DEBANDADA NA COLIGAÇÃO

Prefeito de Rondonópolis, terra de Wellington, desafia coligação do PL, mantém apoio a Pivetta e avisa: “Vou pagar um preço”

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O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), voltou a contrariar a orientação política de seu próprio partido ao reafirmar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O gesto ganha peso político por partir justamente do prefeito de Rondonópolis, cidade natal e principal reduto político de Wellington Fagundes. Mesmo filiado ao PL, Cláudio deixa claro que não pretende recuar de sua decisão e admite que poderá sofrer consequências dentro da legenda.

Durante ato político ao lado de Pivetta, o prefeito foi enfático ao anunciar sua escolha.

“São os meus candidatos. O meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. É Otaviano Pivetta. E eu sei, meus amigos, que vou pagar um preço, porque ele não faz parte do meu partido”, declarou Cláudio Ferreira.

A declaração evidencia a divergência existente dentro do PL e da coligação de Wellington. Na própria terra do senador, o prefeito da cidade optou por subir no palanque adversário e sustentar publicamente sua escolha, apesar das cobranças para que filiados acompanhem a candidatura oficial do partido.

“OS PARTIDOS EXISTEM PARA AS PESSOAS”

Cláudio justificou sua posição argumentando que os interesses de Rondonópolis e da população devem prevalecer sobre determinações partidárias.

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“Mas os partidos existem para as pessoas, e não as pessoas existem para os partidos. Servir as pessoas com generosidade, com empatia, é o que me faz apoiar o senhor”, afirmou o prefeito ao se dirigir a Pivetta.

A fala reforça uma posição que Cláudio já vinha manifestando publicamente. O prefeito sustenta que permanecerá ao lado do grupo político que, em sua avaliação, tem contribuído com investimentos e ações para Rondonópolis.

INVESTIMENTOS PESAM NA DECISÃO

Ao explicar o apoio, Cláudio destacou a trajetória política de Pivetta e citou investimentos realizados pelo Governo do Estado no município.

Entre os exemplos apresentados está a Santa Casa de Rondonópolis. Conforme os números mencionados pelo prefeito, o contrato anual destinado à unidade teria passado de R$ 94 milhões para R$ 268 milhões, permitindo a ampliação dos atendimentos de média e alta complexidade.

Cláudio afirmou ainda que Pivetta demonstrou “humildade, modéstia e firmeza” durante sua trajetória política e destacou a atuação do governador no atendimento às demandas do município.

Para o prefeito, os investimentos estaduais justificam sua decisão de permanecer ao lado de Pivetta, mesmo estando filiado ao partido de Wellington.

PRESSÃO DENTRO DO PL

A posição de Cláudio já provocou reação na direção partidária. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, chegou a admitir a possibilidade de expulsão caso o prefeito não acompanhe as decisões eleitorais da legenda.

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Nem mesmo a possibilidade de sofrer sanções partidárias, porém, fez Cláudio recuar. Ao contrário, o prefeito reconheceu publicamente que sabe do preço político que poderá pagar pela decisão.

A situação cria um cenário delicado para Wellington, que busca consolidar sua candidatura e manter unificada a estrutura partidária em torno de seu projeto ao Palácio Paiaguás.

RACHA NA TERRA DE WELLINGTON

A dissidência chama ainda mais atenção por ocorrer em Rondonópolis. Enquanto Wellington tenta fortalecer sua candidatura em Mato Grosso, o prefeito de sua própria cidade natal mantém posição aberta em favor de Pivetta.

Para o governador, a adesão representa o apoio de uma liderança de um dos maiores municípios e colégios eleitorais do Estado e, ao mesmo tempo, uma baixa política dentro do campo partidário do adversário.

Cláudio, por sua vez, sinaliza que está disposto a levar sua decisão até o fim.

Ao afirmar que sabe que “vai pagar um preço”, o prefeito de Rondonópolis deixa claro que não pretende recuar: mesmo filiado ao PL e governando a terra de Wellington Fagundes, continuará defendendo publicamente a reeleição de Otaviano Pivetta.

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POLÍTICA MT

Justiça manda soltar empresária de Cuiabá presa em operação da PF que investiga tráfico internacional

Tati Rabelo, sócia de empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, deixa prisão sem pagamento de fiança; defesa afirma que Justiça considerou desnecessária a manutenção da preventiva

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A Justiça Federal do Tocantins determinou, nesta quinta-feira (27), a soltura da advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, conhecida como Tati Rabelo, presa em Cuiabá durante a Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma organização suspeita de envolvimento com a logística do tráfico internacional de drogas e armas.

Tati havia sido presa na terça-feira (25), em seu apartamento na Capital mato-grossense, e posteriormente encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May.

A empresária foi colocada em liberdade sem necessidade de pagamento de fiança, conforme informou o advogado Fernando Faria, responsável por sua defesa.

“Não teve nenhuma fiança. O juiz reconheceu que a prisão realmente era desnecessária”, afirmou o advogado.

Tati é sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular, em Cuiabá.

Durante as buscas realizadas pela Polícia Federal na residência da empresária, foram apreendidos R$ 84,8 mil em dinheiro, além de outros bens. Conforme o termo de apreensão citado no caso, R$ 9,8 mil teriam sido encontrados no quarto, sobre uma mesa de cabeceira, enquanto outros R$ 75 mil estavam em uma gaveta de um móvel da sala.

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Também foram apreendidos um telefone celular e um Volkswagen T-Cross, ano 2020. O aparelho estava bloqueado e foi lacrado para as providências relacionadas à investigação.

A apreensão dos valores e dos demais bens, por si só, não representa comprovação de origem ilícita. Até então, a Polícia Federal não havia detalhado publicamente qual seria a participação específica atribuída à empresária no suposto esquema investigado.

OPERAÇÃO INVESTIGA TRÁFICO INTERNACIONAL

Deflagrada na terça-feira (25), a Operação Bóreas investiga uma organização suspeita de montar uma estrutura logística para o transporte aéreo internacional de drogas e armas.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria utilizado aeronaves e pistas clandestinas para transportar grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru para o Brasil.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Cuiabá e Palmas. A Justiça também determinou medidas de apreensão de aeronaves e bloqueio e sequestro de bens e valores.

Entre os elementos mencionados na investigação estaria uma troca de mensagens ocorrida em 2024 entre Tati e seu irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro. Ele está preso desde fevereiro de 2025, depois de ter sido flagrado, segundo as informações da investigação, em uma aeronave com aproximadamente 475 quilos de cocaína no Tocantins.

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EMPRESÁRIA NEGA ENVOLVIMENTO

Durante a audiência de custódia, Tati Rabelo negou envolvimento com os crimes investigados e afirmou desconhecer os motivos que teriam fundamentado a decretação de sua prisão.

A decisão da Justiça Federal desta quinta-feira altera a situação cautelar da empresária, que deixa o sistema prisional e passa a responder à investigação em liberdade.

A Operação Bóreas continua em andamento, e as responsabilidades individuais dos investigados ainda serão apuradas no curso do procedimento.

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