ECONOMIA

Empreendedoras Tech chega à 3ª edição com mais vagas e maior apoio financeiro

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lança, nos próximos dias, a terceira edição do Empreendedoras Tech, programa em parceria com o Sebrae e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) que apoia mulheres em negócios de base tecnológica.

O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (24/9) pela secretária-executiva substituta, Aline Damasceno, durante o 1º Fórum de Empreendedorismo Feminino da Câmara de Mulheres Empreendedoras da Fecomércio-DF.

“O Empreendedoras Tech mostra que, quando o Estado cria instrumentos de apoio, as mulheres conseguem transformar suas ideias em negócios mais fortes, inovadores e competitivos. Nosso compromisso é dar visibilidade, voz e oportunidade às empreendedoras, porque sabemos que, quando elas avançam, toda a economia avança junto”, afirmou Aline Damasceno.

Nesta edição, serão 100 empreendedoras, que receberão apoio financeiro mensal de R$ 6,5 mil. As participantes também disputarão prêmios de até R$ 50 mil no demoday, quando terão a oportunidade de apresentar seus projetos a investidores e aceleradoras.

Os resultados já obtidos reforçam a relevância da iniciativa: 65% das participantes anteriores formalizaram seus negócios após o processo de aceleração; 18% aumentaram o número de patentes registradas; e 72% relataram crescimento de faturamento médio de até R$ 120 mil anuais. No total, as empreendedoras apoiadas captaram mais de R$ 15 milhões em investimentos e crédito.

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Durante o painel “Empreendedorismo Feminino: Resiliência e Transformação no Brasil e no Mundo”, Aline reforçou a importância de programas específicos para reverter desigualdades históricas e destacou os desafios enfrentados pelas mulheres empreendedoras: “Mesmo com maior nível de escolaridade, os negócios liderados por mulheres ainda faturam menos. Além disso, quando buscam crédito, enfrentam mais barreiras e taxas de juros mais altas, embora sejam comprovadamente melhores pagadoras”.

A secretária-executiva apresentou também os resultados do MDIC sobre a participação feminina no comércio exterior, que revelam que apenas 14% das empresas exportadoras possuem mulheres de forma majoritária em seu quadro societário. Ela detalhou o funcionamento do programa Elas Exportam, iniciativa do ministério em parceria com a ApexBrasil e outras instituições, que já está em sua quinta edição e tem como objetivo incentivar e ampliar a presença de mulheres no mercado exportador.

Aline Damasceno esteve ao lado de representantes do Banco Mundial, da Organização Internacional para as Migrações, do Sebrae Nacional e da OAB/DF.

Empreendedoras Tech

Criado em 2023, o Programa de Apoio a Empreendedoras na Tecnologia tem como objetivo fortalecer e disseminar o empreendedorismo inovador de base tecnológica em micro e pequenas empresas lideradas por mulheres. A iniciativa oferece capacitação, visibilidade, mentorias e acesso a redes de apoio, além de funcionar como vitrine de inspiração para outras empreendedoras, ao divulgar casos de sucesso que estimulam novas trajetórias de negócios.

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O programa busca enfrentar desafios estruturais, como a baixa presença feminina em cargos de liderança e em projetos de base tecnológica, além das dificuldades de pequenas empresas para expandirem seus negócios. Ao incentivar a participação das mulheres nesses setores, a iniciativa contribui para reduzir desigualdades, estimular a inovação e promover o desenvolvimento econômico do país.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

TRF manda soltar empresário investigado por esquema de ouro ilegal em MT

Geraldo Henrique Costa Neto deverá usar tornozeleira eletrônica; investigação aponta negociações de 17,3 quilos de ouro e movimentações superiores a R$ 5,26 milhões

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu habeas corpus ao empresário Geraldo Henrique Costa Neto, investigado pela Polícia Federal na Operação Arcanjo, que apura um suposto esquema de compra, transporte e comercialização ilegal de ouro. A decisão foi proferida pelo desembargador Leão Alves e substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.

Geraldo havia sido preso no fim de agosto, durante a deflagração da operação. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e duas ordens de prisão preventiva em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A investigação apura possíveis crimes relacionados à aquisição, transporte, industrialização, posse e comercialização de matéria-prima obtida sem autorização legal, além de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação.

De acordo com elementos reunidos na investigação, a análise do celular do empresário teria identificado negociações envolvendo aproximadamente 17,3 quilos de ouro, com movimentações financeiras superiores a R$ 5,26 milhões. Os investigadores também apontaram mensagens sobre preços do minério, contas utilizadas para pagamentos, transferências via Pix e transporte interestadual.

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A apuração menciona ainda a GM Brasil Mineração, ligada a Geraldo, que, segundo a investigação, não teria autorização para comercializar ouro. O suposto esquema envolveria fornecedores de Poconé e Pontes e Lacerda, operadores em Várzea Grande e intermediários comerciais em São José do Rio Preto, em São Paulo.

A decisão que havia determinado a prisão preventiva também mencionou pagamentos de R$ 4,23 milhões a fornecedores de ouro entre agosto e dezembro de 2024 e movimentação de R$ 3,85 milhões, em 45 dias, atribuída a um escritório operacional em Várzea Grande.

PRISÃO SUBSTITUÍDA POR CAUTELARES

Ao recorrer ao TRF-1, a defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por outras medidas cautelares. Entre os argumentos apresentados, sustentou que Geraldo não seria o líder do grupo investigado e questionou os fundamentos utilizados para mantê-lo preso.

Ao analisar o pedido, o desembargador considerou que não ficou suficientemente demonstrado que toda a movimentação financeira mencionada no processo estivesse vinculada exclusivamente às atividades atribuídas ao empresário. Também observou que, conforme a decisão de primeira instância, as atividades investigadas teriam sido encerradas em outubro de 2025.

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O magistrado entendeu que medidas alternativas seriam suficientes para resguardar o andamento do processo. Com isso, Geraldo deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá manter contato com outros investigados e testemunhas e terá restrições para deixar a comarca onde reside sem autorização judicial.

A defesa também conseguiu a redução da fiança de 60 para 20 salários mínimos.

Durante as buscas em um dos imóveis relacionados ao empresário, foram apreendidos R$ 300 mil em espécie. Segundo a defesa, o dinheiro teria sido sacado recentemente de uma conta bancária pertencente ao pai de Geraldo.

Com a concessão do habeas corpus, o empresário responderá às investigações em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.

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