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Comissão de Saúde intensifica fiscalização de hospitais e obras no primeiro semestre

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atuou, no primeiro semestre de 2026, na análise de proposições, fiscalização e acompanhamento de ações relacionadas à saúde pública no estado.

Segundo relatório do Núcleo Social, responsável pelo assessoramento técnico às comissões permanentes da área, no período foram realizadas seis reuniões ordinárias, uma audiência pública, seis visitas técnicas e seis registros de convocações, convites e solicitações de informações.

A comissão analisou mais de 170 proposições relacionadas às suas áreas de competência. As matérias passaram por apreciação técnica, com emissão de pareceres de mérito, conforme as normas regimentais.

As ações de fiscalização incluíram visitas ao Hospital Regional de Cáceres, aos hospitais municipais de Pontes e Lacerda e de Confresa e às obras do futuro Hospital Regional de Confresa, além do acompanhamento da situação dos hospitais regionais de Sorriso e Sinop. As agendas permitiram verificar presencialmente a situação de unidades e o andamento de obras de saúde em diferentes regiões de Mato Grosso.

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O acompanhamento de obras hospitalares também incluiu a convocação de representantes de empresas responsáveis por empreendimentos em andamento no estado. A Construtora Augusto Velloso, responsável pelas obras dos Hospitais Regionais de Tangará da Serra e Confresa, e a Salver Construtora e Incorporadora, responsável pela construção da unidade hospitalar de Juína, foram chamadas pela comissão para prestar esclarecimentos sobre o andamento dos trabalhos, os prazos e eventuais entraves nos projetos.

Audiência pública para debater o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso.

Audiência pública para debater o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

As convocações foram aprovadas a partir de requerimento apresentado à comissão, em meio às discussões sobre o ritmo de execução das obras de hospitais regionais. À época, foram apontadas diferenças no andamento de empreendimentos similares.

A comissão também realizou uma audiência pública para discutir o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso e acompanhar a execução do contrato firmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) com o Hospital de Câncer.

Além das construtoras, houve convocação de secretários de estado de Saúde. Um dos objetivos foi buscar esclarecimentos sobre exonerações e desligamentos de profissionais vinculados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os possíveis impactos na continuidade e na eficiência do serviço.

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A comissão solicitou ainda informações ao governador sobre as contratações temporárias realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde e sobre o concurso público da pasta. A comissão também convidou o secretário de Saúde e representantes do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Justiça manda MPE apurar possível uso de servidoras públicas em conteúdo eleitoral após denúncia no Pardal

Caso envolve o ex-secretário de Educação e candidato a deputado estadual Alan Porto; magistrado encaminhou os autos ao Ministério Público Eleitoral para avaliar eventual irregularidade envolvendo funcionárias de escola pública em Comodoro

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A Justiça Eleitoral determinou o encaminhamento ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de informações envolvendo o ex-secretário de Estado de Educação e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos). O objetivo é apurar eventual irregularidade relacionada à participação de servidoras públicas em conteúdo de natureza eleitoral.

A determinação partiu do juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá, após o registro de uma denúncia por meio do Pardal, ferramenta disponibilizada pela Justiça Eleitoral para comunicar possíveis irregularidades durante a campanha.

O caso envolve uma publicação em que Alan Porto aparece em frente à Escola Municipal Nossa Senhora das Graças, no município de Comodoro, acompanhado de funcionárias da unidade escolar.

De acordo com o termo de constatação mencionado no processo, em diligência realizada em 31 de agosto de 2026, foi identificada uma publicação em formato audiovisual na qual o candidato aparece diante da unidade de ensino. O documento registra ainda que o perfil da publicação identificava Porto como candidato a deputado estadual.

Diante das informações levantadas, o magistrado decidiu encaminhar os autos ao Ministério Público Eleitoral para que o órgão analise os fatos e avalie se existe fundamento para a adoção de alguma medida.

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A decisão destaca especialmente a necessidade de avaliação sobre a participação de funcionárias de uma unidade escolar pública em conteúdo de natureza eleitoral.

Em sua determinação, o juiz encaminhou os autos ao MPE para “ciência e avaliação quanto à eventual adoção de medida autônoma” considerada cabível diante das circunstâncias registradas no termo de constatação.

Caso ainda está em fase preliminar

O encaminhamento à Promotoria Eleitoral não representa condenação, reconhecimento de irregularidade ou abertura automática de ação contra Alan Porto. Caberá ao Ministério Público analisar os elementos existentes e decidir se há motivos para alguma providência no âmbito eleitoral.

Somente a partir de eventual medida apresentada pelo MPE e do prosseguimento do processo será possível estabelecer eventuais responsabilidades.

A apuração coloca sob análise da Justiça Eleitoral um episódio ocorrido justamente durante a campanha de Alan Porto por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Porto comandou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) durante parte das gestões do então governador Mauro Mendes e deixou o Executivo para disputar as eleições de 2026 pelo Republicanos.

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Agora, o ponto central a ser analisado pelo Ministério Público será se a participação das funcionárias da escola pública no conteúdo eleitoral configurou alguma irregularidade e se houve eventual utilização indevida de estrutura ou agentes públicos em benefício da candidatura.

Até que essa análise seja concluída, prevalece a inexistência de qualquer condenação ou reconhecimento de ilícito eleitoral contra o candidato no episódio.

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