ELEIÇÕES 2026
Eleição em MT começa às 7h; veja a ordem dos seis votos na urna
Mais de 2,6 milhões de eleitores estão aptos a votar em Mato Grosso neste domingo (4); votação segue até as 16h no horário local
Mais de 2,6 milhões de eleitores de Mato Grosso estão aptos a participar do primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). No estado, as seções eleitorais funcionarão das 7h às 16h, no horário local, conforme o planejamento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Ao chegar à urna eletrônica, o eleitor terá seis escolhas. A votação começa pelo cargo de deputado federal e termina com a escolha do presidente da República. A sequência foi definida pela Justiça Eleitoral para todo o país.
A ordem de votação será:
- Deputado federal – quatro dígitos;
- Deputado estadual – cinco dígitos;
- Senador – primeira vaga – três dígitos;
- Senador – segunda vaga – três dígitos;
- Governador – dois dígitos;
- Presidente da República – dois dígitos.
Neste ano, cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes para o Senado, já que duas vagas estão em disputa. Caso o mesmo número seja digitado nas duas oportunidades, o segundo voto será anulado.
Colinha pode ser levada à cabine
Para evitar esquecimentos e agilizar a votação, a Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma colinha de papel com os números das candidaturas. O TRE-MT também orienta que os eleitores preparem a anotação previamente.
O celular não pode ser levado para dentro da cabine de votação. O eleitor deve conferir o local de votação com antecedência e levar documento oficial com foto. Quem possui biometria cadastrada também pode utilizar o e-Título, nas condições previstas pela Justiça Eleitoral.
Mato Grosso conta com 2.638.230 eleitores aptos, distribuídos em 142 municípios, segundo dados apresentados pelo TRE-MT. Ao todo, serão utilizadas 8.287 urnas de seção, além de equipamentos de contingência.
A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira a foto, o nome e o partido apresentados na tela antes de confirmar cada voto. Em caso de erro na digitação, é possível utilizar a tecla “Corrige” antes da confirmação.
POLÍTICA MT
Urna eletrônica completa três décadas e chega às Eleições 2026 com novos recursos
Sistema estreou nas eleições municipais de 1996 e passou por sucessivas mudanças tecnológicas; votação deste domingo (4) terá interface renovada e novas ferramentas de acessibilidade
Às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para este domingo (4), a urna eletrônica chega aos 30 anos de utilização no Brasil. O equipamento começou a ser usado nas eleições municipais de 1996, quando cerca de 30% do eleitorado brasileiro votou eletronicamente.
A implantação representou uma mudança significativa em relação ao sistema de cédulas de papel, cuja apuração era manual e podia levar dias. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a informatização buscou reduzir a intervenção humana na votação e na contagem, além de combater fraudes associadas ao antigo modelo, como adulteração de cédulas e manipulação durante a apuração.
O primeiro modelo foi utilizado por mais de 32 milhões de eleitores em 57 cidades, com aproximadamente 70 mil equipamentos. A partir das eleições municipais de 2000, a votação eletrônica passou a alcançar todo o eleitorado do país.
Ao longo das três décadas, diferentes gerações do equipamento incorporaram novos recursos. Em 1998, por exemplo, a urna passou a exibir a fotografia dos candidatos. Posteriormente, foram ampliados mecanismos de fiscalização, auditoria e identificação biométrica.
Novidades para 2026
Nas eleições deste ano, a urna terá uma nova interface. Entre as mudanças anunciadas pelo TSE estão a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida para facilitar a leitura, telas redesenhadas e uma barra de progresso que mostra ao eleitor quais etapas da votação já foram concluídas e quais cargos ainda serão apresentados. Também houve ampliação dos recursos de Libras.
As alterações foram desenvolvidas para tornar a votação mais acessível e intuitiva, especialmente diante da quantidade de cargos em disputa nas eleições gerais.
Auditoria e fiscalização
De acordo com o TSE, os sistemas eleitorais são submetidos a procedimentos de fiscalização antes, durante e depois das eleições. Entre eles estão o Teste Público de Segurança, a cerimônia de lacração dos sistemas e os testes de integridade das urnas. Partidos políticos, Ministério Público, Polícia Federal, OAB, universidades e outras entidades estão entre os legitimados a acompanhar diferentes etapas.
Também é possível realizar procedimentos como a reimpressão e comparação do Boletim de Urna, verificação de assinaturas digitais, auditoria do código-fonte e recontagem por meio do Registro Digital do Voto (RDV).
Segundo o TSE, em três décadas de utilização das urnas eletrônicas não houve comprovação de fraude capaz de alterar o resultado de uma eleição produzida pelo sistema. O órgão informa ainda que o processo conta com mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo do ciclo eleitoral.
Neste domingo, mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a participar das Eleições Gerais de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
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