POLÍTICA MT
Reajuste do Fethab favorece toda cadeia produtiva, aponta deputado
O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) concedeu entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta quinta-feira (17). Na ocasião, o parlamentar afirmou que o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), aprovado na sessão ordinária desta quarta-feira (16), irá beneficiar toda a cadeia produtiva e garantir comida na mesa dos cidadãos mato-grossenses.
“Nós temos mais de 50% de pequenos produtores com menos de 500 hectares. O pequeno não consegue suportar todas essas tarifas e encargos. O que estamos preservando e querendo é que os preços continuem baixos e que todos tenham alimento na mesa. Essa é a intenção da Assembleia Legislativa e do governo do estado: preservar todos que estão na cadeia produtiva”, destacou o deputado.
A nova lei altera a metodologia de correção das contribuições cobradas dos produtores rurais, baseadas na Unidade Padrão Fiscal (UPF), que é atualizada mensalmente e usada como indexador em cálculos fiscais do estado.
O valor da contribuição, atualmente, é reajustado duas vezes ao ano: em janeiro e julho, com base no valor a UPF vigente em cada um desses meses. Com a nova regra, o valor da UPF considerado para o cálculo será sempre o do semestre anterior, o que evita aumentos durante o segundo semestre.
De acordo com o deputado Moretto, este reajuste é uma demanda antiga do setor produtivo agrícola. Defensor do fundo, o parlamentar apontou que o governo estadual vem utilizando de maneira correta a contribuição, impulsionando o desenvolvimento e o progresso de Mato Grosso.
“No governo anterior, o Fethab era usado para quitar folha de pagamento. Hoje, o fundo está sendo usado para habitação e infraestrutura do estado de Mato Grosso. Essa é a função do fundo, impulsionar o nosso estado”, ressaltou.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Augusto Cury fura bolha da polarização, explode nas redes e tenta transformar fenômeno digital em votos
A corrida pela Presidência da República ganhou um novo ingrediente com o crescimento da candidatura do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante). Depois de ampliar sua exposição nacional no debate presidencial, Cury registrou forte avanço nas redes sociais e passou a ser apontado pelo comando de seu partido como um nome capaz de “furar a bolha da polarização” que domina a política brasileira.
Conhecido nacionalmente pela trajetória como escritor e palestrante, Cury entrou na campanha apostando em um discurso diferente daquele protagonizado pelos principais campos políticos. Em vez de reforçar o confronto entre direita e esquerda, tenta ocupar justamente o espaço do eleitor que demonstra cansaço com a radicalização.
A estratégia ganhou força após sua participação no debate presidencial. A exposição colocou Cury diante de um público mais amplo e provocou aumento significativo do interesse pelo candidato nas plataformas digitais.
Levantamento da Vox Radar apontou crescimento expressivo no perfil de Cury no Instagram após o debate. O candidato saiu de aproximadamente 8,3 milhões para 9,9 milhões de seguidores no período analisado e, posteriormente, ultrapassou a marca de 10 milhões.
O interesse pelo presidenciável também apareceu nas ferramentas de busca. As pesquisas pelo nome de Augusto Cury cresceram cerca de 900% durante a semana, ampliando a percepção de que o candidato conseguiu despertar a curiosidade de uma parcela do eleitorado que até então acompanhava pouco sua movimentação política.
Diante da repercussão, o presidente nacional do Avante, deputado federal Luis Tibé, afirmou que Cury conseguiu “furar a bolha da polarização”.
A avaliação traduz a principal aposta eleitoral do partido: conquistar brasileiros que não querem escolher entre os dois grandes campos políticos que protagonizaram os últimos confrontos eleitorais do país.
É justamente nesse eleitorado que Augusto Cury tenta encontrar espaço para crescer.
A campanha procura aproveitar a popularidade construída pelo escritor ao longo de décadas e associá-la a uma mensagem de pacificação. Cury tem criticado a transformação de adversários políticos em inimigos e os reflexos da polarização nas famílias, nas amizades e nas relações sociais.
A mensagem também ganhou uma síntese de forte apelo político: “Toda bolha uma hora estoura.”
A metáfora traduz o argumento de que nenhum cenário de divisão política permanece indefinidamente e coloca Cury na posição de candidato que pretende desafiar a lógica eleitoral estabelecida.
Mas furar a bolha das redes sociais é apenas a primeira etapa. O verdadeiro teste será descobrir se o fenômeno digital consegue chegar às urnas.
Milhões de seguidores, crescimento nas buscas e repercussão nacional demonstram capacidade de chamar atenção, mas não significam necessariamente intenção de voto. Cury ainda terá de converter audiência em eleitor e enfrentar candidaturas sustentadas por estruturas partidárias maiores, palanques estaduais e grupos políticos consolidados.
As próximas pesquisas deverão oferecer uma resposta mais clara sobre a dimensão desse movimento.
Se o crescimento digital começar a aparecer também nas intenções de voto, Augusto Cury poderá deixar a condição de candidatura alternativa e se transformar em um elemento capaz de mexer na configuração da disputa presidencial de 2026.
Por enquanto, o candidato já conseguiu romper uma primeira barreira: ganhou visibilidade nacional e colocou seu discurso contra a polarização no centro da discussão eleitoral.
Agora, a pergunta que começa a rondar a eleição é outra: Augusto Cury apenas furou a bolha ou a polarização política brasileira começa, de fato, a dar sinais de que pode estourar?
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