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Medeiros fala em “melancia” e expõe apelido de Wellington Fagundes, aliado do próprio PL

Propaganda eleitoral de José Medeiros usa a expressão para atacar políticos que se apresentam como representantes da direita, mas acaba provocando “fogo amigo” ao remeter a apelido usado por adversários contra Wellington Fagundes, candidato ao Governo pela mesma coligação

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Uma inserção eleitoral do candidato ao Senado José Medeiros (PL) abriu espaço para um novo episódio de “fogo amigo” na campanha em Mato Grosso. Ao utilizar uma melancia para atacar políticos que, segundo ele, tentam se apresentar como representantes da direita apesar de antigas aproximações com a esquerda, Medeiros acabou trazendo à tona uma expressão que já foi utilizada por adversários para atacar Wellington Fagundes (PL).

A situação chama atenção porque Medeiros e Wellington pertencem ao mesmo partido e integram a mesma aliança eleitoral. Enquanto Medeiros disputa uma das vagas ao Senado, Wellington concorre ao Governo de Mato Grosso.

Na propaganda, Medeiros aparece segurando e cortando uma melancia enquanto dispara contra políticos que, em sua avaliação, adotariam um discurso conservador apenas durante o período eleitoral.

“Mato Grosso é o maior produtor de soja do mundo. Mas quando começa a eleição, o que mais brota por aqui é melancia”, afirma Medeiros.

A expressão tem significado conhecido no vocabulário político. “Melancia” é usada de maneira pejorativa para definir alguém que seria “verde por fora e vermelho por dentro”, numa referência a políticos que publicamente se posicionariam à direita, mas seriam associados à esquerda por seus críticos.

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É justamente aí que a propaganda cria uma saia-justa para a chapa.

Wellington Fagundes já foi chamado de “melancia” por adversários e integrantes mais à direita do espectro político, que utilizam sua trajetória e suas relações com diferentes governos federais para questionar sua identificação atual com o campo conservador.

Ao longo de sua extensa carreira política, Wellington manteve diálogo e relações institucionais com governos de diferentes orientações políticas, passando pelas administrações de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Com isso, mesmo sem citar Wellington nominalmente na propaganda, a escolha da “melancia” por Medeiros abre margem para que a crítica seja relacionada ao próprio candidato ao Governo do PL.

Na sequência da peça eleitoral, Medeiros aumenta o tom contra os alvos de sua crítica. O candidato afirma que esses políticos pretendem chegar ao Congresso Nacional para “defender a esquerda, passar pano para Alexandre de Moraes, defender o aborto e defender a bandidagem”.

Medeiros encerra a propaganda retomando a metáfora.

“Mato Grosso já foi enganado antes, mas agora a gente aprendeu. Melancia é bom pra se comer, mas na hora de votar, não dá certo”, ironiza.

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FOGO AMIGO

A declaração ganha peso político justamente por partir de um candidato do próprio PL. Medeiros busca consolidar sua imagem junto ao eleitorado bolsonarista enquanto Wellington também tenta ocupar o espaço da direita na disputa pelo Palácio Paiaguás.

O episódio ocorre ainda em meio à corrida pelas duas vagas ao Senado. Medeiros tenta ampliar sua presença eleitoral em uma disputa que reúne nomes competitivos e na qual o voto identificado com a direita tornou-se um dos principais campos de batalha.

A estratégia de Medeiros, portanto, acabou produzindo um efeito colateral dentro da própria coligação. Ao atacar os chamados “melancias”, o candidato ao Senado trouxe novamente para o debate justamente um apelido utilizado contra Wellington Fagundes.

Mesmo sem uma citação nominal ao candidato ao Governo, a propaganda expõe uma contradição política dentro do PL e alimenta a leitura de “fogo amigo” entre dois candidatos que deveriam caminhar no mesmo palanque.

No fim, a “melancia” escolhida por Medeiros para atingir adversários acabou respingando dentro de casa e colocando Wellington Fagundes, seu aliado de partido e coligação, no centro da provocação.


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POLÍTICA MT

Pivetta mostra infância, recuperação de MT e vistoria com Mauro – veja programa

Governador também destacou, em primeira veiculação na TV, relação com a mãe e gestão em Lucas do Rio Verde

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta sexta-feira (28) durante o primeiro horário eleitoral gratuito transmitido na TV, contou sobre sua relação com a mãe, relatou a participação na recuperação de Mato Grosso desde 2019 e reforçou a aliança com o candidato a senador Mauro Mendes (União).

Veiculado por volta do meio-dia, o vídeo teve pouco mais de três minutos e iniciou com relatos da juventude do governador. Pivetta conta sobre a importância do apoio da mãe, Margarida Pivetta, quando ele decidiu morar em Mato Grosso.

“A primeira lembrança que tenho da infância foi ouvir o batimento do coração da minha mãe. Foi nosso porto seguro, desde o colo à segurança de que ia ter comida na mesa. Ela planejava a hora, o plantio de legumes, verduras. O que a gente consumia, a gente plantava. Hoje, olhando tudo isso, vejo que tive coragem de vir para Mato Grosso e aguentar o que precisei suportar aqui porque ela que ensinou com os gestos dela. A mãe, com muita serenidade, falava ‘eu estou te acompanhando, meu filho'”, contou.

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Em seguida, o Pivetta conta que, ao chegar em Lucas do Rio Verde no ano de 1982, Mato Grosso era uma terra subestimada para o agronegócio. Ele acrescentou que a vontade de corrigir as más condições vividas pelo município foram decisivas para aderir à vida pública.

“Quando olho para trás, entendo que cada momento da minha vida me preparou para chegar até aqui. O que me puxou para dentro da política foi a indignação de ver Lucas do Rio Verde esquecida e o nosso povo sofrendo para prosperar. Ninguém queria o Cerrado. Era um solo ácido. Me candidatei a prefeito e fizemos essa revolução baseada em um modelo de gestão. Aquilo que era uma vila, o ‘patinho feio’, transformamos em um ‘cisne'”, relatou.

O governador também disse que, como vice Mendes por sete anos, auxiliou na recuperação das estruturas e finanças mato-grossenses. Para ele, é indispensável que a política sirva ao cidadão. A gravação mostra ele ao lado do ex-governador vistorando estruturas públicas.

Pivetta, inclusive, garantiu ter experiência e conhecimento suficientes para promover mais melhorias administrativas e transformar Mato Grosso no melhor estado do Brasil.

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“Demoramos dois anos para organizar, arrumar, acertar as contas e começar esse ciclo de prosperidade que iniciamos e que acredito que o povo de Mato Grosso não quer perder. Isso é um patrimônio. Todo resultado não adianta se não ajudar quem precisa; para que o cidadão, na ponta, se sinta prestigiado e servido pelo estado. Nós temos muito mais para fazer do que já fizemos. Eu sinto e sei que podemos fazer isso. Tenho a vontade, disposição e responsabilidade de transformar Mato Grosso no melhor estado desse Brasil para se viver”, afirmou.

O primeiro horário eleitoral gratuito de Pivetta encerra com relato de Mendes avaliando que Pivetta é um gestor “correto”, “honesto” e “competente” para realizar uma gestão exitosa pelos próximos quatro anos.

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