RACHA NO PL

Candidato ligado ao casal Bolsonaro detona Wellington, denuncia “sabotagem” e diz que PL rompeu acordo com ex-presidente – veja o video

Thiago Boava Hey Roy se recusa a subir no palanque de Wellington Fagundes, acusa direção do PL de descumprir compromissos com Jair Bolsonaro e José Medeiros e afirma que grupo montado em Mato Grosso fortalece “interesses pessoais”

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O ambiente interno do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso ganhou mais um capítulo de tensão em plena campanha eleitoral. Candidato a deputado federal, o humorista Thiago Boava Hey Roy fez duras críticas à condução política da legenda no Estado, afirmou estar sendo “sabotado” e deixou claro que não pretende apoiar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.

A manifestação expõe novamente as divergências existentes dentro do campo da direita e ocorre em meio ao endurecimento do discurso da direção estadual do PL contra filiados que não estejam alinhados ao projeto eleitoral encabeçado por Wellington.

Boava afirmou que não pretende subir no palanque montado para Wellington Fagundes, mesmo que sua decisão provoque consequências políticas dentro da própria legenda.

“É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque. Não acredito nele e não estou indo para a política fazer o que não acredito. Estou indo de peito aberto para fazer o que acredito e dar continuidade ao trabalho sério que a [ex-deputada federal] Amália iniciou”, afirmou.

ACORDO COM BOLSONARO

As declarações ficaram ainda mais duras quando Boava passou a questionar a própria condução do PL em Mato Grosso. Segundo ele, compromissos políticos acertados anteriormente com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com José Medeiros não teriam sido cumpridos.

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O candidato afirmou que o partido teria rompido até mesmo um dos princípios que costuma defender publicamente.

“Tenho que trazer este assunto à tona. Infelizmente, o Partido Liberal, que diz defender Deus, Pátria, Família e Liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade, e não cumpriu o combinado comigo. Não cumpriu o que foi combinado com o Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão Bolsonaro”, declarou.

A acusação coloca diretamente em discussão a estratégia eleitoral construída pela direção estadual do PL e amplia o desgaste provocado pelas divergências entre integrantes da própria legenda.

Outro ponto levantado por Boava envolve a disputa pelo Senado. José Medeiros concorre pelo PL, enquanto Janaina Riva (MDB) também integra o grupo político que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes e disputa uma das vagas de Mato Grosso no Senado.

“INTERESSES PESSOAIS”

Boava também acusou o palanque formado em Mato Grosso de privilegiar “interesses pessoais” e de não fortalecer José Medeiros, a quem classificou como o principal ativo político ligado a Bolsonaro na disputa estadual.

O candidato pediu ainda que os eleitores observem atentamente quais candidatos proporcionais decidiram aderir ao grupo.

“Portanto, eu gostaria muito que você, no dia 4 de outubro, analisasse muito bem o seu voto; analisasse muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque, se comemorou com os que estão nesse palanque”, afirmou.

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Na sequência, voltou a disparar contra a composição.

“Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos; esse palanque fortalece interesses pessoais”, concluiu.

As declarações colocam Boava entre os candidatos do próprio PL que demonstram resistência ao projeto estadual da legenda. Ao rejeitar publicamente o palanque de Wellington Fagundes e sustentar que houve descumprimento de um acordo envolvendo Jair Bolsonaro e José Medeiros, o candidato leva para dentro da campanha uma divergência que até então poderia permanecer restrita aos bastidores.

O episódio representa mais um foco de desgaste dentro do PL de Mato Grosso e aumenta a pressão sobre a direção estadual para administrar uma situação delicada: candidatos que carregam a mesma sigla, mas não necessariamente defendem o mesmo projeto para o Governo.

Com a campanha avançando, a declaração de Boava escancara que a tentativa de unificação do PL em torno de Wellington Fagundes ainda enfrenta resistência dentro do próprio campo bolsonarista em Mato Grosso.

Veja a Declaração Polêmica

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POLÍTICA MT

Justiça manda MPE apurar possível uso de servidoras públicas em conteúdo eleitoral após denúncia no Pardal

Caso envolve o ex-secretário de Educação e candidato a deputado estadual Alan Porto; magistrado encaminhou os autos ao Ministério Público Eleitoral para avaliar eventual irregularidade envolvendo funcionárias de escola pública em Comodoro

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A Justiça Eleitoral determinou o encaminhamento ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de informações envolvendo o ex-secretário de Estado de Educação e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos). O objetivo é apurar eventual irregularidade relacionada à participação de servidoras públicas em conteúdo de natureza eleitoral.

A determinação partiu do juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá, após o registro de uma denúncia por meio do Pardal, ferramenta disponibilizada pela Justiça Eleitoral para comunicar possíveis irregularidades durante a campanha.

O caso envolve uma publicação em que Alan Porto aparece em frente à Escola Municipal Nossa Senhora das Graças, no município de Comodoro, acompanhado de funcionárias da unidade escolar.

De acordo com o termo de constatação mencionado no processo, em diligência realizada em 31 de agosto de 2026, foi identificada uma publicação em formato audiovisual na qual o candidato aparece diante da unidade de ensino. O documento registra ainda que o perfil da publicação identificava Porto como candidato a deputado estadual.

Diante das informações levantadas, o magistrado decidiu encaminhar os autos ao Ministério Público Eleitoral para que o órgão analise os fatos e avalie se existe fundamento para a adoção de alguma medida.

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A decisão destaca especialmente a necessidade de avaliação sobre a participação de funcionárias de uma unidade escolar pública em conteúdo de natureza eleitoral.

Em sua determinação, o juiz encaminhou os autos ao MPE para “ciência e avaliação quanto à eventual adoção de medida autônoma” considerada cabível diante das circunstâncias registradas no termo de constatação.

Caso ainda está em fase preliminar

O encaminhamento à Promotoria Eleitoral não representa condenação, reconhecimento de irregularidade ou abertura automática de ação contra Alan Porto. Caberá ao Ministério Público analisar os elementos existentes e decidir se há motivos para alguma providência no âmbito eleitoral.

Somente a partir de eventual medida apresentada pelo MPE e do prosseguimento do processo será possível estabelecer eventuais responsabilidades.

A apuração coloca sob análise da Justiça Eleitoral um episódio ocorrido justamente durante a campanha de Alan Porto por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Porto comandou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) durante parte das gestões do então governador Mauro Mendes e deixou o Executivo para disputar as eleições de 2026 pelo Republicanos.

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Agora, o ponto central a ser analisado pelo Ministério Público será se a participação das funcionárias da escola pública no conteúdo eleitoral configurou alguma irregularidade e se houve eventual utilização indevida de estrutura ou agentes públicos em benefício da candidatura.

Até que essa análise seja concluída, prevalece a inexistência de qualquer condenação ou reconhecimento de ilícito eleitoral contra o candidato no episódio.

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