MEDO DA ADVERSÁRIA

Em áudio Medeiros admite força de Janaína e diz que adversária está “quase eleita” ao Senado

Candidato ao Senado afirma que não poderia aparecer ao lado da adversária e atribui decisão à reação de seu próprio eleitorado

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O candidato ao Senado José Medeiros (PL) admitiu, em um áudio completo de uma conversa com Chico Mendes, prefeito de Diamantino e irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que considera Janaína Riva (MDB) uma adversária eleitoral relevante. Na gravação, Medeiros afirma que a candidata teria força para conquistar votos e avalia que sua eventual aproximação poderia provocar perda de eleitores para outros concorrentes.

Durante a conversa, Medeiros afirma que Janaína “provavelmente vai vencer a eleição” e elogia a desenvoltura da candidata. Em seguida, porém, classifica a deputada como uma adversária que deveria ser enfrentada na disputa eleitoral.

O candidato também explica por que, segundo ele, não poderia aparecer publicamente ao lado de Janaína. Medeiros afirma que não teria necessariamente de atacá-la, mas que uma fotografia ou aparição conjunta poderia provocar reação negativa entre parte de seus eleitores.

“Eu fiquei numa posição que eu não tenho como atacá-la porque ela é nora do senador Wellington, enfim”, afirmou Medeiros no áudio.

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Em outro trecho, o candidato fala sobre o comportamento de seu eleitorado e diz que uma eventual imagem dele abraçado com Janaína poderia levar parte dos votos para outros candidatos ao Senado, citando Antônio Galvan (Avante) e Mauro Mendes (União), entre outros.

A declaração ganhou repercussão depois que trechos da conversa foram divulgados. Medeiros posteriormente afirmou que suas falas estavam sendo retiradas de contexto e que o áudio completo permitiria compreender melhor o raciocínio apresentado na conversa.

Na gravação integral, ele reforça que não teria interesse em atacar Janaína, mas que também evitaria aparecer ao lado dela durante a campanha. “Então, eu não preciso atacar a Janaína, mas eu não posso estar abraçado, eu não posso estar na foto”, disse.

A disputa entre Medeiros e Janaína ocorre dentro do cenário eleitoral para o Senado em Mato Grosso. Os dois são candidatos e têm protagonizado episódios de tensão durante a campanha, inclusive em relação à propaganda eleitoral. Uma decisão judicial determinou a divisão igualitária do tempo de propaganda entre os dois candidatos da coligação. 

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Em pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro, Janaína aparece com 19% das intenções de voto para o Senado, enquanto Medeiros registra 9%. Mauro Mendes aparece com 27%, Fávaro com 8% e Pedro Taques também com 9%. O levantamento ouviu 804 eleitores de Mato Grosso entre 21 e 24 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais. 

Os números representam o cenário registrado no período da pesquisa e não constituem previsão do resultado da eleição.

Veja o audio

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POLÍTICA MT

Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões

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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-1144/2026) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com previsão de crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, de R$ 40,7 bilhões. A proposta também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. A proposta foi lida na sessão ordinária de quarta-feira (9).

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para permitir a votação do orçamento do próximo ano.

De acordo com o texto do PLOA, o Executivo fica com a maior parte R$ 38,7 bilhões. A Assembleia Legislativa com R$ 1,188 bilhão. Tribunal de Contas, R$ 840,6 milhões. Ministério Público, R$ 1,124 bilhão. Defensoria Pública R$ 422 milhões. Tribunal de Justiça, R$ 3,799 bilhões.

Segundo ele, embora os deputados já possam analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas da PLOA já agendadas, Avallone informou que pretende agilizar a tramitação da matéria, mesmo com o calendário legislativo mais apertado. O cronograma, acrescentou, ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Casa.

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Avallone explicou que havia a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso ocorresse uma mudança de governo. Mas como a atual gestão permanecerá à frente do Executivo estadual, essa alternativa deixou de ser necessária.

“Havia uma vontade de que não precisasse mais votar o orçamento só no começo do ano que vem, caso houvesse mudança de governo. Como não houve, podemos votar a qualquer momento. O governo continua”, afirmou o parlamentar, ao defender o avanço das discussões e a definição do calendário para a votação das peças orçamentárias.

O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores previstos e a arrecadação estimada para os exercícios financeiros. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões. Já para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê R$ 46 bilhões. Na avaliação de Avallone, essa diferença reforça a necessidade de analisar os números e discutir eventuais ajustes durante a tramitação do PLOA.

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“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, destacou Avallone, ressaltando o papel do Parlamento na avaliação das receitas e despesas estaduais e na discussão de possíveis alterações para adequar a proposta às necessidades da administração pública.

O total previsto para a renúncia fiscal liquida para 2027 é de R$ 15.301.425.339,65. Os valores estão assim distribuídos:

ICMS – R$ 14.149.070.279,95.

IPVA – R$ 460.022.453,85

ITCD – R$ 146.978.185,60

Taxas – R$ 348.843.053,52

Juros e penalidades – R$ 196.511.366,74

Fonte: ALMT – MT

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