CASO BANCO MASTER

Gestão Emanuel manteve Banco Master por cinco anos em Cuiabá e liberou consignados a servidores

Documentos obtidos pelo portal Olhar Direto apontam que acordo começou em 2020, ainda sob a denominação Banco Máxima, recebeu sucessivos aditivos e só terminou em setembro de 2025; gestão Abilio não renovou vínculo

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A gestão do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) manteve durante cinco anos um vínculo entre o município e o Banco Master, instituição financeira que posteriormente foi liquidada pelo Banco Central e passou a ocupar o centro de investigações e de uma crise de repercussão nacional.

Conforme documentos obtidos pelo Olhar Direto, o credenciamento permitia que a instituição financeira oferecesse empréstimos e financiamentos consignados aos servidores municipais, com pagamento das parcelas por meio de desconto diretamente na folha.

O vínculo teve início em 8 de setembro de 2020, quando a instituição ainda utilizava a denominação Banco Máxima S.A., e foi firmado com a Prefeitura de Cuiabá, por intermédio da Secretaria Municipal de Gestão.

Embora Emanuel Pinheiro constasse no documento como prefeito e representante do município, a assinatura do contrato foi feita pela então secretária municipal de Gestão, Ozenira Félix Soares de Souza, segundo os documentos citados pela reportagem.

CONTRATO FOI PRORROGADO

O credenciamento não ficou restrito ao acordo original. Nos anos seguintes, foram celebrados sucessivos termos aditivos, período em que a instituição financeira já passou a aparecer na documentação sob a denominação Banco Master S.A.

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As alterações também modificaram condições para a contratação das operações pelos servidores.

Em 2022, um dos aditivos prorrogou o contrato por mais um ano e ampliou de 96 para até 120 meses o prazo para amortização de novos empréstimos e refinanciamentos.

No ano seguinte, outro termo manteve a possibilidade de contratação de empréstimos, financiamentos e cartão de crédito mediante desconto em folha.

Dessa forma, o Banco Master permaneceu credenciado junto à administração municipal durante praticamente toda a reta final da gestão Emanuel Pinheiro, oferecendo operações consignadas aos servidores da Capital.

GESTÃO ABILIO NÃO RENOVOU

O contrato chegou ao fim em 8 de setembro de 2025, já durante a administração do prefeito Abilio Brunini (PL), e não foi renovado.

O encerramento ocorreu cerca de dois meses antes da liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central, conforme as informações apresentadas na reportagem que revelou os documentos.

Assim, o vínculo iniciado ainda na gestão Emanuel terminou sem renovação pela administração Abilio.

A cronologia chama atenção diante da dimensão nacional que o caso Banco Master assumiu posteriormente. A instituição financeira passou a figurar em investigações e episódios envolvendo empresários e autoridades públicas.

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MASTER GANHOU REPERCUSSÃO NACIONAL

A crise envolvendo o banco ganhou novos capítulos após investigações da Polícia Federal sobre operações atribuídas à instituição e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal e ampliou sua dimensão política e institucional.

A existência do contrato em Cuiabá não significa, por si só, envolvimento da Prefeitura, de Emanuel Pinheiro ou de servidores municipais nas irregularidades investigadas nacionalmente envolvendo o Banco Master. O vínculo descrito nos documentos tinha como finalidade o credenciamento da instituição para operações de crédito consignado.

O que os documentos revelados pelo Olhar Direto demonstram é que a instituição permaneceu durante cinco anos habilitada para oferecer empréstimos e outras operações consignadas aos servidores da Prefeitura de Cuiabá, atravessando sucessivas prorrogações até o encerramento do contrato, em setembro de 2025.

O acordo não foi renovado pela gestão Abilio Brunini.

Fonte: Olhar Direto 

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CPI da Saúde suspende oitivas durante período eleitoral

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) suspendeu, nesta quarta-feira (2), as reuniões com convocações e oitivas durante o período eleitoral. A decisão foi comunicada após a leitura de parecer da Procuradoria-Geral da Casa Leis, que considerou juridicamente possível a suspensão dos trabalhos. O documento foi ratificado pela Mesa Diretora.

Com a medida, não foram realizados os depoimentos previstos para esta tarde. Seriam ouvidos o ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo e o atual ocupante da pasta, Juliano Melo. A reunião foi encerrada após a leitura do parecer.

Conforme o calendário definido nesta quarta-feira, os trabalhos com reuniões abertas e convocações serão retomados em 7 de outubro, primeira quarta-feira após o primeiro turno da eleição. Durante a suspensão, a CPI poderá continuar atividades internas relacionadas à produção do relatório e receber documentos e informações que contribuam para a investigação.

Segundo o procurador da Assembleia, Francisco Brito, a suspensão foi solicitada pela maioria absoluta dos integrantes da CPI para preservar a lisura do processo eleitoral e evitar eventuais interferências dos trabalhos da comissão no pleito. Ele avaliou que a suspensão não compromete o andamento da apuração diante do volume de documentos já reunidos.

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“Já há muito documento produzido, o relatório do Tribunal de Contas do Estado, o inquérito da Polícia Federal, a perícia da Polícia Federal e também os próprios pareceres da Procuradoria-Geral do Estado”, afirmou.

O procurador ainda esclareceu que os trabalhos devem ser concluídos até o término da atual legislatura, que ocorre em 31 de janeiro de 2027.

A CPI investiga possíveis irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, relacionados às investigações que resultaram na Operação Espelho. Na reunião da semana passada, a comissão ouviu a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar Carolina Campos e o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira.

Fonte: ALMT – MT

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