RACHA NA DIREITA

Mauro diz que Michelle “ficou com vergonha” de pedir voto a Wellington

Ex-primeira-dama pediu apoio a Reinaldo Moraes em propaganda eleitoral, mas não mencionou o candidato do PL ao Governo de Mato Grosso

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O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) teria “ficado com vergonha” de pedir votos ao senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso. A declaração foi dada durante sabatina da Aprosoja-MT.

A fala de Mauro ocorreu após Michelle participar de uma propaganda eleitoral da coligação de Wellington e direcionar o pedido de voto ao candidato a vice-governador Reinaldo Moraes (Novo), conhecido como “Rei do Porco”, sem citar nominalmente o cabeça de chapa.

“Para vice-governador, vote Reinaldo 22. Que Deus abençoe essa missão”, afirmou Michelle na peça eleitoral.

Ao comentar o episódio, Mauro interpretou a ausência de uma menção a Wellington como um sinal de distanciamento da ex-primeira-dama em relação à candidatura do senador.

“Isso demonstra que ela está com vergonha de pedir voto pra ele”, declarou Mauro à imprensa durante a sabatina.

Reinaldo mantém proximidade com a família Bolsonaro e ganhou projeção nacional após aparecer em um vídeo ungindo os pés do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, essa relação contribuiu para sua indicação como candidato a vice na chapa de Wellington.

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A composição ocorreu em meio a rearranjos políticos na direita mato-grossense. A escolha de Reinaldo também provocou mudanças nas articulações que envolviam anteriormente o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Na reta final da campanha, Wellington também enfrenta divergências dentro do próprio campo político. Prefeitos ligados ao PL e o candidato ao Senado José Medeiros (PL) declararam apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Mauro Mendes, que integra o grupo político de Pivetta, utilizou o episódio envolvendo Michelle para reforçar suas críticas ao adversário. A interpretação de que a ex-primeira-dama teria evitado apoiar Wellington, porém, foi apresentada pelo próprio candidato ao Senado.

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POLÍTICA MT

Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões

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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-1144/2026) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com previsão de crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, de R$ 40,7 bilhões. A proposta também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. A proposta foi lida na sessão ordinária de quarta-feira (9).

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para permitir a votação do orçamento do próximo ano.

De acordo com o texto do PLOA, o Executivo fica com a maior parte R$ 38,7 bilhões. A Assembleia Legislativa com R$ 1,188 bilhão. Tribunal de Contas, R$ 840,6 milhões. Ministério Público, R$ 1,124 bilhão. Defensoria Pública R$ 422 milhões. Tribunal de Justiça, R$ 3,799 bilhões.

Segundo ele, embora os deputados já possam analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas da PLOA já agendadas, Avallone informou que pretende agilizar a tramitação da matéria, mesmo com o calendário legislativo mais apertado. O cronograma, acrescentou, ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Casa.

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Avallone explicou que havia a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso ocorresse uma mudança de governo. Mas como a atual gestão permanecerá à frente do Executivo estadual, essa alternativa deixou de ser necessária.

“Havia uma vontade de que não precisasse mais votar o orçamento só no começo do ano que vem, caso houvesse mudança de governo. Como não houve, podemos votar a qualquer momento. O governo continua”, afirmou o parlamentar, ao defender o avanço das discussões e a definição do calendário para a votação das peças orçamentárias.

O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores previstos e a arrecadação estimada para os exercícios financeiros. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões. Já para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê R$ 46 bilhões. Na avaliação de Avallone, essa diferença reforça a necessidade de analisar os números e discutir eventuais ajustes durante a tramitação do PLOA.

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“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, destacou Avallone, ressaltando o papel do Parlamento na avaliação das receitas e despesas estaduais e na discussão de possíveis alterações para adequar a proposta às necessidades da administração pública.

O total previsto para a renúncia fiscal liquida para 2027 é de R$ 15.301.425.339,65. Os valores estão assim distribuídos:

ICMS – R$ 14.149.070.279,95.

IPVA – R$ 460.022.453,85

ITCD – R$ 146.978.185,60

Taxas – R$ 348.843.053,52

Juros e penalidades – R$ 196.511.366,74

Fonte: ALMT – MT

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