POLÍTICA MT

Wilson Santos propõe fim da taxação nos empréstimos consignados

Os deputados aprovaram em primeira votação, na sessão plenária desta quarta-feira (11) o Projeto de Lei nº 925/2025, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que dispõe sobre a proibição de taxas de juros em empréstimos consignados. A proposta veda qualquer cobrança de taxas extras e obriga total transparência nos contratos para manter o servidor informado. Segundo ele, é uma medida de responsabilidade social e de compromisso com quem tanto contribui para o funcionamento da máquina pública.

“Apresentamos este projeto com o objetivo de proteger o servidor público estadual de Mato Grosso contra cobranças ilegais nos empréstimos consignados. É inadmissível que, além dos juros já cobrados pelas instituições financeiras, ainda sejam impostas taxas adicionais e que comprometam ainda mais a renda do servidor. Essa prática precisa ter um basta. Estamos falando de pais e mães de família, ativos, aposentados e pensionistas, que merecem respeito e segurança jurídica nas relações financeiras firmadas com o aval do Estado”, explica o deputado.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) são cerca de 62 mil servidores públicos, entre ativos, inativos e pensionistas – que fizeram contratos com instituições financeiras públicas ou privadas por meio de convênios com o Estado. Em relação aos valores encaminhados às consignatárias, entre maio de 2024 a abril de 2025 chegou a atingir mais de R$ 1,7 bilhões de reais, sendo que o Banco do Brasil, Santander, Capital Consig, Sicred e MT Saúde tiveram um grande aumento nos repasses, de 2022 aos dias atuais.

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Referente ao crescimento percentual das empresas consignatárias, a Capital Consig se destaca com maior índice – sendo que no 2° quadrimestre de 2022 obteve uma média de R$ 1 milhão e no 1° quadrimestre de 2025 alcançou mais de R$ 48 milhões. Atualmente, são 28 bancos autorizados para empréstimos consignados, 12 para cartão de crédito e 25 para cartão de benefício sob controle da Seplag.

Além de propor o projeto de lei, Wilson Santos integra, por meio da Assembleia Legislativa, a mesa técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) criada para apurar a legalidade e a regularidade das operações financeiras realizadas pelas consignatárias com servidores públicos.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Pivetta assume negociações com o PL e tira direção nacional do Republicanos das articulações em MT

Governador afirma que liberou Marcos Pereira para não se desgastar com o impasse local e defende que futuro da aliança seja definido pelas lideranças mato-grossenses.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou que assumirá pessoalmente a condução das negociações políticas com o PL no Estado, retirando a direção nacional do Republicanos das articulações envolvendo uma eventual composição eleitoral para 2026.

A decisão foi revelada nesta sexta-feira (24), após o impasse provocado pela convenção do Partido Liberal, que oficializou candidatura própria ao Governo do Estado e alterou o cenário das negociações entre as duas siglas.

Segundo Pivetta, a medida foi acertada em conversa com o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira. O governador afirmou que o dirigente foi liberado da missão de conduzir as tratativas em Mato Grosso, evitando desgaste político em um cenário considerado de competência das lideranças estaduais.

“Faz mais ou menos 15 dias que eu conversei com o nosso presidente e o liberei desse compromisso. Não havia necessidade de ele gastar energia com Mato Grosso. Aqui nós resolvemos o nosso problema nós mesmos”, afirmou.

Nos bastidores, a avaliação é de que a homologação da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) inviabilizou o projeto de construção de um palanque único entre Republicanos e PL no Estado, refletindo inclusive nas negociações nacionais envolvendo o apoio do Republicanos à candidatura de Flávio Bolsonaro à Vice-Presidência da República.

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Apesar do novo cenário, Pivetta evitou adotar um discurso de ruptura e sinalizou que continuará aberto ao diálogo. O governador defendeu que a definição sobre alianças deve ocorrer dentro de Mato Grosso, sem interferência da executiva nacional.

Questionado sobre a possibilidade de o PL ainda integrar seu projeto político, Pivetta manteve uma postura conciliadora e afirmou que pretende ampliar sua base de apoio.

“Nós queremos o apoio de todos os eleitores de Mato Grosso”, declarou.

Com o posicionamento, o governador reforça que as negociações para a formação dos palanques seguem em andamento, enquanto Republicanos e PL buscam reorganizar suas estratégias diante do novo cenário político no Estado.

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