construção do Samu em Tangará

E diante de milhares de mulheres Pivetta assumiu a meta de alcançar 50% de mulheres nos cargos de chefia e liderança da administração estadual em um eventual novo mandato. Apontando quem vai estar nos espaços de poder, quando as decisões de governo forem tomadas. Proposta que passou a integrar a agenda apresentada pela chapa para um próximo governo.

Para Gisela, a discussão é tão séria que vai além da composição numérica. Por isso, ao longo da campanha, tem defendido uma estrutura de atendimento que alcance os municípios, com órgãos ou estruturas dedicadas às mulheres, fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, delegacias virtuais, Casa da Mulher Brasileira, canais de denúncia e atendimento humanizado. Para que a proteção não dependa do município onde ela vive.

Inclusive, nesta reta final da campanha Gisela levou essa agenda novamente ao interior, ao participar de um encontro que reuniu 2 mil mulheres em Rondonópolis. Recebida pela primeira-dama Alessandra Ferreira, além de secretários, vereadores, lideranças comunitárias, candidatos e prefeitos da região, Gisela pode reafirmar seu compromisso de transformar a voz feminina em políticas públicas, sobretudo, de levar suas lutas para dentro das decisões de governo.

Leia Também:  ALMT aprova projeto que facilita a obtenção do CAR para pequenos produtores

E em Primavera do Leste, participou com Iva Viana, vice-prefeita do município, com a primeira-dama, Selma Martignago Machnie e outras mais de mil mulheres, da abertura da campanha do Outubro Rosa. Com mobilização que uniu Centro de Apoio no Combate ao Câncer, a comunidade e lideranças locais. Ato que vem buscando nos últimos anos sensibilizar a população sobre a importância da prevenção, do autocuidado e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

E que neste ano foi ainda mais especial, com todo o comércio decorando a entrada de suas lojas com bolas cor de rosa em apoio a Iva, que não só venceu um câncer como tocou ontem o sino da vitória.

Estes movimentos eleitorais, nestes últimos meses, explicam a dimensão que a candidatura a vice assumiu, quando Gisela Simona aceitou o desafio de transformar uma trajetória individual em uma agenda de governo capaz de alcançar o conjunto do Estado. Ajudando Pivetta a definir quais pautas e propostas deverão ocupar espaço permanente na estrutura do Estado.

CRÉDITOS

– Texto: Marisa Batalha
– Fotografia: Beatriz Ferrari
– Social Media: Maria Clara Queiroz

Propaganda

POLÍTICA MT

Fábio Garcia critica decisões judiciais após cancelamento de debate presidencial da Globo

Deputado de MT atribuiu episódio a uma tentativa de favorecer Lula; emissora cancelou encontro após decisões do TSE e STF e a desistência de Flávio Bolsonaro

Publicados

em

O deputado federal e candidato à reeleição Fábio Garcia (União Brasil) criticou as decisões judiciais que antecederam o cancelamento do último debate presidencial da TV Globo antes do primeiro turno. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, na avaliação dele, “estão tentando eleger o Lula no tapetão”. 

O debate estava previsto para a noite de quinta-feira (1º), mas foi cancelado depois de mudanças determinadas pela Justiça e da desistência de Flávio Bolsonaro (PL). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia informado que não participaria do encontro. 

Uma das decisões, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio destinado a Lula e também impediu que os demais participantes simulassem perguntas ao candidato ausente. A determinação ocorreu após pedido da coligação do petista. 

Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu a participação de Renan Santos (Missão), alterando a composição inicialmente prevista pela emissora. 

Ao comentar o episódio, Fábio Garcia contestou as duas medidas e associou as mudanças nas regras à ausência de Lula.

Leia Também:  Wilson Santos propõe fim da taxação nos empréstimos consignados

“Estão tentando eleger o Lula no tapetão mais uma vez. Pessoal, uma hora da manhã, cheguei agora das minhas reuniões e fui informado que não houve o debate presidencial da Rede Globo. Qual o motivo? O Tribunal Superior Eleitoral deu uma decisão obrigando a Rede Globo a não mostrar que o presidente Lula fugiu do debate, portanto não poderia mostrar o espaço do Lula vazio no debate”, afirmou.

O deputado também criticou a inclusão de Renan Santos e argumentou que, sem a participação de Lula, o candidato do Missão concentraria críticas em Flávio Bolsonaro. A interpretação foi apresentada por Garcia como uma tentativa de prejudicar o candidato do PL.

Flávio Bolsonaro, que havia confirmado presença, desistiu de participar poucas horas antes do programa. A Globo informou que recebeu duas notificações judiciais que interferiam nas regras previamente acordadas e decidiu cancelar o debate. 

Garcia afirmou que a desistência de Flávio ocorreu diante das novas condições estabelecidas para o encontro e voltou a atribuir motivação política às decisões.

“Flávio Bolsonaro decidiu, portanto, não ir ao debate nessa condição e o debate foi cancelado. Mas no fim, o que queriam era usar o debate da Globo para desgastar Flávio Bolsonaro e para esconder que o Lula tinha fugido do debate”, declarou.

Leia Também:  Mauro rebate Wellington com imagens de inaugurações e contesta críticas à gestão estadual

Ao encerrar o vídeo, o deputado classificou o episódio como incompatível com uma eleição livre e disse que a resposta deveria ocorrer nas urnas.

“Isso não é eleição livre e nós não vamos aceitar. Nós vamos dar resposta nas urnas. E vai ser a vitória da democracia para endireitar o Brasil”, afirmou.

O primeiro turno das eleições está marcado para domingo (4).

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA